Campus Party

Campus Party Brasil: Games nacionais sobre representatividade negra, indígena e de gênero

  Wendy Stefani    sábado, 23 de fevereiro de 2019

A Campus Party é um dos eventos mais esperados do ano, onde são vivenciados incríveis experiências. O programa de Tecnologias e Artes da instituição Sesc São Paulo fez grande participação no período da Campus Party, possibilitando o conhecimento de inúmeras ações/oficinas que estão ocorrendo mundo à fora. Dentre eles os  jogos digitais sobre representatividade cultural.

Durante o evento foi apresentados três jogos digitais nacionais que propõem uma reflexão sobre a representatividade negra, indígena e trans:

Nova Califórnia

Fundado por Tainá Felix e Jaderson Sousa. O game é inspirado em um conto do Lima Barreto, escrito em 1910 sobre a representatividade negra. Nele o jogador tem a oportunidade de ser um personagem do conto. Onde terá que lidar com as problemáticas desse universo, inclusive, éticas que te levaram a uma reflexão e auto conhecimento, até que sua missão seja concluída. Além disso, o game também mostra sua influência no incentivo a leitura.

“Muitas pessoas que jogaram o jogo, começaram a ler o conto” Tainá,  fundadora do game. Ao pensarmos sobre questões sociais, necessidades e riscos iminentes, encontramos na atual tecnologia audiovisual um meio para a produção partilhada de conhecimento.” Jaderson, fundador do game.

Huni Kuin 

Um game, que teve grande produção coletiva, cuja a proposta do jogo é justamente trazer essa realidade da cultura do povo indígena Huni Kuin. Desta forma os jogadores tem a oportunidade de entrar em contato com as diversas histórias e conhecimento indígena.

O jogo é narrado no idioma hatxã kuĩ, mas pode ser legendado em quatro línguas: português, inglês, espanhol e na língua nativa. No jogo, o jovem caçador e a pequena artesã, passarão por uma série de desafios pela busca para se tornarem um curandeiro (mukaya) e uma mestra dos desenhos (kene).  Encontrando no decorrer do caminho, alimentos específicos da cultura, efeitos, grafismo, rituais do povo, etc. Lembrando que  todo o domínio  do personagem envolve assuntos ligados à corporalidade, materialidade e espiritualidade desse povo.

Florecer

Um game desenvolvido em conjunto com a Casa de Acolhida a Mulheres Transsexuais e Travestis Florescer, justificando a importância e coerência com o nome do jogo. No game o jogador vai ter a experiência de vivenciar a vida de Bia, uma adolescente Trans que convive principalmente com pessoas do meio familiar e escolar.

Todos os games podem ser encontrados nos seus receptivos sites, onde  os usuários tem mais informações sobre seu conteúdo e podem realizar download do jogo de forma gratuita.

Essa ação do Sesc São Paulo faz parte de seu programa socioeducativo e não se limita apenas ao Campus Party. Nas unidades da capital, do litoral e interior do estado é possível encontrar diversos cursos e oficinais semelhantes.

Wendy Stefani

Wendy Stefani

Bióloga - UFSCar. 26 anos. Se perde em páginas de livros. Sonha em viajar pelo mundo. Apaixonou-se por escrever sobre os universos que lhe tocam. Diz sim, para todo convite que lhe permita viver algo novo. Sushi e chocolate? QUERO! :)

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