Sempre que vou no médico, ou a qualquer outro lugar, quando eu falo a minha profissão, geralmente (99,8% das vezes) eu escuto um “hã?”, “não tem outro nome mais fácil?”, “como eu escrevo isso?”, “não temos essa opção no sistema, poderia ser..”, “pode ser analista?”.
Quando me contrataram, o nome do cargo era HTMLer, depois ficou mais comum o chamarem de Codificador de Interface e eu já vi em alguns lugares usarem o termo Programador HTML. Como assim? HTML não é uma linguagem de programação. Por isso, resolvi que o meu primeiro post como garota nerd vai ser sobre essas quatro letrinhas, que fazem parte da minha vida há 4 anos.
HTML é o acrônimo para a HyperText Markup Language, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto e foi uma iniciativa do W3C, mais especificamente de Tim Berners-Lee na década de 1990. Na época a linguagem não era uma especificação, mas uma coleção de ferramentas para resolver um problema de Tim: a comunicação e disseminação das pesquisas entre ele e seu grupo de colegas.
HTML é uma linguagem de programação? Como o próprio nome já diz, HTML é uma linguagem de marcação.
Uma linguagem de marcação é um conjunto de códigos aplicados a um texto ou dados que permitem marcar a formatação (exibição gráfica) de páginas. Já uma linguagem de programação nos permite especificar precisamente sobre quais dados um computador vai atuar, como estes dados serão armazenados ou transmitidos e quais ações devem ser tomadas sob várias circunstâncias.
O código HTML é interpretado pelos Browsers, que identificam as marcações em HTML e apresentam os documentos conforme o que foi especificado por essas marcações (texto em negrito, alinhado a esquerda, cor de fundo, imagem de fundo são alguns exemplos dessas especificações).
Então, eu não sou uma programadora HTML. Apesar de já existir a versão 5, o HTML continua sem os recursos de uma linguagem de programação. Simples assim. E aí, alguém discorda? Vamos conversar…
Se você chegou até aqui e está a fim de saber mais, acessa aí:
W3C
HTML 5
Tableless
Linguagem de Marcação
Linguagem de Programação
Client-side também é importante
http://pt.wikipedia.org/wiki/Html
HTML 5 – Mudanças na estrutura e semântica
http://pt.wikipedia.org/wiki/World_Wide_Web_Consortium





abril 24th, 2009 at 04:29
Aha! Um dos melhores “posts sobre profissão” que já li… hahaha;… honesto, elucidativo e sarcástico… =]
abril 24th, 2009 at 08:58
Nossa, aí contratavam como HTMLer? Se leria: agateémeler? hahah Bem estranho. Aqui na minha city, sempre se reduziu a webdesign ou webmaster. Mesmo a coisa sendo mais específica.
abril 24th, 2009 at 10:49
Hahah! Imagino a cara do pessoal. Mas realmente é uma profissão um tanto inusitada.
Eu já aprendi, falo que sou analista de sistemas mesmo e pronto. Qdo dei uma entrevista pra um jornal, na época da crise da Varig, disse que era programador de computador. Eles publicaram: “programador visual”.
abril 24th, 2009 at 23:04
O mercado de trabalho está crescendo. Existem muitas profissões que quando você fala o nome as pessoas pensam que você está xingando elas hahaah!
abril 27th, 2009 at 09:27
Nesse último final de semana conheci um Desenvolvedor client-side, que também é um HTMLer…um novo nome (pelo menos para mim).
abril 27th, 2009 at 09:42
Mais um pra tua lista, Camila.
Hahaha
abril 27th, 2009 at 18:47
Sempre acho absurdo chamarem HTML de linguagem de programação. O pior é quando os “profissionais” se denominam programadores.
Felizmente você não é uma dessas \o/
abril 27th, 2009 at 23:18
Ah, muito bom o tema do post!
Eu há tempos tenho essa dificuldade de nomear essa tarefa (de quem escreve html/CSS). Mas, como no meu dia-a-dia minha equipe – e eu – acabamos também programando a interface (usando uma linguagem de templates) e colocando muito javascript, acabei nomeando de programador de interface!
[]s, e parabéns pelo blog, moças!
abril 30th, 2009 at 15:27
O post ficou excelente. Parabéns. Muito bem escrito e elucidador.
Comecei a trabalhar com projetos web em 1999, ainda sem nenhuma barba na cara. Naquela época, saber HTML te possibilitava ser chamado de “webmaster”! Era uma época onde as tags eram colocadas na munheca, muitas vezes utilizando o famigerado bloco de notas. A primeira vez que vi o termo HTMLer foi no site Rent a Coder, voltado para freelas. Antes do termo surgir, as vagas com este perfil eram exibidas como HTML Coder. Acredito que tenha sido da fusão dos dois termos o surgimento do nome.
maio 3rd, 2009 at 05:05
camila querida, muito bom mesmo encontra-la aqui. true. adoro vc. bjoka.
maio 3rd, 2009 at 05:07
quanto ao HTML, 10 anos de profissão passado já, concluo. Quanto mais longe eu puder ficar de código, melhor. Prefiro dar suporte e orientação aos demais.
maio 4th, 2009 at 09:26
Isso aí, tem que defender a classe! =)
Concordo plenamente contigo! Parabéns pelo post, sou virei um frequentador do blog.
maio 21st, 2009 at 23:18
aqui conhecido também como front-end engineer.
;P~
maio 30th, 2009 at 16:48
Não acredito que exista essa profissão, qualquer programador faz html e melhor que o seu… profissões assim que fazem com que O mundo da informatica seja prostituido, HTML e programação web e css andam juntos eu desenvolvo os 3… acho ridiculo isso…. em vez de pagarem mais pra um programador que faz o mesmo serviço pagam pra outra pessoa fazer… ai da briga.. vai aprender logica
junho 4th, 2009 at 02:31
Html + css é arte !!!
http://www.csszengarden.com/tr/portuguese/
julho 30th, 2009 at 10:08
HTML + CSS + Flash… => Designer para Web (projetista de interfaces para web)
Java Script, XML, SGBD, interpretadores para linguagens de script (p/exp.: PHP), AJAX, CGI… => Programador Web
Muitos irão questionar estas definições… Elas são apenas de natureza pessoal…
Mas, percebamos como estas definições podem depender muito da organização da empresa e da demanda de seus negócios.
Projetos de grande demanda não necessitam apenas de especialização funcional, (desde o nível mais baixo ao mais alto de envolvimento) para alcançar máximo rendimento do seus funcionários e com isso ganhar $$$. Também necessitam de tempo.
Organização de tarefas gera agilidade que é diretamente proporcional a potencialidade da geração de lucro$ (times is money). Enquanto acumulo de funções pode gerar (com exceção de casos raros mas infelizmente apenas por algum tempo) capital intelectual estressado causando morosidade no processo ou influenciar significativamente na sua qualidade.
Outras empresas menores com projetos menores podem perfeitamente acumular funções ou praticar “re-engenharia” de pessoal, muitas das vezes, compulsória embora isso possa sobrecarregar seu capital intelectual se não for bem aplicado.
E ainda existe a falta definição clara desta(s) atividade(s) em tempo hábil para compor um currículo acadêmico satisfatório (cursos de T.I) que ao meu ver sempre serão lentos para acompanhar a feroz dinâmica evolutiva do vasto campo de trabalho que é a Internet.
Enquanto isso o profissional de T.I vem sofrendo diretamente a influência da lei de seleção “natural” que causa fluxo de cargos de acordo com as necessidades ocasional/situacional/eventual do mercado/empresa gerando marginalizados aos efeitos da lei de ofertas e necessidades graças ao método de sobrevivência da maioria das empresas: cortar gastos = demitir pessoas e acumular tarefas aos sobreviventes.
Será que o TI é um ambiente em acelerado desenvolvimento sobre a sugestão do que se pode chamar de “singularidade de incompetência administrativa”? Missão critica?
Eu espero que não. E se esta situação não mudar não vou desistir e nem encorajar ninguém a faze-lo. Amo o que eu faço pois é muito do que eu gosto e pelo qual me identifico.
Os ponteiros dos relógios marcam o tempo mas não podem interferir no seu curso… Mas. nós somos humanos e podemos interferir não no tempo, mas na história. Pois somos dotados de coragem, calma e criatividade. Basta procurar sabemos que dispomos destas qualidades.
E meus sinceros parabéns pelo site, NERDsGirls. E me desculpem se viajei demais neste comentário.