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Dia Internacional da Mulher: A origem da Mulher-Maravilha

  Mayra Benedetti    quinta-feira, 08 de março de 2018

A primeira aparição da Mulher-Maravilha foi em 1941, na revista americana All Star Comics n° 8. Em um cenário predominantemente masculino, sua criação rompeu barreiras, mostrando que uma super-heroína seria tão relevante quanto super-heróis masculinos, como Superman, criado anos antes.

Seu criador William Moulton Marston, teve uma vida marcada por muitos acontecimentos: Criou o famoso detector de mentiras e fracassou nas carreiras de advogado, psicólogo e professor acadêmico. Manteve relacionamentos com duas mulheres ao mesmo tempo, e secretamente, criou o que viria a ser a maior heroína de todos os tempos.

As mulheres da vida de Marston eram muito à frente de seu tempo, ligadas ao feminismo e as sufragistas americanas. Elizabeth Holloway, trabalhou junto com Marston na criação do detector de mentiras. Era independente, financiou sozinha sua graduação em Direito, em uma época que poucos mulheres iam à faculdade.

Dia Internacional da Mulher: A origem da Mulher-Maravilha

Olive Byrne, fora aluna de Marstons, e se encantou por ele e seus ideais. Era a grande inspiração para a Mulher-Maravilha.

Depois de um tempo, os três passaram a viver juntos na mesma casa, e criavam os quatro filhos, dois de cada uma. Por mais polêmico que pudesse parecer, eles eram uma grande família feliz, porém sempre muito discretos. Não expunham essa relação de poliamor para a sociedade. A história do Feminismo e Movimento Sufragista nos Estados Unidos influenciou diretamente as histórias da Mulher-Maravilha.

As origens da Mulher-Maravilha estão no passado de William Moulton Marston e na vida das mulheres que amou – elas também a criaram.

Marston acreditava que as mulheres eram superiores e deveriam dominar o mundo. Para ele, não foi difícil criar uma heroína tão empoderada, pois era ele próprio um feminista e defensor dos direitos das mulheres. Reconhecia o poder feminino, o equilíbrio entre a compaixão, a força e o amor.

Sua intenção era mostrar aos meninos, a ideia de que as mulheres eram mais fortes e poderosas, e inspirar e encorajar as meninas a lutarem pelo o que elas acreditavam, e torná-las corajosas.

Ele acreditava que as mulheres deviam experimentar fazer parte de um local de trabalho, e consequentemente teriam mais confiança e auto estima, e estariam próximas a revolução do matriarcado.

Diana surgiu em um momento de dominação masculina, tanto nos quadrinhos, quanto em todos os outros seguimentos da sociedade. As mulheres lutavam por liberdade de expressão, direito ao voto e controle de natalidade.

Entre os anos 1920 e 1932, as conquistas femininas haviam sido poucas e recentes. Começavam lentamente a ocuparem o mercado de trabalho, para suprir a falta de homens, que haviam sido enviados à Europa na época da Segunda Guerra Mundial.

Marston faleceu em 1947, aos 54 anos, antes mesmo de ver a trajetória que sua personagem seguiria. Mas Diana, mesmo com tantos obstáculos em seu caminho, se consolidou como um ícone para as feministas.

” Ainda que a forma de abordar o feminismo da Mulher-Maravilha tenha mudado com os anos, os valores feministas sempre estiveram inclusos na personagem, e perduram até hoje.”

Tin Hanley

“Em um mundo de simples mortais, você é uma Mulher-Maravilha”.

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Mayra Benedetti

Mayra Benedetti

Apaixonada pelo mundo dos livros e quadrinhos. Colecionadora de funkos e gatos. DCnauta assumida. Tenho a Mulher-Maravilha como inspiração.

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