Não se falava em outra coisa.
Onde quer que eu ia, lia, conversava, já vinha a pergunta: Você já viu “A Origem”?
E eu não sosseguei enquanto não assisti.
E agora pergunto à vocês: Vocês já viram “A Origem”?
Bom, não vou me estender muito na descrição do filme e vou direto ao ponto onde quero chegar: a trilha sonora.
Sempre que assisto um filme eu presto atenção na trilha sonora.
E com “A Origem” não foi diferente.
Até porque toda a trama do filme gira em torno de uma música: “Non, Je Ne Regrette Rien” de Edith Piaf.
Quem assina a trilha sonora do filme é Hans Zimmer.
No currículo dele tem desde trilhas de filmes (Sherlock Holmes, Rain Man, Piratas do Caribe, entre outros), animações ( Kung Fu Panda) e até games (Call of Duty 2).
Zimmer fez algo genial para “A Origem”.
Ele compôs toda a trilha sonora com as notas de “Non, Je ne Regrette Rien” em slow-motion.
Um pouco antes do lançamento do filme, rolou até um viral questionando e comparando se ele realmente tinha feito isso.
Pois é, ele fez!
E nessa entrevista (em inglês) dá pra saber do próprio Zimmer como, quando, onde e porquê ele compôs a trilha e dessa maneira.
Nesse trecho da entrevista, Zimmer diz que a similaridade não só foi intencional como é também um dos elementos de um filme enigmático “que não deveria ser um segredo”.
In a telephone interview Mr. Zimmer said the sonic similarity was not only intentional but also the one element of an enigmatic movie “that wasn’t supposed to be a secret.”
E eis a genialidade master:
A trilha é composta também variando as subdivisões e multiplicações do tempo da “Non, Je Ne Regrette Rien” (palavras do próprio Zimmer)
“Just for the game of it,” Mr. Zimmer said, “all the music in the score is subdivisions and multiplications of the tempo of the Édith Piaf track.
Genial, não?
Uma dica: assistam o filme sem se prender a isso e depois assistam de novo prestando atenção na trilha sonora.
Sempre que uma trilha me chama a atenção assim, eu faço isso.
Vou atrás dela e depois assisto de novo já com o olhar observador.
Prestem atenção como a trilha sonora faz toda diferença numa cena.
Eu acho mágico! ![]()




4 comentários
Paulinha says:
ago 24, 2010
O trabalho do Hans Zimmer é sensacional mesmo! Sou mais fã de Alan Silvestri e do Danny Elfman, mas não tem como negar a maestria do Zimmer. Esse lance do A Origem é muito legal mesmo. Eu já tinha visto isso e já tinha pegado as partituras e comparado. A trilha é realmente toda baseada no Non, je ne regrette rien.
Faelar says:
ago 24, 2010
A trilha é realmente maravilhosa, eu a usei de fundo no manjacast sobre inception e viciei, durante o filme ela cumpre muito bem o papel dela e fica na nossa mente, assim quando ouço a trilha lembro de algumas cenas. Se alguem se interessar, o manjacast sobre inception está em http://www.manjaki.com.br/index.php?/Geral/ManjaCast/manjacast-24-a-origem-de-inception.html
Guilherme - Bloodyfury says:
ago 26, 2010
Quando assisti o filme pela primeira vez, achei muito legal quando tocou “Non, je ne regrette rien”… fiquei meio besta e maravilhado com toda a trilha e não me aguentei, dias depois fiz exatamente o que a Alessandra fez.
Valeu muito a pena! O Hans Zimmer manda bem demais!
P.s.: Eu acho que o peão para de rodar
Felipe Hansell says:
ago 29, 2010
Muito bom o Post! Assisti Origem e achei incrível! Uma viagem surrealista com várias referências e assuntos muito bem aplicados. O mais interessante é que o filme é de fato construído como um enigma e se mantém como enigma até o final provocando ainda uma reflexão e discussões sobre.
Fazia tempo que eu não via um final tão bem construído que carregasse via metalinguagem o conceito filme de maneira tão cíclica!
Se não fosse o elenco, seria difícil acreditar que era um Blockbuster! Espero que venham mais filmes assim daqui para frente!
Ps: No começo do filme quando a água cai sobre a cabeça do Leo di Caprio eu juro que ouvi ele gritando ROSE!!! Não teve como não lembrar de Titanic! hauahuahauha.
Voltando à trilha sonora se vocês repararem, os momentos que a música da Piaf entra em cena o ritmo da trilha sonora muda e as notas se encontram causando uma harmonia momentânea e igualando as notas.
À partir da mesma escala ele decompôs de fato a música da PIAF. O engraçado é que aquele refrão colocado no post aparece em várias faixas em ritmo variado como por exemplo: Faixa 05 Old Souls / Faixa 08 One Simple Idea / Faixa 09 Dream Within a Dream. Suspeito que ele tenho usado a idéia dos paradoxos para compor a música. Uma idéia simples, mas que muito trabalho!
Ps: Eu pensei que a Mal fosse pegar o peão antes dele parar de rodar… Seria sinistro !!!