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HQ-CON – Floripa

Publicado em 13 agosto 2010 por Cátia Andressa da Silva

Nas últimas semanas, tenho usado minha “coluna” no blog pra falar de eventos, mas prometo que essa é a última por esses tempos [e se não rolar mais nenhum evento imperdível que faça meus assuntos cotidianos irem para a coluna de baixo]. Só que neste blog nerd, com filmes, séries, quadrinhos e games sendo discutidos no dia-a-dia, não dá pra deixar de falar do HQ-CON.

Amanhã, em Floripa, acontece o evento, organizado por Diego Moreau, que é destinado aos aficcionados por HQ’s. O festival cultural pretende transformar Florianópolis num dos pólos nacionais dos quadrinhos e terá a participação de profissionais nacionais e internacionais, palestras, debates, exposições, oficinas, atividades culturais e feira. Além disso, o HQ-CON vai contar com encontro de RPG, concurso de Cosplay, música, cinema, animação, cultura, tecnologia e educação.
Eddy Barrows
, da DC Comics, o atual desenhista do Superman, estará presente e uma patota fera dos quadrinhos vai passar por lá. Confira o dia de atrações, que vai rolar no Floripa Music Hall, das 10 às 19h.

E depois do evento, tem uma balada especial para os participantes. A partir das 22h, “HQ-CON: A Festa“, no Let’s Rock Floripa, com DJs e mais uma premiação para melhor Cosplay. A presença na festa pode ser confimada pelo Facebook.
Mais informações sobre o HQ-CON, no e-mail ou pelo twitter oficial do evento.

Eu vou! Depois faço um update no post com fotos e contando como estava.

Beijocas

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Onde fica a gentileza?

Publicado em 23 abril 2010 por Cátia Andressa da Silva

Nos últimos tempos, tenho pensado muito na direção para a qual caminhamos. Certamente é um momento de questionamentos, alguns tolos, outros mais complexos, mas todos com sua devida importância. Algumas coisas parecem fora do eixo, e não é uma desconstrução produtiva, ou positiva…

Há algo de errado ou de doente quando “ser normal” não é mais legal, quando ser gentil é sinal de fraqueza ou falta de personalidade, quando a boa educação é ridicularizada.

Esta semana vi no noticiário local sobre um senhor, pai de uma cadeirante, que no estacionamento do supermercado chamou a atenção de um homem que estacionou indevidamente na vaga destinada aos veículos de deficientes físicos e recebeu… UMA BARRA DE FERRO ARREMESSADA CONTRA SUA CABEÇA. Ontem fui almoçar com um cliente de um frila e ouvi dele: “Do jeito que as coisas estão, é melhor ficar quieto e não se meter nessas coisas”. Como assim? É melhor ser conivente, fingir que não vemos os pequenos delitos cotidianos? Errados estão os que se indignam com atitudes desse tipo? Não tem alguma coisa atravessada aí?

Mas além dos gestos, da violência física contra o sujeito que chama a atenção de outrem que estejam cometendo atos falhos, existe ainda a violência verbal, aquela que ofende, que rotula, que se demonstra preconceituosa.

Gentileza virou artigo de luxo, a liberdade de “ser o que é” está meio tolhida, porque sempre esperam que você seja mais ou diferente daquilo. A necessidade de diferenciação social se tornou tão obsessiva, que as pessoas preferem ser reconhecidas pela sua estupidez, pela grosseria, pela má educação. Peraí!!!

Qual o problema em ser um pacato cidadão, que vive segundo as normas básicas de convivência, que não é corrupto em nem um pequeno ato, que defende a convivência e tolerância entre os diferentes? Onde está o erro de não querer ser estúpido ou mal educado? É, nesses momentos eu consigo entender, de certa maneira, aqueles que perderam a fé na humanidade.

Mas eu não quero fazer parte desse grupo, nã0.

E o que mais está torto no cotidiano, nos pequenos atos?

E o velho poeta-profeta vai ser sempre atual:

Beijocas

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Educação

Publicado em 15 março 2010 por Gabriela Franco

O filme Educação, estrelado por Carey Mullingan e Peter Saasgard é baseado nas memórias da jornalista inglesa Lynn Barber, respeitadíssima em seu país, mas me chamou a atenção por ter sido adaptado para o cinema por um de meus escritores pop prediletos: Nick Hornby, o mesmo de Alta Fidelidade, Febre de Bola e Um Grande Garoto.

Bem, opiniões sobre Educação (An Education – Uma Educação, no original, muito mais condizente com a história do filme) são contraditórias: uns dizem que o roteiro é fraco e a história batidíssima, enquanto outros (como yo) acham que o filme é ótimo, com uma historia interessante, contada de modo dinâmico e intenso e com grandes interpretações, além de ótima produção, trilha sonora, etc.

Dirigido por Lone Scherfig ( Italiano Para Principiantes e Meu Irmão Quer Se Matar), Educação narra a história da jovem Jenny (a bela Carey Mulligan, que recentemente esteve no elenco de Inimigos Públicos e que concorreu ao Oscar como melhor atriz) que com seus 17 anos não tem idéia do que possa ser a vida além das paredes do seu quarto, das folhas de seus livros aos quais se dedica à exaustão e dos muros do colégio.

É uma garota de família de classe-média inglesa do período pós-guerra e  é constantemente pressionada pelo pai (Alfred Molina), para que se dedique mais e mais aos estudos e garanta uma vaga na prestigiada Universidade de Oxford.

Como toda adolescente, alimenta sonhos, tem ídolos e  admira modismos, no seu caso o movimento Nouvelle Vague  e a própria França como lugar perfeito para se viver.

Nos dias de hoje, diríamos que Jenny é uma nerdzinha, como nós: adora boa música, admira cinema estrangeiro, conhece bastante literatura, é questionadora e tem referências intelectuais acima da média.

Por conta disso, acaba chamando a atenção de um homem mais velho, (Peter Sasgard) com quem acaba se envolvendo e pondo em risco seus sonhos e planos, mas também lhe dando um novo fôlego e paixão pela vida.

Por conta desta relação e dos sentimentos e  experiências intensas que ela lhe traz, Jenny começa a questionar se os planos que segue são corretos e se estão de acordo com o que ela quer para sua vida.

Trocando em miúdos: com a enxurrada de estímulos emocionais, intelectuais e físicos que a tomam, nossa doce Jenny se vê obrigada a..amadurecer. E de um modo bastante doloroso.

Tudo isso, é claro, acompanhados das típicas ilusão romântica, ingenuidade e pretensão naturais da idade.

Me identifiquei com Educação e me vi no papel de Jenny em muitos momentos. Principalmente quando ela começa a questionar sua vida, escolhas, o papel dos pais e das mulheres de seu tempo, tudo isso embalado no clima pré  Swinging London dos anos 60.

Educação é um filme bem feminino. É um filme tecnicamente comum,certinho, sem grandes inovações. Mesmo assim, ainda é dinâmico e envolvente. Conseguimos identificar o toque de  Nick Hornby por meio seus diálogos afiados e referências ao mundo pop tão característicos em seus trabalhos e isso, para uma fã dele, como eu, é muito gostoso e gratificante.

Não mudou minha vida mas me deixou nostálgica. Acho que você vai gostar. ;)

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Dos absurdos da educação no Brasil 2

Publicado em 11 agosto 2009 por Leonardo R.

Eu já havia comentado aqui um dos aspectos da educação brasileira, ou melhor, uma das formas criadas pelo governo para supostamente facilitar o acesso à educação superior.

Hoje vou falar sobre outro aspecto, o do ensino fundamental ao ensino médio. Essa semana saíram notícias alarmantes: “Metade dos professores de 1a a 4a séries do ensino fundamental não têm formação adequada” e “Mais de 600 mil alunos têm aulas com professores formados apenas no ensino fundamental” (originais aqui e aqui).

O que isso significa?

Isso significa que os alunos estão tendo aulas de conteúdo que esses mesmos professores não viram (no caso do ensino fundamental de 5a a 8a série e ensino médio) e não cumprem o que a lei prevê – que os professores tenham no mínimo ensino médio completo normal ou com o antigo magistério. Isso é o mínimo. O desejável é licenciatura de nível superior. Isso volta ao meu post anterior: com a “facilidade” de acesso ao ensino superior o governo realmente espera professores capacitados?

Que professores de ensino médio com formação específica da matéria que lecionam é algo deficiente, não é novidade. Quantas pessoas que concluíram o ensino médio em escolas públicas tiveram aulas – se tiveram – decentes de matérias como física e química? Eu não tive. Se tive em 4 anos (da 8a ao 3o colegial), foram dois, no máximo.

E segundo as notícias, os professores com formação inadequada não estão somente no ensino público, nem em áreas rurais. Eles estão em escolas particulares e em áreas urbanas. Então não dá pra dizer “só em áreas e condições extremas” do país, como gostaríamos de pensar.

Como isso afeta a população? Em tudo. Continua a passar a imagem de que ensino superior é desnecessário. O acesso ao ensino superior continua deficiente, o que vai continuar gerando professores deficientes e por fim, alunos com conhecimento deficiente que não terão acesso – e por vezes vontade – ao ensino superior.

O que é um povo sem conhecimento? Sem ter a educação como algo necessário, e não um luxo para poucos? Só com conhecimento é possível gerar mudanças, cobrar políticos e mudar atitudes.

Editado para adicionar duas frases célebres (obrigada @fschuler!)

- “Um país se faz com homens e livros”, Monteiro Lobato
- “Livros não mudam o mundo. Livros só mudam as pessoas. As pessoas, essas é que mudam o mundo”, Mário Quintana.

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Dos absurdos da educação no Brasil

Publicado em 30 junho 2009 por Leonardo R.

diploma

Já é certo e sabido que infelizmente, no nosso país a educação pública é terrível. Não entro no mérito de quem é a culpa, pois os pais hoje em dia também relegam aos professores que eduquem seus filhos em áreas que eles mesmos deveriam (aquela parte que os nossos avós chamavam de “educação de berço”). Então, não há um único culpado. Todos enxergam o problema, que fica pulando como ‘batata quente’ de um lado para outro, sem ser resolvido.

Em São Paulo, o problema começa logo nas creches. É só procurar pelo UOL, por exemplo, que você encontra notícias de creches que a prefeitura paga como terceirizadas e que funcionam, por exemplo em cima de uma loja de botijões de gás. Sem contar na falta de respeito dos próprios alunos com os professores.

Mas o meu foco hoje é o novo ENEM. Desde que ele foi aceito por universidades Federais e públicas do país, vem ocorrendo debates e mais debates sobre as mudanças na prova. A mais nova, e que muito me indigna, é a seguinte: das 200 questões propostas, de múltipla escolha, eles criaram um sistema que consegue dizer se você chutou ou não. E se você chutou (ou melhor, se eles dizem que você chutou), e acertou, sua pontuação será menor.

Sim, leitora/leitor, te dou uma pausa pra digerir isso.

Estão fazendo alguns estudantes do 1o e 2o anos do Ensino Médio – pois o 3o ano fará a prova esse ano, e eles não querem que eles saibam alguma questão que por ventura apareça na prova oficial – e universitários no primeiro ano como cobaias, e baseado na estatística das respostas dessas cobaias, ‘calibrando’ um modo de acusar que você chutou, o TRI (Teoria de Resposta ao Item). Segundo a lógica deles, pessoas que acertam os exercícios difíceis não erram os fáceis.

Simples assim.

Seria simples se fôssemos máquinas. Quantas vezes você não errou uma questão de ‘bobeira’ na prova, por ter lido com pressa ou por puro nervosismo? Quer dizer que você não dominava a matéria? Ou, no caso de provas longas, com conteúdo extenso: se eu acertar a ‘difícil’ por exemplo de genética e errar a ‘fácil’ de biologia celular quer dizer que eu chutei, ao invés de talvez (talvez!!) eu ser melhor em genética do que biologia celular?

A princípio o ENEM foi criado para medir o conteúdo que estava sendo ensinado no Ensino Médio. Depois, começou a valer um percentual na Fuvest (se você veio de escola pública) e modo de seleção para você tentar uma bolsa pelo Prouni (Programa Universidade Para Todos). E eles vão conseguir medir mesmo o que está sendo ensinado na rede pública: nada. O Prouni deixará de ser ‘para todos’, afinal, quem vier de escola pública não conseguirá muitos pontos no novo ENEM sem um cursinho. E cursinhos são caros. Se você já não tem nem grana pra pagar o cursinho, e está tentando o Prouni é porque, tá na cara né, você não tem como pagar a faculdade. Agora você vai tentar o ENEM porque ele dá acesso a algumas faculdades públicas.

Ou seja. Nem bolsa, nem faculdade pública. A quem estamos tentando enganar? Não seria mais lógico consertar o ensino público primeiro?

Nós continuamos a cultivar a imagem que o jovem já tem – que estudar é difícil, que faculdade é só pra quem pode ou é ‘nerd’. Pra que ir pra escola se o que ele aprende lá não vai fazer com que ele consiga entrar numa faculdade?

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