Séries e TV

Terceira temporada de The Handmaid’s Tale: Abençoada seja a luta

  Natalia Sierpinski    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Depois de muita espera, esse mês foi divulgada a data de estréia da terceira temporada de The Handmaid’s Tale, que irá lançar os seus primeiros três episódios no dia 05 de junho pelo serviço de streaming americano Hulu. Nas semanas posteriores, a série terá o lançamento de apenas um episódio por semana.

No começo de fevereiro tivemos a divulgação do teaser desta nova temporada que pode ser conferido abaixo. Ele já indica que a resistência e o confronto a Gilead será o mote narrativo principal. O produtor Warren Littlefield em entrevista na USA Today afirmou que o tema da temporada é “abençoada seja a luta” e que apesar de termos mais resistência, a história seguirá um pouco menos densa e pesada do que nas temporadas anteriores.

The Handmaid’s Tale é inspirada no livro homônimo de Margaret Atwood e é a primeira série de streaming a ganhar o prêmio Emmy de melhor série dramática, tendo mais sete premiações em outras categorias. No Brasil, a série está disponível no serviço de streaming Globo Play. A história adota o contexto em que por causas supostamente desconhecidas, em todo o mundo a taxa de natalidade caiu drasticamente, assim nos EUA surge o regime ditatorial de Gilead, fundamentado principalmente na lógica religiosa na teoria, e diversas motivações políticas na prática, obriga mulheres a engravidarem contra sua vontade a fim de trazer o equilíbrio populacional tão almejado.

Assim, reforçando a ideologia de que existe “mulher para casar”, “mulher para ser mãe”, “mulher para ser dona de casa” e por ai vai, a série traz uma narrativa nada distópica que salienta as opressões de gênero num nível extremo. Se você ainda não conhece a série, é importante avisar que ela possui muitos gatilhos, principalmente de cenas de estupro e tortura. Conseguindo fugir de uma discussão rasa, conforme a trama vai se desenvolvendo é cada vez tratada com mais profundidade o machismo estrutural presente na sociedade e o direito da mulher para com o seu próprio corpo.

SPOILER

Enquanto a segunda temporada trouxe o passado de Serena Joy Waterford, mostrando o quanto esta personagem é complexa e trazendo um desenvolvimento muito interessante para compreendermos suas posturas, Littlefield já adiantou que a terceira temporada trará o passado de Tia Lydia, outra personagem muito essencial para a trama e que mostra um dos lados mais cruéis da opressão, que é o próprio oprimido do lado da ideologia do seu opressor, no caso dessa narrativa, mulheres que estão a favor de um regime totalitário extremamente machista e reacionário.

Ao mesmo tempo, teremos June determinada a enfrentar o que for necessário para garantir a segurança de sua primogênita, o final da segunda temporada indica um amadurecimento da protagonista e uma mudança de sua postura para com o sistema ditatorial no qual foi obrigada a participar. Na temporada anterior já tivemos mais cenas que mostraram o mundo além de Gilead, com os acontecimentos da vida de Moira e Luke no Canadá, agora com Emily indo para além das fronteiras, tudo indica que teremos mais ação e confronto também deste lado da história, que muito provavelmente irá reverberar em diversas instâncias na vida do restante dos personagens.

Natalia Sierpinski

Natalia Sierpinski

Educomunicadora e pesquisadora de quadrinhos, gênero e educação. Sou potterhead, não tenho treta entre Marvel e DC, gosto e acompanho ambas, adoro Star Wars, vídeo game, jogos de tabuleiro e cinema.

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