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Happy Valentine’s Day

Publicado em 14 fevereiro 2010 por Raphaella Quarterone

Por que até hoje os caras podem achar que a mulher perfeita é aquela que brincava de Barbie, que lia Cinderela e que hoje, arruma-se o dia todo, é vaidosa ao extremo, e que é até engraçadinha por preferir novelinhas à futebol e por ter como suas próximas metas um sapato novo, uma bolsa nova, uma festa nova e onde os degraus de sua vitória resumem-se à popularidade, status, e beleza crescente proporcional ao avanço de sua idade. Podem achar que esta é a mulher que mais pode amá-los, pois de certa forma os aceitam como são, e assim, não irão contestá-los em nenhum ponto quanto aos seus gostos e preferências. Ficará sempre ali, como um ornamento, enfeitando sua vida feliz.

LEDO ENGANO.

Caros leitores, não há amor maior que o amor nerd. Primeiro porque, devido ao insucesso na vida amorosa obtido na adolescência, nerds aprenderam a valorizar pessoas de caráter, de conteúdo e de honra. Desta forma, se você foi o sortudo pelo qual determinada garota nerd se apaixonou, dê graças e valor a isso. Pois além de hoje sermos vaidosas, simpáticas e bonitas, somos a melhor companheira que você pode ter. Conhecemos muito bem a moça que perdeu um sapatinho de cristal à 00:00, mas assim como você, acreditamos que problema mesmo seria perder o joystick do seu Xbox. Conhecemos a boneca que passava o dia trocando de roupas e penteando os cabelos, mas assim como você, ainda preferimos acompanhar o dia-a-dia de Chun-Li derrotando seus adversários um a um.
Além de manter nossa feminilidade em nível suficiente para conquistá-los, também sabemos debater sobre Marvel x DC, DS x PSP, Nintendo x SEGA, e não há nada mais empolgante do que conversar sobre o que gosta e com alguém que conheça o suficiente para sustentar uma discussão além da velha e maledeta DR.
Somos companheiras, cuidadosas, inteligentes. Defendemos nossos ideais e nossas cadeias carbônicas como Copérnico defendeu a rotação da Terra em torno do Sol. E é assim que defendemos nosso amor, nossa relação e defendemos a quem amamos. Com lealdade, fidelidade e conhecimento suficiente pra bater com o punho na mesa e dizer: Eu ainda acredito que há um Superman em você!

Neste Valentine’s Day, não desmereça sua nerd, pois esse amor é incalculável. ;)

Pra quem não entendeu onde entra “Design” neste meu post, trouxe pra vocês um presentinho de Nerd Valentine’s Day:

Clique e faça o download do tema Nerd Love pro Twitter ou mesmo pro seu Desktop ^_^

Ame sua nerd!

Comentários (38)

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FISL10: Meu feedback

Publicado em 30 junho 2009 por Amanda Magalhães

entrada do evento

Pois é. De volta à Belo Horizonte, a gente percebe que acabou o FISL. :(

Aí a gente chega em casa e lembra de tudo o que aconteceu lá. De todas as pessoas que você viu, de todas as palestras que você assistiu, todos os lugares que você visitou e quase todos os momentos que você viveu por lá.

Então, eu pretendo contar algumas das coisas mais marcantes do FISL pra vocês, como foi prometido no meu último post.

Eu amei o evento. Do início ao fim. Amei a cidade. É gelada e as pessoas não são tão receptivas quanto a gente está acostumado aqui em Minas, mas tem suas belezas. E suas pessoas especiais. (Adorei te conhecer Camila ;) )

camila e eu - eventoPrimeiro dia é sempre festa, né? Todo mundo felizão… animadasso e expectativas lá no alto em relação ao evento. É dia de começar a encontrar o pessoal (foi quando eu conheci a Camila), de se adptar à cidade e tudo o mais. Foi o dia em que eu mais corri pra cima e pra baixo e nao vi palestra nenhuma. A única coisa que eu vi foi o 4º Encontro dos Ubuntu Brasil e a Abertura. Fora isso, só fiquei andando pra lá e pra cá tentando conhecer a puc (fiquei perdida lá dentro todos os dias – senso de direção #fail). Logo na abertura, tivemos o @marcelobranco falando sobre o FISL do ano que vem. Será sim em Porto Alegre (havia boatos rolando que nao seria mais).

No segundo dia eu passei 5 horas sentada para assistir à palestras. O teatro estava tão disputado, mas tão disputado, que ninguem podia sair. Sabe aquela máxima de quando a gente era criança de “saiu, perdeu, furou pneu”? Então, fiquei 5 horas sentada sem tomar água, sem ir ao banheiro e sem comer nada. Tudo isso para assistir: Steven Rostedt, Chris Hofmann, Simon Phipps, Peter Sunde e finalmente Richard Stallman. Pra falar a verdade? Valeu a pena.

Tá certo que o Stallman definitivamente não é a pessoa que eu imaginei que fosse. Ele fala coisas muito bacanas e tal, mas é um mimadinho. Durante a palestra dele, um monte de gente saiu do auditório para assistir ao jogo do Brasil. Ele ficou cheio de #mimimi e se sentou dizendo que estava muito chateado por isso. Enquanto o organizador de mesa não pediu pro povo bater palma pra ele, ele não voltou pra falar.

No terceiro dia, tivemos a visita do nosso presidente. Eu tinha escrito todo um texto para publicar no mesmo dia, antes do almoço, mas a internet sem fio do evento definitivamente não colaborou.

Detector de metais e fila para entrar na area de standsEntão. O fato, é que com a visita do Lula, o evento meio que perdeu a noção de liberdade. Eu concordo plenamente que o presidente poderia trazer uma visibilidade gigantesca para o evento e para o software livre. Poderia, por que não ganhou. Com a morte do Michael Jackson, até o presidente voltou a ser um Zé Ninguém. Mas olha só. Vamos pensar um pouquinho mais. O evento prega a liberdade acima de qualquer outra coisa. Independente do que, não é? Com essa visita do Lula, não foi isso o que aconteceu.

O FISL funcionou da seguinte maneira: Tinha uma área de expositores/grupos de usuários onde qualquer pessoa, mesmo aquelas que nao fizeram a inscrição, podiam visitar. E há a parte de palestras, onde o acesso é restrito àqueles que possuem um crachá. O propósito de se deixar uma área aberta ao público, é disseminar o conhecimento entre qualquer tipo de pessoa. Claro que existe o lado mercenário de tudo isso, de você divulgar a marca e tudo o mais. Mas tá. vamos deixar essa perspectiva de lado.

Com a chegada do Lula, a área de expositores ficou restrita a 400 pessoas com o crachá. 400. Em um local onde podiam rodar nao sei quantas mil pessoas por dia, durante um dia inteiro, só puderam rodar 400 (dinamicamente. Tipo, se tinha 400 e saia 2, 2 outros podiam entrar). Até 11:40, mais ou menos, a área de expositores não tinha sido aberta aos participantes.

A visita do Lula foi proveitosa? Tá. Pode ser que sim. Foi bacana ele ter falado que apóia o Software Livre. Foi bacana ele falando que não concorda com a lei do Projeto Azeredo. Mas acho que todo esse circo montado foi exagerado. (desculpe a quem não concorda comigo, mas não sou só eu quem pensei assim: #lulafail + #fisl.

O ultimo dia foi o mais triste de todos. Despedidas, despedidas e mais despedidas. É encontrar amigos que você passou os três ultimos dias grudada neles e deixar cair a ficha de que, pessoalmente, será a última vez. Pelo menos até o próximo evento nerd.

eu e camila - festa de encerramentoO dia de festa foi o dia de perceber que quando você deixa nerds soltos, eles aprontam. Eles dançam, eles bebem, eles pulam, eles paqueram (tá bom. ele chegam perto de você e perguntam qual editor de texto você usa e inicia uma conversa sobre as vantagens/desvantagens entre o vim e o netbeans) e eles quase podem ser vistos como pessoas normais em uma balada normal (tirando os gritos de guerra “ao GNU” em todos os brindes, as camisas de distribuição GNU/Linux e as danças engraçadíssimas).

Bom. Foi isso. Foi um evento lindo, em que dormir, pelo menos pra mim, foi artigo de luxo, onde a internet não funcionava direito mas eu iria e faria tudo exatamente igual. Estar com amigos, conhecer lugares e pessoas novas definitivamente, não tem preço.

Eu fiquei de agradecer todo mundo que eu tive contato lá no evento, mas não caberia em um só twitt e eu fiquei de agradecer por aqui.

@amandacsi, @camilasan, @glauco, @dnasciment0, @dnoway, @lucasarruda, @licio, @dudanogueira, @guerrinha, @goostavobg, @otubo, @lincoln, @cascardo, @cesaraovivo, @gabriel, @caioariede, @samadeu, @dennisfaria e outros que não tem @ nem links, mas que com certeza estão guardados na memória. E é claro que tá faltando um monte de gente.

turma no aeroporto. os nomes citados não correspondem ao pessoal da foto.

A gente reclama da wifi, da estrutura do evento, do hotel, do elevador assassino, do amigo que ronca e de tudo o mais, mas é incrível poder dizer que tudo aconteceu. Foi um prazer estar com vocês.

P.S¹.: Não deu pra encontrar com a Carol e a Lia. Mas deu pra encontrar com a Camila. Ela passou tanto tempo com a gente que pegou até o jeitinho mineiro de falar. “Uai, sô”, “IÉ6″, “de boa” “POÁ” e outros agora fazem parte do vocabulário dela. :}

P.S².: Não consegui ir à muitos dos eventos da noite por vários motivos. Não fui ao show do Teatro mágico (#mimimi), mas fui ao Samba e à festa de encerramento. O que digo dos dois? No samba, a música e o quentão estavam fantásticos. E na festa, TUDO estava perfeito. Ou quase. ;)

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