Catalogado como Comportamento, Internet

Programadora? Não.

Publicado em 24 abril 2009 por Camila

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Sempre que vou no médico, ou a qualquer outro lugar, quando eu falo a minha profissão, geralmente (99,8% das vezes) eu escuto um “hã?”, “não tem outro nome mais fácil?”, “como eu escrevo isso?”, “não temos essa opção no sistema, poderia ser..”, “pode ser analista?”.

Quando me contrataram, o nome do cargo era HTMLer, depois ficou mais comum o chamarem de Codificador de Interface e eu já vi em alguns lugares usarem o termo Programador HTML. Como assim? HTML não é uma linguagem de programação. Por isso, resolvi que o meu primeiro post como garota nerd vai ser sobre essas quatro letrinhas, que fazem parte da minha vida há 4 anos.

HTML é o acrônimo para a HyperText Markup Language, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto e foi uma iniciativa do W3C, mais especificamente de Tim Berners-Lee na década de 1990. Na época a linguagem não era uma especificação, mas uma coleção de ferramentas para resolver um problema de Tim: a comunicação e disseminação das pesquisas entre ele e seu grupo de colegas.


HTML é uma linguagem de programação? Como o próprio nome já diz, HTML é uma linguagem de marcação.

Uma linguagem de marcação é um conjunto de códigos aplicados a um texto ou dados que permitem marcar a formatação (exibição gráfica) de páginas. Já uma linguagem de programação nos permite especificar precisamente sobre quais dados um computador vai atuar, como estes dados serão armazenados ou transmitidos e quais ações devem ser tomadas sob várias circunstâncias.

O código HTML é interpretado pelos Browsers, que identificam as marcações em HTML e apresentam os documentos conforme o que foi especificado por essas marcações (texto em negrito, alinhado a esquerda, cor de fundo, imagem de fundo são alguns exemplos dessas especificações).

Então, eu não sou uma programadora HTML. Apesar de já existir a versão 5, o HTML continua sem os recursos de uma linguagem de programação. Simples assim. E aí, alguém discorda? Vamos conversar…

Se você chegou até aqui e está a fim de saber mais, acessa aí:
W3C
HTML 5
Tableless
Linguagem de Marcação
Linguagem de Programação
Client-side também é importante
http://pt.wikipedia.org/wiki/Html
HTML 5 – Mudanças na estrutura e semântica
http://pt.wikipedia.org/wiki/World_Wide_Web_Consortium

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23 Comments For This Post

  1. Didscalvin Says:

    Aha! Um dos melhores “posts sobre profissão” que já li… hahaha;… honesto, elucidativo e sarcástico… =]

  2. milena Says:

    Nossa, aí contratavam como HTMLer? Se leria: agateémeler? hahah Bem estranho. Aqui na minha city, sempre se reduziu a webdesign ou webmaster. Mesmo a coisa sendo mais específica. :)

  3. Christian Gump Says:

    Hahah! Imagino a cara do pessoal. Mas realmente é uma profissão um tanto inusitada.

    Eu já aprendi, falo que sou analista de sistemas mesmo e pronto. Qdo dei uma entrevista pra um jornal, na época da crise da Varig, disse que era programador de computador. Eles publicaram: “programador visual”.

  4. Isabella F Says:

    O mercado de trabalho está crescendo. Existem muitas profissões que quando você fala o nome as pessoas pensam que você está xingando elas hahaah!

  5. Camila Says:

    Nesse último final de semana conheci um Desenvolvedor client-side, que também é um HTMLer…um novo nome (pelo menos para mim).

  6. Carol Says:

    Mais um pra tua lista, Camila.
    Hahaha

  7. LameDuck Says:

    Sempre acho absurdo chamarem HTML de linguagem de programação. O pior é quando os “profissionais” se denominam programadores.

    Felizmente você não é uma dessas \o/

  8. Chris Benseler Says:

    Ah, muito bom o tema do post!
    Eu há tempos tenho essa dificuldade de nomear essa tarefa (de quem escreve html/CSS). Mas, como no meu dia-a-dia minha equipe – e eu – acabamos também programando a interface (usando uma linguagem de templates) e colocando muito javascript, acabei nomeando de programador de interface!

    []s, e parabéns pelo blog, moças!

  9. Picciani Says:

    O post ficou excelente. Parabéns. Muito bem escrito e elucidador.

    Comecei a trabalhar com projetos web em 1999, ainda sem nenhuma barba na cara. Naquela época, saber HTML te possibilitava ser chamado de “webmaster”! Era uma época onde as tags eram colocadas na munheca, muitas vezes utilizando o famigerado bloco de notas. A primeira vez que vi o termo HTMLer foi no site Rent a Coder, voltado para freelas. Antes do termo surgir, as vagas com este perfil eram exibidas como HTML Coder. Acredito que tenha sido da fusão dos dois termos o surgimento do nome.

  10. tiago jaime machado Says:

    camila querida, muito bom mesmo encontra-la aqui. true. adoro vc. bjoka.

  11. tiago jaime machado Says:

    quanto ao HTML, 10 anos de profissão passado já, concluo. Quanto mais longe eu puder ficar de código, melhor. Prefiro dar suporte e orientação aos demais.

  12. Filipe Medina Says:

    Isso aí, tem que defender a classe! =)
    Concordo plenamente contigo! Parabéns pelo post, sou virei um frequentador do blog.
    :)

  13. marcus Says:

    aqui conhecido também como front-end engineer.
    ;P~

  14. PROGRAMADOR Says:

    Não acredito que exista essa profissão, qualquer programador faz html e melhor que o seu… profissões assim que fazem com que O mundo da informatica seja prostituido, HTML e programação web e css andam juntos eu desenvolvo os 3… acho ridiculo isso…. em vez de pagarem mais pra um programador que faz o mesmo serviço pagam pra outra pessoa fazer… ai da briga.. vai aprender logica

  15. Marcos Ferreira Says:

    Html + css é arte !!!
    http://www.csszengarden.com/tr/portuguese/

  16. Paulo Riccelli DuLeLis Says:

    HTML + CSS + Flash… => Designer para Web (projetista de interfaces para web)
    Java Script, XML, SGBD, interpretadores para linguagens de script (p/exp.: PHP), AJAX, CGI… => Programador Web

    Muitos irão questionar estas definições… Elas são apenas de natureza pessoal…

    Mas, percebamos como estas definições podem depender muito da organização da empresa e da demanda de seus negócios.

    Projetos de grande demanda não necessitam apenas de especialização funcional, (desde o nível mais baixo ao mais alto de envolvimento) para alcançar máximo rendimento do seus funcionários e com isso ganhar $$$. Também necessitam de tempo.

    Organização de tarefas gera agilidade que é diretamente proporcional a potencialidade da geração de lucro$ (times is money). Enquanto acumulo de funções pode gerar (com exceção de casos raros mas infelizmente apenas por algum tempo) capital intelectual estressado causando morosidade no processo ou influenciar significativamente na sua qualidade.

    Outras empresas menores com projetos menores podem perfeitamente acumular funções ou praticar “re-engenharia” de pessoal, muitas das vezes, compulsória embora isso possa sobrecarregar seu capital intelectual se não for bem aplicado.

    E ainda existe a falta definição clara desta(s) atividade(s) em tempo hábil para compor um currículo acadêmico satisfatório (cursos de T.I) que ao meu ver sempre serão lentos para acompanhar a feroz dinâmica evolutiva do vasto campo de trabalho que é a Internet.

    Enquanto isso o profissional de T.I vem sofrendo diretamente a influência da lei de seleção “natural” que causa fluxo de cargos de acordo com as necessidades ocasional/situacional/eventual do mercado/empresa gerando marginalizados aos efeitos da lei de ofertas e necessidades graças ao método de sobrevivência da maioria das empresas: cortar gastos = demitir pessoas e acumular tarefas aos sobreviventes.

    Será que o TI é um ambiente em acelerado desenvolvimento sobre a sugestão do que se pode chamar de “singularidade de incompetência administrativa”? Missão critica?

    Eu espero que não. E se esta situação não mudar não vou desistir e nem encorajar ninguém a faze-lo. Amo o que eu faço pois é muito do que eu gosto e pelo qual me identifico.

    Os ponteiros dos relógios marcam o tempo mas não podem interferir no seu curso… Mas. nós somos humanos e podemos interferir não no tempo, mas na história. Pois somos dotados de coragem, calma e criatividade. Basta procurar sabemos que dispomos destas qualidades.

    E meus sinceros parabéns pelo site, NERDsGirls. E me desculpem se viajei demais neste comentário.

  17. Helen Fernanda Says:

    Eu trabalho com HTML há oito anos e enfrento o mesmo problema. o_O

    Quando alguém perguntar o que eu faço vou passar o link deste post. Amei! \o/

  18. Carol Says:

    Boa Helen! :)

  19. Tiago Mesquita de Araujo Cunha Says:

    Acredito que uma linguagem pode ser dita “de programação” se ela possuí no mínimo algum controle de fluxo… parei por alguns segundos para buscar na minha deficiência em HTML alguma “tag” que eu pudesse utilizar para dizer que o HTML é uma linguagem de programação, mas não encontrei…

    Mas no entanto acredito que o HTML e o XML são as linguagens de marcação mais prostituídas que existem, pois hoje em dia elas se juntam a todas as outras linguagens já que é quase impossível programar sem essas duas…

    portanto a gente poderia chama-las de “linguagens prostituídas” ??? *rsss, brincadeira… abraços!!!

  20. Lola Says:

    É bem complicado mesmo. Sempre que falo que sei “mexer” com HTML o pessoal já acha que sou programadora. Quem me dera ser programadora! hahahaah O pior é quando eu falo que sei HTML e já me perguntam de C++, ASP, JAVA e o escambau, como se tentassem mostrar conhecer algo sobre isto, enquanto fico com aquela cara de tacho tentando explicar que meu conhecimento não se estende à estas linguagens…

  21. Erica Says:

    Oi!

    O termo utilizado no exterior eh “front-end developer”, que inclui principalmente HTML e CSS, mas pode incluir Javascript tambem. Imagino que uma traducao razoavel seja desenvolvedora de interface.

    Eu faco design tambem, alem de HTML/CSS/JS, e gosto de usar o termo web designer para se referir ao que faco. Ou as vezes UI designer (user interface designer), quando quero dar enfase as minhas habilidades em design de aplicativos.

  22. Faelar/Edu Says:

    engraçado… sempre pensei em HTML como linguagem de programação… ta aí mais uma que eu aprendi!!! :)

  23. Ricardo Says:

    Eu fiz analise de sistemas e sempre que alguém não entendia o que era um analista eu falava que era um garoto de programas rs, mas com certeza essa piada não ia pegar bem pra uma garota rs…

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