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Como você usa o seu telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor?

Publicado em 07 março 2010 por Camila

Em tempos de tantos desastres, maldades e notícias ruins de todo o tipo – lembrei de um curta que mostra o destino do lixo na Ilha das Flores, em Porto Alegre. O curta foi escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, e me marcou muito, pois eu tinha menos de 10 anos quando assisti pela primeira vez e na época ainda acreditava na humanidade e queria ser bióloga para salvar a natureza (sim, eu realmente acreditava nisso).

Assistam um pouco do nosso consumismo e o seu lado desumano:

Ilha das Flores – Parte I

Ilha das Flores -Parte II

E o curta me lembrou sobre algo que sempre me deixa na dúvida: se eu trocar as sacolas de supermercado pelas sacolas sustentáveis de pano, onde eu vou colocar o lixo de casa? Se eu usar sacos de lixo, eu não estou trocando elas por elas?

Caro leitor, eu tenho a curiosidade de saber: como você utiliza sacos de lixo na sua casa? Utiliza as sacolas de supermercado?

Bom, feche a torneira enquanto escova os dentes, separe o lixo, não desperdice e era isso.
Use bem o seu telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor.

Mais sobre o filme - Porta Curtas
Dica de leitura – EcoPreocupações (blog da @debdorneles)
Para ver e sentir – Current Work (via @GuilhermeBriggs)

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Gráfica Livre: ótima iniciativa.

Publicado em 30 janeiro 2010 por Amanda Magalhães

Você aí, amiguinho(a) que assim como eu, é apaixonado por Software Livre, já deve estar cansado de ouvir (ou ler) a respeito do que vou falar hoje, mas eu acho que nunca é demais divulgar, ainda mais para quem não é tão ligado assim ao SL.

Há alguns poucos meses atrás (sim, estou mesmo atrasada na postagem :-/ ), a Gráfica Livre começou os seus serviços. Ela é a primeira e única gráfica brasileira a suportar e utilizar SOMENTE padrões livres!

A gráfica está situada em Belo Horizonte, mas faz entregas para todo o Brasil.

Além do apoio ao Software Livre, a Gráfica também defende bastante o uso de material ecológico, o que é bastante interessante por que já passou, e muito, da hora de nos preocuparmos com o nosso planeta, né gente?

Eu ainda não usei os serviços da Gráfica Livre, nem conheço pessoas que usaram para poder opinar a respeito. Só divulgo por que achei MUITO bacana a iniciativa.

Mas muito em breve, certamente precisarei desse tipo de serviço e a chance de utilizar a Gráfica Livre é muito alta. Então eu poderei voltar e contar. Mas se você já usou, deixe aqui nos comentários o que achou.

Se você, também assim como eu, achou a iniciativa muito interessante, fica os links da Gráfica Livre para você saber mais, já que eu, sou uma negação para falar sobre esse tipo de serviço, não posso dar muitas informações.

Identi.ca
Twitter
Site
Blog

Ps.: Não, gente. Este não é um post patrocinado. Só achei a iniciativa muito boa e quis compartilhar.

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EOL no Dia Mundial do Meio Ambiente

Publicado em 05 junho 2009 por Raphaella Quarterone

Hoje, 5 de Junho, é comemorado lembrado como o Dia Mundial do Meio Ambiente, e nós do GN é claro que não poderíamos deixar essa data passar em branco.
Porém, ‘dicas de como fazer a sua parte’ na preservação do Meio Ambiente e combater os danos que já causamos todos os dias são assuntos corriqueiros na maioria dos sites de conhecimento público, portanto, vamos à uma grande novidade a que tivemos conhecimento nesta semana.

E um dos sites que mais se encaixa nesta questão atualmente é o Encyclopedia Of Life, no qual já estava ‘de olho’ há algum tempo, porém sem informações sobre se tratar de algo funcional ou forjado, de caráter acadêmico, ou comunitário.
Para nossa felicidade, eis que nesta segunda dia 1º de Junho, Cientistas da equipe do EOL abriram o jogo ao planeta, divulgando como proposta principal e meta de cada um deles a criação de um observatório virtual da Terra, elaborado com bases em informações compartilhadas pelos internautas ao redor do planeta.

Sendo assim, a idéia é fazer com que observadores do meio ambiente (nós) colaborem enviando fotos e informações sobre a fauna e flora de sua região. Os cientistas e pesquisadores da equipe estudarão cada caso, para, em seguida, adicionarem-os no site. Isso servirá tanto como banco de busca sobre espécies e fenômenos, útil para fazendeiros (na educação sobre pragas) e estudiosos (na elaboração de trabalhos), quanto para que se faça uma análise mais abrangente sobre as mudanças climáticas e seus respectivos reflexos em todo o mundo.
Segundo James Edwards, presidente da Encyclopedia of Life, a meta é fazer com que em 10 anos o número de colaboradores seja de milhões de internautas. Isso trará benefícios tanto para a economia quanto para a saúde mundial, devido à grande quantidade de informações e soluções estudadas.

O site já recebe conteúdo de colaboradores de todo o mundo, e você já pode fazer pesquisas sobre várias espécies em gênero, família, ordem, classe, filo e reino.

Para cientistas, estudantes da área ou simplesmente nerdinhos, fica a indicação de um site que é a Enciclopédia da Vida, atualizada com as mudanças que o planeta enfrenta.

Desculpa, Barsa ! ;)

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Qual a semelhança entre o Google e um Cheeseburguer?

Publicado em 15 maio 2009 por Raphaella Quarterone

…os dois emitem CO², mas são deliciosos e viciantemente maléficos, e a gente não pode viver sem eles.

Há alguns meses atrás postei em meu extinto blog um artigo sobre a polêmica descoberta relação entre as vitais buscas no Google e a emissão de CO² na atmosfera, e desde então venho acompanhando as investigações e atitudes da empresa rainha da web.

Desde o segundo semestre de 2008, o Físico americano Alex Wissner vem publicando suas pesquisas sobre o impacto ambiental a partir do uso do Google, especialmente direcionada à search. Segundo ele, uma busca típica no site em um computador de mesa gera cerca de 7g de dióxido de carbono. Este número é considerado “pequeno”, porém há de se observar que esta quantidade é referente a UMA única busca, portanto, levaram-se em consideração a estimativa de 200 milhões de pesquisas realizadas POR DIA, e o resultado deste cálculo foi: 1400 toneladas de CO² emitidos por dia, somente a partir das buscas do Google.
E as informações obtidas através dos estudos de Wissner não páram por aí: segundo o físico, as emissões de carbono derivam da energia elétrica utilizada pelo computador e pelos data centers usados pelo site em todo o planeta. Além disso, seus “resultados rápidos” – fator principal na adaptação do site – se deve ao uso simultâneo de vários bancos de dados, o que aumenta ainda mais a quantidade de gases emitidos.

Circo em chamas, eis que o Google ativa seus próprios cientistas e – meses depois – se manifesta. Enquanto todos aguardavam uma solução, ou a apresentação de alguma tecnologia que amenizasse a sua responsabilidade na poluição da atmosfera, foi divulgado um levantamento de comparações entre as buscas do site e o consumo de produtos cotidianos, conforme publicado pelo Gizmodo, e você pode visualizar abaixo através da seguinte tabela:

Como mostrado na imagem acima, produtos considerados primários em seu consumo, por fazer parte do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta são mais prejudiciais ao meio ambiente que o uso do site. Um Cheeseburguer, por exemplo, emite, segundo os cientistas googlenses, o equivalente a 15.000 searches.

Após pesquisar em diversos sites devido um certo ceticismo de minha parte, a verdade é que fiquei um tanto quanto mais decepcionada do que antes. Não fazia idéia de que buscas no site emitiam carbono, e fiquei mais apreensiva ainda pois não é preciso ser um cientista para concluir que se as pessoas não deixam de fechar a torneira ao escovar os dentes (por exemplo), e menos ainda reciclam seu lixo (ao menos sem remuneração financeira) é óbvio que jamais deixarão de fazer buscas no Google para reduzir a quantidade de carbono emitido. E também seria hipocrisia minha afirmar que deixei de fazê-la, afinal, minha obsessão no aprofundamento por informações relacionadas aos assuntos que despertam meu interesse é abastecida através do divino botãozinho SEARCH.
Decepção maior ao ver que ao invés de estudar formas para reduzir o problema, os cientistas mais competentes em tecnologia do EUA foram acionados para só e somente só criar um álibi para o site, caso futuramente seja acionado judicialmente sob acusações de danos ao meio ambiente.

A próxima parte deste filminho policial fajuto, é repleta de acusações por parte do Google aos produtos que, segundo estudos divulgados na tabela, emitem tanto quanto ou mais CO². Com chamativo principal à divulgação dos estudos, a equipe do site afirma: 15 mil buscas equivalem a um X-Burguer em emissões de carbono.

E como qualquer briga de gigantes, as quais já estamos acostumados, o placar final é sempre negativo a mim, a você, e ao planeta, desta vez ainda pior, visto que nem eu e nem você deixaremos de “googlar” nossas dúvidas e anseios, não é mesmo ?

Triste saber que o site de buscas mais queridinho do mundo se tornou mais um vício maléfico que nos faz mais feliz, mas que é totalmente prejudicial, ó céus. Feito isso, ajoelharei-me-ei sobre o milho mais xexelento que encontrar, pois para a criação deste artigo realizei no mínimo 7 buscas no Google (doh).

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