O IPad parece ter chegado estrategicamente para o final de ano na terra tupiniquim. Bem, essa seria uma boa desculpa para os 8 meses de atraso desde que foi lançado nos Estados Unidos.

Quem não teve coragem ou um incrível poder de persuasão para conseguir ganhar o tão esperado aparelho, que só falta fazer cafezinho, ainda vai ter que desembolsar uma boa quantia. Mesmo com o valor ainda entre R$ 1.649,00 e R$ 2.599,00 – dependendo da configuração – o IPad continua sumindo das prateleiras.

Embora com o estoque reposto depois do Natal devido ao grande sucesso, que fez as lojas terem suas reservas esvaziadas, ainda manteve o precinho abusivo com que chegou. Para quem está disposto a desembolsar a pequena fortuna pode ainda não conseguir encontrar o produto com certas configurações.

Com um preço que parece, e é, abusivo, não custa nada investigar o porquê de eletrônicos chegarem tão caros aqui no Brasil.

Com uma taxação entre as maiores do mundo, aqui está a relação de impostos que um produto, 100% fabricado no exterior, é submetido:

  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cobrado pelo Governo Federal;
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelo Governo Estadual;
  • Imposto de Importação, aplicado a fim de proteger a indústria nacional.

Essas três taxas somadas resultam em 42% a 54% do valor que o consumidor paga no produto. Para exemplificar e não deixar dúvidas: nos EUA o modelo mais barato foi lançado custando US$ 499. Considerando o valor do dólar a 1,80 teremos R$ 898,20. O valor do modelo mais barato lançado aqui é de R$ 1.649,00. Isso é, você, caro leitor, que quer esse IPad vai pagar mais 54,47% do que ele custa lá fora.

Essa é a boa justificativa de quem viaja e volta com excesso de bagagem.