Não se falava em outra coisa.
Onde quer que eu ia, lia, conversava, já vinha a pergunta: Você já viu “A Origem”?

E eu não sosseguei enquanto não assisti.
E agora pergunto à vocês:  Vocês já viram “A Origem”?

Bom, não vou me estender muito na descrição do filme  e vou direto ao ponto onde quero chegar: a trilha sonora.

Sempre que assisto um filme eu presto atenção na trilha sonora.
E com “A Origem” não foi diferente.
Até porque toda a trama do filme gira em torno de uma música: “Non, Je Ne Regrette Rien” de Edith Piaf.

Quem assina a trilha sonora do filme é  Hans Zimmer.
No currículo dele tem desde trilhas de filmes (Sherlock Holmes, Rain Man, Piratas do Caribe, entre outros), animações ( Kung Fu Panda) e  até games (Call of Duty 2).

Zimmer fez algo genial para “A Origem”.
Ele compôs  toda a trilha sonora com as notas de “Non, Je ne Regrette Rien” em slow-motion.
Um pouco antes do lançamento do filme, rolou até um viral questionando e comparando se ele realmente tinha feito isso.

Pois é, ele fez!
E nessa entrevista (em inglês) dá pra saber do próprio Zimmer como, quando, onde e porquê ele compôs a trilha e dessa maneira.

Nesse trecho da entrevista, Zimmer diz que a similaridade não só foi intencional como é também um dos elementos de um filme enigmático “que não deveria ser um segredo”.

In a telephone interview Mr. Zimmer said the sonic similarity was not only intentional but also the one element of an enigmatic movie “that wasn’t supposed to be a secret.”

E eis a genialidade master:
A trilha é composta também variando as subdivisões e multiplicações do tempo da “Non, Je Ne Regrette Rien” (palavras do próprio Zimmer)

“Just for the game of it,” Mr. Zimmer said, “all the music in the score is subdivisions and multiplications of the tempo of the Édith Piaf track.

Genial, não?
Uma dica: assistam o filme sem se prender a isso e depois assistam de novo prestando atenção na trilha sonora.

Sempre que uma trilha me chama a atenção assim, eu faço isso.
Vou atrás dela e depois assisto de novo já com o olhar observador.

Prestem atenção como a trilha sonora faz toda diferença numa cena.
Eu acho mágico! ;)