Pois é. De volta à Belo Horizonte, a gente percebe que acabou o FISL.
Aí a gente chega em casa e lembra de tudo o que aconteceu lá. De todas as pessoas que você viu, de todas as palestras que você assistiu, todos os lugares que você visitou e quase todos os momentos que você viveu por lá.
Então, eu pretendo contar algumas das coisas mais marcantes do FISL pra vocês, como foi prometido no meu último post.
Eu amei o evento. Do início ao fim. Amei a cidade. É gelada e as pessoas não são tão receptivas quanto a gente está acostumado aqui em Minas, mas tem suas belezas. E suas pessoas especiais. (Adorei te conhecer Camila
)
Primeiro dia é sempre festa, né? Todo mundo felizão… animadasso e expectativas lá no alto em relação ao evento. É dia de começar a encontrar o pessoal (foi quando eu conheci a Camila), de se adptar à cidade e tudo o mais. Foi o dia em que eu mais corri pra cima e pra baixo e nao vi palestra nenhuma. A única coisa que eu vi foi o 4º Encontro dos Ubuntu Brasil e a Abertura. Fora isso, só fiquei andando pra lá e pra cá tentando conhecer a puc (fiquei perdida lá dentro todos os dias – senso de direção #fail). Logo na abertura, tivemos o @marcelobranco falando sobre o FISL do ano que vem. Será sim em Porto Alegre (havia boatos rolando que nao seria mais).
No segundo dia eu passei 5 horas sentada para assistir à palestras. O teatro estava tão disputado, mas tão disputado, que ninguem podia sair. Sabe aquela máxima de quando a gente era criança de “saiu, perdeu, furou pneu”? Então, fiquei 5 horas sentada sem tomar água, sem ir ao banheiro e sem comer nada. Tudo isso para assistir: Steven Rostedt, Chris Hofmann, Simon Phipps, Peter Sunde e finalmente Richard Stallman. Pra falar a verdade? Valeu a pena.
Tá certo que o Stallman definitivamente não é a pessoa que eu imaginei que fosse. Ele fala coisas muito bacanas e tal, mas é um mimadinho. Durante a palestra dele, um monte de gente saiu do auditório para assistir ao jogo do Brasil. Ele ficou cheio de #mimimi e se sentou dizendo que estava muito chateado por isso. Enquanto o organizador de mesa não pediu pro povo bater palma pra ele, ele não voltou pra falar.
No terceiro dia, tivemos a visita do nosso presidente. Eu tinha escrito todo um texto para publicar no mesmo dia, antes do almoço, mas a internet sem fio do evento definitivamente não colaborou.
Então. O fato, é que com a visita do Lula, o evento meio que perdeu a noção de liberdade. Eu concordo plenamente que o presidente poderia trazer uma visibilidade gigantesca para o evento e para o software livre. Poderia, por que não ganhou. Com a morte do Michael Jackson, até o presidente voltou a ser um Zé Ninguém. Mas olha só. Vamos pensar um pouquinho mais. O evento prega a liberdade acima de qualquer outra coisa. Independente do que, não é? Com essa visita do Lula, não foi isso o que aconteceu.
O FISL funcionou da seguinte maneira: Tinha uma área de expositores/grupos de usuários onde qualquer pessoa, mesmo aquelas que nao fizeram a inscrição, podiam visitar. E há a parte de palestras, onde o acesso é restrito àqueles que possuem um crachá. O propósito de se deixar uma área aberta ao público, é disseminar o conhecimento entre qualquer tipo de pessoa. Claro que existe o lado mercenário de tudo isso, de você divulgar a marca e tudo o mais. Mas tá. vamos deixar essa perspectiva de lado.
Com a chegada do Lula, a área de expositores ficou restrita a 400 pessoas com o crachá. 400. Em um local onde podiam rodar nao sei quantas mil pessoas por dia, durante um dia inteiro, só puderam rodar 400 (dinamicamente. Tipo, se tinha 400 e saia 2, 2 outros podiam entrar). Até 11:40, mais ou menos, a área de expositores não tinha sido aberta aos participantes.
A visita do Lula foi proveitosa? Tá. Pode ser que sim. Foi bacana ele ter falado que apóia o Software Livre. Foi bacana ele falando que não concorda com a lei do Projeto Azeredo. Mas acho que todo esse circo montado foi exagerado. (desculpe a quem não concorda comigo, mas não sou só eu quem pensei assim: #lulafail + #fisl.
O ultimo dia foi o mais triste de todos. Despedidas, despedidas e mais despedidas. É encontrar amigos que você passou os três ultimos dias grudada neles e deixar cair a ficha de que, pessoalmente, será a última vez. Pelo menos até o próximo evento nerd.
O dia de festa foi o dia de perceber que quando você deixa nerds soltos, eles aprontam. Eles dançam, eles bebem, eles pulam, eles paqueram (tá bom. ele chegam perto de você e perguntam qual editor de texto você usa e inicia uma conversa sobre as vantagens/desvantagens entre o vim e o netbeans) e eles quase podem ser vistos como pessoas normais em uma balada normal (tirando os gritos de guerra “ao GNU” em todos os brindes, as camisas de distribuição GNU/Linux e as danças engraçadíssimas).
Bom. Foi isso. Foi um evento lindo, em que dormir, pelo menos pra mim, foi artigo de luxo, onde a internet não funcionava direito mas eu iria e faria tudo exatamente igual. Estar com amigos, conhecer lugares e pessoas novas definitivamente, não tem preço.
Eu fiquei de agradecer todo mundo que eu tive contato lá no evento, mas não caberia em um só twitt e eu fiquei de agradecer por aqui.
@amandacsi, @camilasan, @glauco, @dnasciment0, @dnoway, @lucasarruda, @licio, @dudanogueira, @guerrinha, @goostavobg, @otubo, @lincoln, @cascardo, @cesaraovivo, @gabriel, @caioariede, @samadeu, @dennisfaria e outros que não tem @ nem links, mas que com certeza estão guardados na memória. E é claro que tá faltando um monte de gente.
A gente reclama da wifi, da estrutura do evento, do hotel, do elevador assassino, do amigo que ronca e de tudo o mais, mas é incrível poder dizer que tudo aconteceu. Foi um prazer estar com vocês.
P.S¹.: Não deu pra encontrar com a Carol e a Lia. Mas deu pra encontrar com a Camila. Ela passou tanto tempo com a gente que pegou até o jeitinho mineiro de falar. “Uai, sô”, “IÉ6″, “de boa” “POÁ” e outros agora fazem parte do vocabulário dela. :}
P.S².: Não consegui ir à muitos dos eventos da noite por vários motivos. Não fui ao show do Teatro mágico (#mimimi), mas fui ao Samba e à festa de encerramento. O que digo dos dois? No samba, a música e o quentão estavam fantásticos. E na festa, TUDO estava perfeito. Ou quase.






