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Globalização X Regionalização

Publicado em 30 junho 2010 por Sara Hoff

Não vou falar de geografia e nem de economia. Continuo falando de comida e afins. E, no mundo de hoje, até a comida é globalizada. Cada vez é mais fácil achar ingredientes importados, com a internet pode-se pesquisar e reproduzir receitas de qualquer país em sua casa e viajar é cada vez mais fácil e mais barato.

Outra maneira de vivenciar a globalização ‘gastronômica’ é ir a um McDonald’s. Os arcos dourados estão em quase muitos países do mundo, e em quase todos eles você vai encontrar Big Macs e outros sanduíches parecidos, como se tudo fosse padronizado.

Engana-se, porém, quem pensa que em todo McDonald’s tudo é igual. Cada país tem seu cardápio, que leva em conta os gostos da população local. Assim, tem muitos produtos diferentes espalhados pelas lanchonetes do mundo.

Na África do Sul, tem milho em potinho no cardápio. Na Turquia, tem sanduíche feito com pão sírio e tortinha de chocolate.  No cardápio chileno, uma espécie de McChicken com abacate. No café da manha do Canadá, tem burrito, prato típico da cozinha mexicana. No Egito, hambúrguer com pimenta jalapeno.   E em Hong Kong, um prato de café da manhã mistura massa, ovo cozido e salsicha em um caldo de galinha. Na Malásia, o cardápio inclui mingau com tiras de frango, cebolinha, gengibre e pimenta. No menu espanhol, Gazpacho, sopa fria de tomate.  E na Índia, onde as vacas são sagradas, tem hambúrguer vegetariano.

Passear pelo site internacional do McDonald’s é uma viagem por mundos exóticos, mas, ainda assim, com uma certa familiaridade. Pode ser uma boa maneira de conhecer novos lugares e aprender um pouquinho mais sobre cultura e sobre as preferências culinárias de cada povo.

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Super Size Me feelings?

Publicado em 05 maio 2010 por Sara Hoff

O documentário Super Size Me – A dieta do Palhaço, de 2004, causou polêmica. Muita polêmica.  No filme, o roteirista, produtor, diretor e protagonista, Morgan Spurlock, passou um mês comendo somente McDonald’s, chegando a consumir 5000 calorias por dia. Engordou 11,1 kg e teve 13% de aumento da massa corporal, além de experimentar mudanças de humor, disfunção sexual, e dano ao fígado.

Um trecho do documentário é a experiência da batata frita, em que hambúrgueres e batatas fritas do McDonald’s e de um restaurante convencional são colocados em jarras de vidros e sua decomposição é observada. No vídeo, dá para ver que após 10 semanas as batatas do McDonald’s ainda estão intactas.

Por que estou trazendo à tona um assunto que foi pauta em 2004?

Porque um blog americano, Snack Girl, está fazendo uma experiência similar à da batata frita. A série de posts intitulada The Tale of Two Burgers (O Conto de Dois Hambúrgueres) faz uma comparação entre dois sanduíches, um feito em casa e outro adquirido em uma lanchonete dos arcos dourados.

Os resultados, até agora, são os seguintes:

No primeiro dia:

No quinto dia:

No décimo primeiro dia:

Em uma experiência anterior, a autora do blog já havia deixado um hambúrguer do McDonalds parado, e após 35 dias, ele continuava com aparência normal (apesar de estar mais seco, não apodreceu) como se tivesse sido feito há pouco tempo:

Depois de 11 dias de experiência, o Dr. Justin L. Sonnenburg, professor de Microbiologia e Imunologia na Stanford University, comentou o assunto no mesmo blog.   Ele acredita que diversos fatores levaram o hambúrguer a não se decompor, como matérias-primas quase estéreis, conservantes e ingredientes pobres em nutrientes que são necessários para o crescimento de micróbios que causam o apodrecimento.

Ou seja, além do hambúrguer industrializado ser pobre em nutrientes e repleto de conservantes, ele também não tem os micróbios que, ao contrário do que pensamos, são fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo.  (Não é verdade que existem vários iogurtes e similares que tem bactérias e microorganismos que ajudam na digestão?)

Independente disso, qualquer pessoa com um pouco de consciência sabe que McDonald’s (e todos os similares, e isso inclui restaurantes que não são cadeias de fast food) não é comida saudável. Portanto, esse tipo de comida deve ser consumido com moderação. Além de tudo, tem muitas calorias e muita gordura.

Então, todo cuidado é pouco, não?

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Desvendando segredos

Publicado em 14 abril 2010 por Sara Hoff

McDonalds, Applebee’s, Subway, Burger King, Outback, Pizza Hut, Starbucks, Coca Cola. Marcas que fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros, certo?Às vezes chegam a ser idolatradas por alguns mais fanáticos.

Se você se encaixa nessa categoria, se é somente um curioso, ou se gosta de testar receitas diferentes na cozinha, o Top Secret Recipes é o site que você precisa.

Lá você acha receitas dessas e de muitas outras marcas e restaurantes americanos. Tem até a receita de Big Mac!

O único problema é que poucas receitas são grátis, a maioria tem que ser comprada. Mas dá para usar o site como ponto de partida, se inspirar, colocar o nome do prato no Google e tentar a sorte.  Geralmente funciona.

Eu, por exemplo, adoro o molho Honey Mustard do Outback (que vai no Alice Springs Chicken, que é simplesmente delicioso). No site, a receita é bloqueada. Mas foi só jogar “honey mustard sauce outback” no Google e apareceram várias páginas com a receita.

Outros sites nos mesmos moldes e bem mais acessíveis (ou seja, todas as receitas liberadas), mas com menos receitas são o Famous Tasty Recipes e o Copycat. Outro porém é que, ao contrário do Top Secret Recipes, nem todas as receitas desses dois são de restaurantes ou de marcas, tem receitas comuns no meio, o que acaba confundindo um pouco.

Os três sites são em inglês, mas não há quase nada que um Google tradutor não faça por você, então é só clicar e se divertir procurando delícias para fazer no próximo final de semana!

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