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O Último Mestre do Ar

Publicado em 02 setembro 2010 por Vanessa Moore

Avatar. Não, não os smurfs gigantes com trancinhas USB, o verdadeiro, aquele do garotinho que tem um bisão voador e controla o ar.

Eu estava muito ansiosa para o lançamento desse filme. Sou muito fã do desenho e acho que foi uma das melhores investidas da Nickelodeon nos últimos tempos. Se você não gosta de anime, abra uma exceção. Avatar não se trata só de carinhas engraçadas ou clichês do gênero, muito pelo contrário. O enredo é fascinante e, os personagens, muito carismáticos.

Logo quando soube da adaptação pros cinemas eu fiquei logo “OMG!!! OMG!!! OMG!!! O Appa em 3D realista, o Sokka, o Aang, OMG!!!!”… Mas aí soube que o diretor seria ninguém menos que M. Night Shyamalan#FAIL
Se você só conhece o Shyamalan de “O Sexto Sentido”, ótimo, porque é a única coisa dele que presta. Aliás, este é, com certeza, um dos filmes que mais me emociona e assusta (aquela mulher que passa quando ele ta no banheiro? O.O), não importa quantas vezes eu tenha visto. As outras obras dele, “A Dama na Água” e “Fim dos Tempos” são das coisas mais bizarras que eu já assisti, me levando a pensar como na vida algum estúdio deu milhões pra ele fazer aquilo. Não coloco “A Vila” nessa leva de fracassos totais porque, apesar de a protagonista correr pela selva mais rápido que Usain Bolt, no fundo… beeeem no fundo… (spoiler) a idéia de pessoas se esconderem em uma reserva para se protegerem das maldades do mundo exterior até me parece poética. Ponto pro Shya.

Mas então, estava eu, ansiosíssima para a estréia de O último mestre do Ar. Entrei em frenesi nos primeiros minutos do filme, já que o diretor retratou a abertura do desenho exatamente como é, com pessoas fazendo as dobras dos elementos (isso é linguagem do desenho, ta? “Dobrar” é a mesma coisa que manipular). Os personagens foram bem escalados fisicamente e até que o Jackson Rathborne deu um bom Sokka, mas é isso.

Os atores foram estupidamente mal dirigidos, a história foi completamente embolada e, pra quem estava no cinema, sem ter visto o desenho, tentando entender o que estava se passando, não foi uma boa experiência. Eu só não estava entendendo como aquilo seria possível, já que ele tinha todos os recursos pra fazer dar certo. Em cinema todos os recursos = dinheiro + boa equipe .

Até que consegui entender! No meio do filme surge o vilão da história, o Comandante Zhao, um cara inescrupuloso, mal caráter e manipulador. E quem estava interpretando o Comandante Zhao? TCHARAM! M. Night Shyamalan. É amigas, o ego dele permite que ele dirija e atue (mal) ao mesmo tempo. Então entendi os problemas do filme: O tempo que ele gastou tentando ser um personagem poderia ter investido em, por exemplo, treinar melhor os atores, que não eram ruins, ao contrário do que muita gente anda dizendo. Se você viu “Quem quer ser um milionário” sabe que o protagonista é um ótimo ator. Pois é, esse rapaz era o Príncipe Zuko, um dos protagonistas da história, e ele nem de longe foi tão bem sucedido em “O último mestre do Ar” como foi no aclamado filme pseudo-indiano vencedor do Oscar.

Um ponto crucial pra mim é o humor da série, que, surpresa!…Foi desrespeitado. O Sokka não tem um pingo de ironia em suas veias, a Katara é qualquer coisa menos estouradinha e o Tio Hiro, meu personagem favorito, não era velhinho, nem barrigudo e muito menos engraçado.

Pois é, mais uma adaptação mal sucedida… Brincadeiras à parte, não acho que semelhança física seja fator determinante no resultado final de uma adaptação, mas respeitar a história e ser fiel ao enredo é uma ótima maneira de começar a ter sucesso.

Shyamalan está ameaçado em Hollywood, pois ninguém quer patrocinar filmes que não atraem público. Me parece que ele é um bom roteirista e que sabe vender bem seu peixe para a indústria, mas os resultados não têm sido bons desde sua estréia com “O sexto sentido”.

Normalmente, quando o segundo filme de um diretor novo é ruim, pensa-se que ele sofreu muita pressão para alcançar o nível do primeiro filme e que no próximo vai ser melhor, pois ele já estaria acostumado ao ritmo, e etc. Parece que com Shyamalan foi ao contrário. Ele estava no ritmo no primeiro e no segundo, depois disso, a carroça desceu morro abaixo, desgovernada, conduzida por um cavalo manco. Eu mesma já estava determinada a não ver mais nenhum filme dele, mas, em nome do meu amor pela produção da Nick, dei mais uma chance. Cheguei até a postar no meu Twitter “one more shot for Shyamalan”, mas o tiro saiu pela culatra.

Me entristece muito que essas pessoas abençoadas com produtoras milionárias e orçamentos gordos façam miséria em suas adaptações. Prestar-se a ser diretor significa muito mais que simplesmente fazer as coisas do seu jeito, significa assumir o risco de fazer um bom trabalho e pensar em soluções que o público não pensaria, mas, pelo que eu vi, o que não faltava no fim da sessão eram fãs, que, como eu, comentavam alternativas para os pontos fracos do filme e que com certeza dariam melhores resultados.

Se é bom ou ruim, ainda não sei, mas o filme terá continuações, já que o filme que está em cartaz é equivalente somente à primeira temporada do desenho. Se pudermos ser abençoados com a ausência de Shyamalan na segunda parte, o Livro da Terra, teremos mais chances de sair felizes das salas de exibição.

Bem que o Christopher Nolan podia se interessar, né não? ;)

ERRATA: É o seguinte, obviamente eu procurei na internet antes de postar que o Shya interpretava o Zhao, mas cometi o erro de não conferir no IMDB, que deveria ser minha primeira opção. Assim como eu, muitas pessoas se enganaram devido à semelhança física, mas o importante é que vocês, leitores, estão atentos e ajudam a gente que está escrevendo a melhorar cada vez mais. Obrigada a quem me alertou para o erro. Desculpem essa estreante que vos fala, já que ela estava empolgadíssima quando escreveu. ;)

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HQ-CON – Floripa

Publicado em 13 agosto 2010 por Cátia Andressa da Silva

Nas últimas semanas, tenho usado minha “coluna” no blog pra falar de eventos, mas prometo que essa é a última por esses tempos [e se não rolar mais nenhum evento imperdível que faça meus assuntos cotidianos irem para a coluna de baixo]. Só que neste blog nerd, com filmes, séries, quadrinhos e games sendo discutidos no dia-a-dia, não dá pra deixar de falar do HQ-CON.

Amanhã, em Floripa, acontece o evento, organizado por Diego Moreau, que é destinado aos aficcionados por HQ’s. O festival cultural pretende transformar Florianópolis num dos pólos nacionais dos quadrinhos e terá a participação de profissionais nacionais e internacionais, palestras, debates, exposições, oficinas, atividades culturais e feira. Além disso, o HQ-CON vai contar com encontro de RPG, concurso de Cosplay, música, cinema, animação, cultura, tecnologia e educação.
Eddy Barrows
, da DC Comics, o atual desenhista do Superman, estará presente e uma patota fera dos quadrinhos vai passar por lá. Confira o dia de atrações, que vai rolar no Floripa Music Hall, das 10 às 19h.

E depois do evento, tem uma balada especial para os participantes. A partir das 22h, “HQ-CON: A Festa“, no Let’s Rock Floripa, com DJs e mais uma premiação para melhor Cosplay. A presença na festa pode ser confimada pelo Facebook.
Mais informações sobre o HQ-CON, no e-mail ou pelo twitter oficial do evento.

Eu vou! Depois faço um update no post com fotos e contando como estava.

Beijocas

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The Creators Project

Publicado em 30 julho 2010 por Cátia Andressa da Silva

Já tem algumas semanas que ele está na minha deadline, mas não tinha tempo de mergulhar no projeto.
O The Creators Project é uma plataforma web que reúne manifestações super criativas e inovadoras nas artes, na música, de moda, cinema e outras tantas. A idéia é de reunir 80 dos criadores mais bacanas.
Vale a pena reproduzir a apresentação própria do projeto, que nos dá a dimensão exata do que ele se propõe:

“The Creators Project é uma nova rede dedicada a celebrar a criatividade e a cultura entre os meios de comunicação ao redor do mundo. O Projeto surge em um momento da história da arte em que as tecnologias digitais têm revolucionado a distribuição, democratizado o acesso e reimaginado o escopo e a escala com que cada artista pode idealizar uma visão e alcançar um público. The Creators Project é um de canal de artes e cultura completamente inovador desenvolvido para um mundo completamente novo.

The Creators Project tem dois objetivos: um deles é ser um canal moderno de mídia que irá identificar continuamente e celebrar o trabalho de artistas visionários onde quer que eles estejam. O outro é funcionar como um estúdio de criação de conteúdo, uma espécie de instituição de arte, que facilitará a produção e a disseminação de novos trabalhos desses artistas e de seus colaboradores.

A divulgação desse conteúdo acontece [...] através de uma variedade de veículos que incluem mídia impressa, televisão e celulares. Também haverá uma série de exposições e apresentações que acontecerão em diferentes centros urbanos ao redor do mundo a partir do mês de junho. A série de eventos começa em Nova York, com uma exposição de arte e instalações, projeções, debates e diversas performances de criadores de diferentes países e depois segue para Londres, São Paulo e Seul, e culminará em Pequim, em setembro, com um enorme evento de três dias.

A última década definitivamente pertenceu às antigas narrativas do século 20. Lançado agora, em 2010, The Creators Project almeja ser a primeira faísca de criatividade a dar vida aos sonhos e aspirações do século 21.

Bem-vindo ao Ano Um.”

Do Brasil, temos Jum Nakao, Alexandre Herchcovitch, CSS e mais uma porção de criadores que podem ser conferidos aqui.
Os canais oficiais do The Creators Project estão no Twitter, no Facebook e no próprio Blog.

P.S. O projeto é uma iniciativa da Intel e a Vice.

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Pascal Monaco 35MM

Publicado em 24 julho 2010 por Cátia Andressa da Silva

Ele tem 23 anos e arrasa no motion design. A bola da vez é Pascal Monaco e o vídeo 35MM, em que imagens de filmes favoritos dele e de seu grupo de trabalho são apresentadas na animação em 2 minutos. O alemão, que vive na Itália, é ilustrador e design.

Conceito/Layout: Sarah Biermann, Torsten Strer, Felix Meyer, Pascal Monaco
Animação: Felix Meyer, Pascal Monaco
Som: Torsten Strer

Outros trabalhos bárbaros de Pascal são rules were made to be broken… e o fofo Benedict the Panda. Mas você pode conhecer mais um monte de outras invenções do geniozinho, clicando nos [não]lugares dele na web:

Blog
Portfólio
Vimeo

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Sob a Sombra da Intolerância

Publicado em 19 abril 2010 por Gabriela Franco

Tipicamente alemão.

Historiadores atribuíram à primeira década do séc. XX a alcunha de Belle Époque devido à onda de otimismo, avanço da ciência, confiança e queda de paradigmas em geral que acometeu parte do mundo moderno pelos idos de 1871. Foi deste terreno fértil que surgiram a art noveau, o Impressionismo, o telefone, a bicicleta, o avião e o automóvel. A Belle Époque nos deu Balzac, Baudelaire, Rimbaud e Anatole France.

Foi uma época de ouro, marcada por profundas transformações culturais que culminaram em novos modos de pensar e viver o cotidiano, e que foi brutalmente interrompida com a eclosão da 1ª Guerra Mundial em 1914.

Foi neste cenário fatalista e de mudanças bruscas que o cineasta alemão Michael Haneke (Cachê, A professora de piano) situa seu novo filme, A Fita Branca (Das weiße Band – Alemanha 2009) que faturou a Palma de Ouro em Cannes, no ano de sua estréia, fazendo por merecer.

O filme é ambientado em uma aldeia alemã no ano de 1913, anterior ao conflito. É – na tentativa de deixá-lo ainda mais incômodo – narrado em off por um de seus personagens, um professor, que, na época dos acontecimentos tinha 31 anos e que, portanto, recorda, com toda carga emocional da idade e da criação que teve os crimes e acidentes que abalaram o vilarejo na época da guerra.

A aldeia, aliás, é por si só um personagem à parte do filme. Parece-me que antes de tais acontecimentos ela jazia sob uma paz forçosa, assentada com base na hierarquia religiosa de classes sociais. Há o médico-quase-monstro, o barão, dono de metade das terras, seus empregados sempre submissos e conformados, o pastor protestante, uma parteira que possui um filho com problemas mentais e, principalmente: um grande grupo de crianças assustadas e reprimidas, diante da frieza e austeridade dos adultos.

O retrato de uma futura Alemanha.

De repente, tudo que é sólido se desmancha no ar e a paz é ameaçada: o médico se acidenta, o filho da parteira é misteriosamente atacado, e até os filhos do pastor acabam aparecendo surrados. A fotografia é espetacular, P&B completamente estourada, muito branca, reforçando a frieza e distanciamento pretendidos por Haneke.

Um filme que tenta elucidar como a educação e criação de um povo podem interferir diretamente na formação social e política de um país.

Antes de qualquer coisa, um filme puramente alemão.

Forte. Belo. Recomendo, com louvor.

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Não sai do chão

Publicado em 12 abril 2010 por Gabriela Franco

Amelia, (Amélia – Canadá – EUA 2009) filme sobre a aviadora americana Amelia Earhart, estrelado pelos ótimos Hillary Swank, Richard Gere e Ewan McGregor (adoro! Apesar de, neste filme, ele fazer sotaque americano) a principio, tem tudo pra dar certo. Atores de primeira, grande produção de época, uma boa fotografia, planos aéreos lindíssimos e uma história baseada em fatos reais pra lá de interessantes. Apesar disso tudo, não decola.

Amélia Earhart foi uma mulher à frente de seu tempo em todos os sentidos. Uma verdadeira “garota nerd”, aventureira, um espírito livre, decidido, corajoso, e isso, nos anos 30. Foi a primeira mulher a receber a “The Distinguished Flying Cross” condecoração por ter sido a primeira a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Virou febre, celebridade absoluta, sem o empurrão da internet e reality shows, só com a cara e a coragem, o que lhe abriu muitas portas, aliás.

Deu palestras, escreveu livros sobre aviação (até então, terreno estritamente masculino) teve grande peso na organização da aviação comercial americana como a conhecemos hoje e foi editora adjunta da revista Cosmopolitan, que, diga-se de passagem, em priscas eras, já foi muito relevante e informativa.

É natural, portanto, que uma personalidade desse tipo tenha tido uma vida pra lá de badalada e um filme baseado nela mostre tudo isso, certo? Errado. O que poderia ter sido um baita vôo arriscado acaba mal saindo do chão. O filme é arrastado, superficial, distante, quase um documentário. Fiquei com vontade de saber mais sobre a infância de Earhart, suas influências, suas lembranças, isso poderia ter sido mais bem trabalhado na película e não foi.

Apesar de estar envolta em aventuras, o filme também não explora esse lado e a narrativa é modorrenta, confesso que fiquei até com um pouco de sono.

Nem o envolvimento de Amelia com o publisher George Putnam (Richard Gere) e o suposto caso extraconjugal que teve com o aviador Eugene Luther Vidal (Ewan McGregor), o que supostamente deveria apimentar a trama, a faz decolar.

Uma pena. A impressão que fica é a de dinheiro, talento e um ótimo roteiro, mal-aproveitados. Seria um erro colocar todo esse peso em cima da diretora indiana Mira Nair (Um Casamento à Indiana), trabalho nesse meio e sei que um filme é todo feito por uma EQUIPE e por um ou dois profissionais apenas.

Sinceramente, faltou punch. Talvez a própria Amélia tenha desaprovado. Aposto que ela daria um jeito de fazer o filme voar. Ô se daria.

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Educação

Publicado em 15 março 2010 por Gabriela Franco

O filme Educação, estrelado por Carey Mullingan e Peter Saasgard é baseado nas memórias da jornalista inglesa Lynn Barber, respeitadíssima em seu país, mas me chamou a atenção por ter sido adaptado para o cinema por um de meus escritores pop prediletos: Nick Hornby, o mesmo de Alta Fidelidade, Febre de Bola e Um Grande Garoto.

Bem, opiniões sobre Educação (An Education – Uma Educação, no original, muito mais condizente com a história do filme) são contraditórias: uns dizem que o roteiro é fraco e a história batidíssima, enquanto outros (como yo) acham que o filme é ótimo, com uma historia interessante, contada de modo dinâmico e intenso e com grandes interpretações, além de ótima produção, trilha sonora, etc.

Dirigido por Lone Scherfig ( Italiano Para Principiantes e Meu Irmão Quer Se Matar), Educação narra a história da jovem Jenny (a bela Carey Mulligan, que recentemente esteve no elenco de Inimigos Públicos e que concorreu ao Oscar como melhor atriz) que com seus 17 anos não tem idéia do que possa ser a vida além das paredes do seu quarto, das folhas de seus livros aos quais se dedica à exaustão e dos muros do colégio.

É uma garota de família de classe-média inglesa do período pós-guerra e  é constantemente pressionada pelo pai (Alfred Molina), para que se dedique mais e mais aos estudos e garanta uma vaga na prestigiada Universidade de Oxford.

Como toda adolescente, alimenta sonhos, tem ídolos e  admira modismos, no seu caso o movimento Nouvelle Vague  e a própria França como lugar perfeito para se viver.

Nos dias de hoje, diríamos que Jenny é uma nerdzinha, como nós: adora boa música, admira cinema estrangeiro, conhece bastante literatura, é questionadora e tem referências intelectuais acima da média.

Por conta disso, acaba chamando a atenção de um homem mais velho, (Peter Sasgard) com quem acaba se envolvendo e pondo em risco seus sonhos e planos, mas também lhe dando um novo fôlego e paixão pela vida.

Por conta desta relação e dos sentimentos e  experiências intensas que ela lhe traz, Jenny começa a questionar se os planos que segue são corretos e se estão de acordo com o que ela quer para sua vida.

Trocando em miúdos: com a enxurrada de estímulos emocionais, intelectuais e físicos que a tomam, nossa doce Jenny se vê obrigada a..amadurecer. E de um modo bastante doloroso.

Tudo isso, é claro, acompanhados das típicas ilusão romântica, ingenuidade e pretensão naturais da idade.

Me identifiquei com Educação e me vi no papel de Jenny em muitos momentos. Principalmente quando ela começa a questionar sua vida, escolhas, o papel dos pais e das mulheres de seu tempo, tudo isso embalado no clima pré  Swinging London dos anos 60.

Educação é um filme bem feminino. É um filme tecnicamente comum,certinho, sem grandes inovações. Mesmo assim, ainda é dinâmico e envolvente. Conseguimos identificar o toque de  Nick Hornby por meio seus diálogos afiados e referências ao mundo pop tão característicos em seus trabalhos e isso, para uma fã dele, como eu, é muito gostoso e gratificante.

Não mudou minha vida mas me deixou nostálgica. Acho que você vai gostar. ;)

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A cerimônia do Oscar e a vingança das “ex”

Publicado em 08 março 2010 por Gabriela Franco

Aconteceu neste domingo, dia 7 de março de 2010  a 82ª cerimônia de premiação do Oscar, que recompensa (ao menos, deveria) os melhores filmes do ano, de acordo com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, ainda a maior e por isso, principal produtora e distribuidora do gênero no mundo. Mas ainda há esperança..rs.

Como todos os orgãos de imprensa alerdearam por aí, Avatar, de James Cameron e Guerra ao Terror de Kathryn Bigelow eram os prediletos  para Melhor Filme, Melhor Direção e Fotografia.

E o que era só uma disputa entre dois grandes filmes ganhou proporções “familiares” já que Kathryn é ex-mulher de Cameron e seu filme, despretensioso (perto de Avatar) ficou pau a pau na disputa com o do “ex”.

Eu, particularmente, fiquei dividida. Apostava em Avatar justamente no quesito no qual ele se destaca: efeitos especiais.  Afinal, por mais que ele tenha sido espinafrado pela crítica, o que achei um exagero, o filme realmente é um marco no uso da tecnologia no cinema.

Por outro lado, Guerra ao Terror é um filme de produção comparativamente pobre mas de conteúdo fortíssimo, com movimentação de câmera,  montagem e  interpretações primorosas, além de, na minha opinião,o olhar feminino,detalhista e sentimental, ter feito uma diferença significativa.

Mas, foram muitos os filmes que esbarram nos queridinhos da Academia, entre eles, uma animação (Up – Altas Aventuras) e uma Ficção científica (fato notório e digno de regozijo) – Distrito 9.  Foram 10 filmes indicados a Melhor Filme (para ver a lista completa dos indicados em todas as categorias clique aqui) contra cinco do ano passado e isso foi um uma melhoria e tanto pois 2010 foi especialmente prolífico neste sentido.

Não sou fã do Oscar. Acho um prêmio injusto, exclusivo de blockbusters  americanos e, para mim, o cinema está além dele. Mas sem dúvida causa grande comoção na indústria cinematográfica e não pode ser ignorado.

Achei alguns prêmios justíssimos, como o de melhor ator e atriz coadjuvante. O primeiro foi para Christopher Waltz, de Bastardos Inglórios, que concorreu com colegas de peso como Christopher Plumer, levou o prêmio, com louvor. O General Hans Landa é um personagem icônico e fui magistralmente interpretado por Waltz. Ponto também para Tarantino, que sempre alça ao estrelato talentos esquecidos ou desconhecidos.

Já a apresentadora e comediante americana Mo’nique, surpreendeu a todos com a interpretação espetacular de uma mãe violenta e problemática no tocante Preciosa. Também foi um prêmio justo, em minha opiniao.

Mas em quesitos como: fotografia, melhor canção, por exemplo, acho que o Oscar deu bola fora.

A Fita Branca (Das Weisse Band de Michael Hanneke – Alemanha, Austria, França e Italia – 2010)  merecia essa, em minha opinião. Até pelo fato de ter sido filmado em P&B, muito mais difícil, pelo efeito luz e sombra.

E melhor canção, acho que Nine, com Marion Cotillard poderia levar, ao invés de Colin Farrel cantando música country. Não me convenceu.

Melhor ator para Jeff Bridges de Coração Louco, também era previsível. Acho que entre os indicados, apesar de Morgan Freeman sempre significar uma ameaça, foi justo. Bridges é um ótimo ator e seu papel no filme, o de um astro country decadente, foi perfeito para ele.

Sandra Bullock também levou para casa o homenzinho dourado. Eu não acho que seu papel em “Um Sonho Possível”, tenha sido para tanto. Preferia Helen Mirren (The Last Station). Mas, são os EUA e eles a-do-ram essas tramas interaciais e tal. Culpazinha, né?

O efeito surpresa, pero no mucho, ficou com o prêmio de Melhor Filme e Melhor Diretor. Guerra ao Terror, da diretora Katryn Bigelow arrematou as categorias mais cobiçadas da noite, passando a perna no Avatar do ex-marido. Me digam, tem vingança melhor para uma ex-mulher?

Fato: Katryn foi a primeira mulher a ganhar o Oscar na categoria. Uma boa homenagem ao Dia Internacional da Mulher, não?

Hum, alguém farejou marmelada aí ou fui só eu?

Eis a lista com os vecedores nas principais categorias.

Melhor animação – Up – Altas Aventuras.

Melhor canção – The Weary Kind – Crazy Heart

Melhor Roteiro Original – Guerra ao Terror

Maquiagem – Star Trek

Roteiro adaptado – Preciosa

Melhor atriz coadjuvante – Mo’nique

Melhor Figurino – A Jovem Victoria

Melhor Trilha – Up – Altas Aventuras

Efeitos Visuais – Avatar

Melhor Filme Estrangeiro – Lo Secreto de Sus Ojos  – Argentina

Melhor ator – Jeff Bridges

Melhor atriz – Sandra Bullock

Melhor Diretor – Katryn Bigelow

Melhor Filme – Guerra ao Terror

Diretor de arte – Avatar

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The Runaways

Publicado em 31 janeiro 2010 por Camila

Hoje resolvi saber qual é a da Banda The Runaways e para a minha surpresa curti demais as músicas. Adoro vocal feminino.

Fica a dica para vocês escutarem: Cherry Bomb e You Drive Me Wild – Live Version.

The Runaways

Minha curiosidade surgiu do que a mídia no geral tem falado sobre o filme The Runaways, a cinebiografia da banda, que vai ser lançado agora em 2010. Procurando mais sobre a banda descobri que na segunda formação, sem a vocalista Cherie Currie, elas chegaram a sair em turne com os Ramones. Legal demais, não?

E nem preciso dizer que super me orgulho que The Runaways foi a  primeira banda de rock formada apenas por mulheres [adolescentes ainda] que tocavam rock, que fugia do padrão até então conhecido. Sim, elas escreviam, cantavam e tocavam as suas próprias músicas, sem playbacks (sorry Britney).

No filme, Dakota Fanning interpreta a vocalista Cherie Currie e Kristen Stewart interpreta Joan Jett, a líder da banda. E se você procurar no Google sobre o filme, adivinhem o que mais aparece? Sobre a cena em que Dakota Fanning e Kristen Stewart se beijam (se pegam?) Imaginem a galera que não vai assistir ao filme só por cauda dessa cena.

Mas a minha curiosidade foi saber se de fato esse relacionamento entre Cherie e Joan aconteceu ou se seria apenas mais uma sacada de mídia para o filme (eu ainda aposto na segunda opção, afinal Kristen Stewart anda aparecendo muito devido aos filmes sem sal sobre vampiros – sorry Stephenie Meyer).

Aí encontrei uma entrevista em que Cheri Cure disse que achou essa cena um pouco exagerada…
Tirem suas próprias conclusões: Cherie Currie sets the record straight on The Runaways.

Enfim, acredito que o filme vai valer a pena pelo que a banda representou para a história do rock, da música e bons artistas, ousados e verdadeiros, não interessando o que eles tem entre as pernas. Tá, mas a banda era formada por mulheres… :)

Cherie Currie

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Tekken: Quando os games vão ao cinema

Publicado em 28 janeiro 2010 por Gaby

Olá a todos!

Não sei se já contei, mas sou louca, pirada e maníaca por jogos de luta desde pirralha. Comecei no Street Fighter, onde você só podia escolher o Ryu e o Ken e adoro até hoje. As grandes paixões da minha vida gamer são Tekken, The King of Fighters e Soul Calibur. Esse amor impera, mas quando o assunto muda para  adaptações cinematográficas, fica tenso continuar.

Filmes de Games nem sempre dão certo, nós já sabemos. O problema é que quando dão errado, são terríveis. Tivemos muitos fiascos  (como Dead or Alive e Street Fighter) e a possibilidade de resultados bizarros assombram a vida dos gamers.

Meses atrás, um amigo me passou um dos trailers de The King of Fighters e fiquei desesperada. Achei tudo ruim, descaracterização total e extremamente trash. Iori ficou nada a ver com nada, Mai reta despeitada, Terry com a cara do Yamazaki e Kyo zoado… tudo menos, o Kyo! Mais parecia o filme de Dragon Ball a KOF e fiquei totalmente desmotivada com o resultado. Se você tem dúvidas, pode conferir:

Entendo que se trata de uma adaptação, mas não dá pra aturar o que acabou se tornando. Ao menos podiam ter um pouco de consideração com o pessoal que acompanha desde sempre e sonhava com um filme bacana para ver seus personagens preferidos (bem sabendo que depois de Legend of Chun-Li, eu espero qualquer coisa).

Mesmo assim, o pessoal insiste e acho que finalmente acertaram a mão.

A pouco tempo, deparei com o trailer de Tekken e fiquei abismada! Os atores estão muito próximos aos personagens (ao menos no trailer) no quesito aparência e a ação, bem ao estilo do jogo. Quase morri quando vi meu muso Jin Kazama materializado (mesmo não sendo 100% e ficado meio emo, fazer o quê).

Não vou esperar muito da história, pois é daí que vem a frustração. Irei assistir a nível pipoca e se for bom, é lucro!

Tudo bem que concordo que o Raven deveria ser o Wesley Snipes (alguma semelhança com Blade?) e que Kazuya deveria ser o Jet Li, mas enfim.

Selecionei um vídeo bem legal onde aparece alguns atores e qual personagem irá representar. Tirem suas conclusões, estão parecidos, coisa que em KOF não rolou!

Espero que esse seja ao menos um filme divertido, porque de fiascos, já estamos cheios!

Trailer:

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