Publicado em 04 maio 2009 por Leonardo R.
Olá a tod@s!
Após algumas postagem a respeito de organização e GTD, hoje irei escrever a respeito da liberdade e do preconceito. Não é de hoje que interajo em um mundo repleto de fumaça e espelhos.
Quando era mais nova trabalhava com montagem e manutenção de computadores. Era comum que no meio do serviço o cliente puxasse o assunto que começava com “você tão novinha, trabalhando com isso, é tão raro mulheres nessa área…” e o tema era desenvolvido com base na teoria de que esse tipo de trabalho era “coisa de homem”. Muitas vezes gerava uma situação onde o meu trabalho deveria ser provado e comprovado também por palavras e comparado a todo instante com o técnico – homem – que havia feito um péssimo trabalho anterior. A idéia era simples, o técnico anterior fez besteira e era um homem com tais e tais qualificações, logo, eu, como mulher, poderia cometer mais erros ainda. Ficava revoltada, afinal, fazia o meu trabalho com cuidado e perfeccionismo e era obrigada a lidar com esse paradigma torto. Logo eu, que não suporto a má fé que muitos técnicos utilizam para ganhar dinheiro às custas dos outros, sendo julgada não pelo meu trabalho, mas pelo meu sexo!
Atualmente, quando converso com algumas pessoas é possível escutar o farfalhar das folhas secas levadas pelo vento cada vez que inicio a defesa do software livre. Há uma certa dificuldade em conceber uma mulher, defender fervorosamente o uso software livre. Pior, dar aulas de informática e estar integrada ao mundo tecnológico ao mesmo tempo em que participa de outros projetos. Seria irônico se não fosse trágico. Já perdi a conta das vezes que, passado o espanto inicial, meus interlocutores começaram a justificar minha escolha e atuação tecnológica em função de minha “preferência sexual“. Ok, vamos lá, então quer dizer que mulher na informática é estranho, mas se ela gostar de mulher, está beleza… que pensamento mais limitado (e limitante!).
Conforme assinalado pela Amanda , no seu post “O que você tem entre as pernas” , devemos produzir conhecimento sem preconceitos! Para tanto, estar aberto ao diferente é essencial. Seres humanos são plurais e não faz o menor sentido categorizar dessa forma as pessoas pela cor, sexualidade, gênero, gostos…
Bem, sou usuária do Ubuntu faz mais de 2 anos! Na realidade, parei para contabilizar agora e percebi que já são 4 anos de Linux!!! Confesso que uma vez livre é muito complicado retornar às amarras. A escolha por esse sistema operacional passou por alguns critérios como preço (é de graça), recursos (ele é aberto para suas preferências e mudanças!) e claro, a ideologia. O slogan “humanidade para todos” é cativante e sua política é inclusiva, afinal, pensar em software livre é não ter limites para inovar, criar e trocar.
Hoje em dia tenho amigos que passaram a usar o sistema por influência minha, pois sempre distribuo e faço propaganda. De qualquer forma, migrar para outro sistema operacional também perpassa pelo preconceito. Existe o preconceito com o Linux de uma forma geral, como sendo algo muito difícil, ou complicado e outras considerações a respeito do “perfil” dos usuários de distribuições do Linux.
Em tempos onde tanto se fala sobre a liberdade, ser fechado para as novidades, ou seja, preconceituoso, é característica de quem não sabe lidar com mudanças. No entanto, a vida é repleta de mudanças, a existência é incerta, então pra que se limitar? Recomendo que leiam o manga japonês Ubunchu! e reflitam. Clique aqui para fazer o download do pfd em português!
Por fim, falando em liberdade, comprei o N800, o Internet Tablet da Nokia! Bonito, leve, barato, prático, funcional e, o melhor, livre! Aguardem novos escritos sobre o tema!
Luz, paz e harmonia para todos nós!

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