Fomos descobertos pelos hackers! O Brasil está sofrendo o maior número de cyberataques da sua história.

Durante essa semana dois grupos desestabilizaram páginas online do governo e garantiram terem obtidos informações sigilosas de dados cadastrais e até mesmo da presidente, Dilma Rousseff, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Vamos ao resumo da série de ataques:

Quarta-feira:

O grupo Lulz Security Brazil atacou o site da Petrobras – tirando-o do ar por alguns minutos – da Presidência da República, da Receita Federal e do Portal Brasil.

O Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) afirma que os ataques foram feitos com a sobrecarga de acessos simultâneos aos sites.  O diretor-superintendente do Serpro, Gilberto Paganotto, afirma que o próprio sistema identificou o ataque e tirou os sites do ar e que não houve acesso aos dados.

Os ataques foram informados no Twitter do Lulz Security Brazil, que se diz ligado ao Lulz Security. O grupo brasileiro garante que essa é uma forma de protesto quanto ao governo corrupto do Brasil. (Devemos ficar contentes?)

O Lulz Security Brazil é mais uma das influências do “hackativismo” iniciado pelo Anonymous e garante que as protestos também serão feitos com passeatas nas principais capitais do país.

Quinta-feira:

O site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República foi retirado do ar à tarde quando recebeu grande quantidade de acessos, mesmo perfil dos outros ataques. Por medida de segurança, foi bloqueado o acesso à página.

No ataque os site do Ministério dos Esportes o grupo Lulz Security Brazil afirma que roubou dados sobre os recursos a serem repassados para os estados onde haverá jogos da Copa de 2014. O Ministério garante que as informações divulgadas são falsas. (Mas seria bom alguém abrir os documentos, heim? Quero saber para onde vai meu dinheiro!!!)

Quanto aos dados da presidente, Dilma Rousseff, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fontes do governo garantem que as informações que foram divulgadas como número do PIS, do CPF, data de nascimento, telefones e até mesmo o signo (A informação mais importante! ¬¬) não foram conseguidas durantes os ataques. De acordo com as fontes esse tipo de informação pode ser conseguido em cartórios e tribunais  eleitorais e em documentos disponíveis online, como prestação de contas. (Isso é, se você é paciente, conseguiria descobrir sozinho (!) o número do CPF da Dilma.)

Sexta-feira:

O site do Ministério da Cultura sofreu sobrecarga entre 7h e 8h, que foi detectada e logo neutralizada. A assassoria do MinC garante que não houve roubo de dados e prejuízos ao sistema.

À tarde o site da Infraero não conseguia ser acessados por internautas para a consulta sobre os voos com atraso e cancelados. A empresa afirmou que a falha não foi ocasionada por hackers. (Não era menos vergonhoso deixar os hackers levar a culpa?)

O caso mais peculiar foi o ataque ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De madrugada a página do órgão trazia o seguinte comunicado: “Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim podemos crescer e evoluir! Atacado por FIREH4CK3R. Brasil, um país de todos! Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec e Anonymous no Brasil.”.

Pela manhã o site do IBGE foi retirado do ar por medida de segurança e a mensagem apagada. A assessoria confirma que os dados do órgão estão protegidos e não foram danificados. O que chama a atenção é o novo grupo que se responsabilizou pelo ataque que segue a mesma lógica dos outros que aconteceram ao longo dessa semana.

A Polícia Federal é a responsável pela investigação dos constantes ataques a sites do governo brasileiro.

Alguém tem um palpite sobre o próximo alvo?