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Educação

Publicado em 15 março 2010 por Gabriela Franco

O filme Educação, estrelado por Carey Mullingan e Peter Saasgard é baseado nas memórias da jornalista inglesa Lynn Barber, respeitadíssima em seu país, mas me chamou a atenção por ter sido adaptado para o cinema por um de meus escritores pop prediletos: Nick Hornby, o mesmo de Alta Fidelidade, Febre de Bola e Um Grande Garoto.

Bem, opiniões sobre Educação (An Education – Uma Educação, no original, muito mais condizente com a história do filme) são contraditórias: uns dizem que o roteiro é fraco e a história batidíssima, enquanto outros (como yo) acham que o filme é ótimo, com uma historia interessante, contada de modo dinâmico e intenso e com grandes interpretações, além de ótima produção, trilha sonora, etc.

Dirigido por Lone Scherfig ( Italiano Para Principiantes e Meu Irmão Quer Se Matar), Educação narra a história da jovem Jenny (a bela Carey Mulligan, que recentemente esteve no elenco de Inimigos Públicos e que concorreu ao Oscar como melhor atriz) que com seus 17 anos não tem idéia do que possa ser a vida além das paredes do seu quarto, das folhas de seus livros aos quais se dedica à exaustão e dos muros do colégio.

É uma garota de família de classe-média inglesa do período pós-guerra e  é constantemente pressionada pelo pai (Alfred Molina), para que se dedique mais e mais aos estudos e garanta uma vaga na prestigiada Universidade de Oxford.

Como toda adolescente, alimenta sonhos, tem ídolos e  admira modismos, no seu caso o movimento Nouvelle Vague  e a própria França como lugar perfeito para se viver.

Nos dias de hoje, diríamos que Jenny é uma nerdzinha, como nós: adora boa música, admira cinema estrangeiro, conhece bastante literatura, é questionadora e tem referências intelectuais acima da média.

Por conta disso, acaba chamando a atenção de um homem mais velho, (Peter Sasgard) com quem acaba se envolvendo e pondo em risco seus sonhos e planos, mas também lhe dando um novo fôlego e paixão pela vida.

Por conta desta relação e dos sentimentos e  experiências intensas que ela lhe traz, Jenny começa a questionar se os planos que segue são corretos e se estão de acordo com o que ela quer para sua vida.

Trocando em miúdos: com a enxurrada de estímulos emocionais, intelectuais e físicos que a tomam, nossa doce Jenny se vê obrigada a..amadurecer. E de um modo bastante doloroso.

Tudo isso, é claro, acompanhados das típicas ilusão romântica, ingenuidade e pretensão naturais da idade.

Me identifiquei com Educação e me vi no papel de Jenny em muitos momentos. Principalmente quando ela começa a questionar sua vida, escolhas, o papel dos pais e das mulheres de seu tempo, tudo isso embalado no clima pré  Swinging London dos anos 60.

Educação é um filme bem feminino. É um filme tecnicamente comum,certinho, sem grandes inovações. Mesmo assim, ainda é dinâmico e envolvente. Conseguimos identificar o toque de  Nick Hornby por meio seus diálogos afiados e referências ao mundo pop tão característicos em seus trabalhos e isso, para uma fã dele, como eu, é muito gostoso e gratificante.

Não mudou minha vida mas me deixou nostálgica. Acho que você vai gostar. ;)

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