Aqui em São Paulo, depois da polêmica lei Cidade Limpa, a estética – ou “sujidade” – da metrópole diminui bastante, incluindo os conhecidos graffitis. Até mesmo espaços autorizados pela própria prefeitura passaram pela borracha – ou melhor dizendo, tinta cinza horrenda, como no conhecido caso de uma obra d’Os Gêmeos + Nina + Nunca na 23 de Maio.
Quem anda pelo centro, por exemplo, tem a oportunidade de se distrair com o colorido dos desenhos em diversos locais, como no Vale do Anhangabaú e até mesmo acompanhar sua evolução, já que de alguns muros de tempos em tempos são renovados pela prefeitura ou os próprios artistas.
Me refiro a eles, grafiteiros, como artistas porque o são. Há desenhos de um colorido e personalidade únicos, mostrando que o tempo daqueles garranchos impossíveis de ser ler parece que está passando, ainda bem!
Além do Street Art, como é conhecido internet a fora, outra intervenção urbana que ganhou força nos últimos tempos são os stickers: adesivos diversos colados em vários locais, como placas, postes, muros… Existem grupos de Flickr dedicados a isso, e o Street Art brasileiro é muito comentado por lá. Eu mesma costumava andar pela cidade registrando os muros no meu Flickr, mas por estar sem câmera tive de parar. Inclusive lembro de uma vez em que meninas grafiteiras de todo o país se juntaram no Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de SP e fizeram um debate antes de soltarem a imaginação em muros do cemitério do bairro, dando vida a um lugar tão sombrio.
Saiu ontem no Estadão uma matéria sobre o assunto, dizendo que existem algumas agências de turismo que têm pacotes que incluem tours pelo centro de São Paulo com o objetivo de ver o Street Art brasileiro, muito procurado por estrangeiros. E além do Street Art convencional em muros autorizados ou não, diversos comércios estão adotando a estética para embelezar seus estabelecimentos – mas sem o nome do comércio, senão a Prefeitura não deixa.





junho 3rd, 2009 at 00:39
Não posso acreditar que as pessoas sejam realmente contra o Street Art, mas acredito que são ignorantes em confundir aqueles garranchos tortos de pichação, que são feitos sobre fachadas de lojas e muros residenciais com desenhos incríveis como este ai…
Pq eu tbm n gosto de pichação já que não tem finalidade estética… Já o Grafite eu acho sensacional!
Bjs
junho 3rd, 2009 at 10:29
Sou admiradora de street art, e busco inspirações em alguns grafitteiros para criar minhas ilustrações, um deles é o Ecco, que vale ser citado, já que trabalha este tipo de arte em ambientes fechados, como lojas, espaços para eventos, e até cômodos de residências. A vedade é que a Street Art se desenvolveu após as grandes repressões às pichações, e tolerância com os graffittis, tanto por parte da polícia e prefeitura, quanto dos próprios grafitteiros, que perderam aquela mania sangue no olho de rabiscar em cima para demonstrar superioridade, rs
Ah ! Também tem aquela modinha super bacana de graffitti em bueiros, coisas que só SP tem, vale a pena falar !
:*
junho 3rd, 2009 at 10:37
Sim, a cena brasileira de Street Art tem só crescido nos últimos anos. Citar os principais artistas fica cada vez mais complicado, por serem tantos se corre o risco de esquecer alguém. Além dos bueiros, tem outro artista que só graffita em locais poucos visíveis como galeria de esgotos, leitos de rios, embaixo de locais não acessados pela maioria da população.
junho 4th, 2009 at 01:41
“Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza. Só ficou no muro tristeza e tinta fresca.”
Não consigo entender por que no Brasil todo e qualquer tipo de arte não é devidamente valorizada!
Existe uma grande diferença entre um muro repleto de nomes indecifráveis e outro repleto de pinturas super trabalhadas.
Está na hora da prefeitura de São Paulo valorizar obras de arte que se propagam pela cidade e pelo mundo.
junho 8th, 2009 at 17:11
Tbm sou apreciadora. E confesso que escolheste uma linda imagem para ilustrar!
Parabéns, beijos!
novembro 16th, 2009 at 14:54
Grafito desde 1997, e realmente estamos numa evolução gigantesca….porém o graffiti jamais perderá sua essência, o bomb as letras na correria o respeito por quem chegou primeiro no muro etal´s, isto é o verdadeiro graffiti, muros como o do Nove (foto) são belos, mas as letras originais das ruas, trens, viadutos e até bueiros jamais serão esquecidas…
janeiro 13th, 2010 at 21:51
Graffiti, street art, sempre, no coração de quem vive e de quem respira essa arte das ruas e para as ruas, ainda que hoje esteja onde está, tudo isso graças a correria, estudo, trabalho e evolução de todo um movimento repleto de grandes nomes que fazem isso a cada dia ficar ainda mais forte!
ViVa o GrAfFiTi.
Leo dco
janeiro 21st, 2010 at 11:28
Vid4 Lok4, manow!