Shigeru Miyamoto é uma das figuras mais importantes do universo dos games. Conhecido como “Poderoso Chefão”, ele é designer e produtor de jogos na Nintendo e criador de grandes clássicos da companhia, como Super Mario Bros., Donkey KongThe Legend of Zelda, Pikmin e vários outros. Recentemente, ele deu uma entrevista à Rolling Stone revelando alguns detalhes e curiosidades sobre o processo criativo de alguns dos jogos mais famosos da Nintendo, que marcaram toda uma geração e influenciaram milhares de jogos que vieram depois. Confira abaixo alguns trechos da entrevista.

O Donkey Kong de 1981 foi a primeira grande criação de Miyamoto e ele diz que:

Logo no início, entendemos que a capacidade de fazer o personagem pular em si era algo divertido. Essa foi meio que a primeira descoberta: encontrar a diversão em dar-lhe a sensação de atividade física, em particular pulando de um lugar para outro e para outro e de alguma forma conectando esses saltos.

Em 1985, Super Mario Bros. revolucionou a história dos games e Miyamoto revelou que ele acha que a estrela da invencibilidade é uma chave para o sucesso de Super Mario Bros e ele precisou convencer as outras pessoas do projeto que a estrela era uma boa ideia:

O que nós descobrimos que era particularmente interessante ou divertido foi que em um jogo em que seu principal objetivo é evitar os inimigos e evitar cair em buracos, quando de repente você se torna invencível, você é tomado por um desejo de sair correndo passando por tudo o mais rápido que puder. E muitas pessoas no time disseram ‘Isso é ridículo. Você não deveria ser invencível. Isso não faz um jogo’. E eu disse a eles, ‘Bem, o que é interessante é o fato de que mesmo que você seja invencível, ainda pode cair em um buraco e morrer’. Isso criou essa dinâmica estranha no jogo que é bem divertida. Eu tive que persuadi-los.

Outra curiosidade interessante que Miyamoto revelou sobre Super Mario diz respeito ao personagem Luigi e ao motivo de ele ser verde e irmão de Mario, o que aconteceu simplesmente por limitações técnicas da época:

… por causa de limitações de memória, o segundo personagem (Luigi) teve que ser idêntico ao primeiro (Mario) em aparência. Então nós pensamos, ‘Bem, se temos o mesmo personagem, poderíamos mudar a cor’. Mas novamente fomos limitados pela paleta de cores… Então, olhamos para as tartarugas do jogo. As cabeças delas tinham uma espécie de cor de pele e o casco era verde, então, o que podíamos fazer era usar a paleta de cores das tartarugas em Luigi. A partir dessas limitações técnicas, dissemos ‘Ok, nós temos esses dois personagens, eles parecem o mesmo exceto pela cor, por isso, obviamente, eles devem ser gêmeos’…

Ainda sobre Luigi, neste ano o personagem completa 30 anos, então, a Nintendo declarou que 2013 é o “Ano do Luigi” e será marcado com o lançamento de diversos games tendo Luigi como protagonista, como Luigi’s Mansion: Dark Moon e os futuros lançamentos Mario & Luigi: Dream Team e New Super Luigi U.

Miyamoto atribui a gigantesca popularidade dos personagens que criou ao fato de eles fazerem parte de jogos que são divertidos. Ele também comenta a importância de combinar os personagens com a proposta do jogo e também diz que em jogos como Nintendo Land o foco do desenvolvimento foi na estrutura da jogabilidade e sobre quem você consegue tirar vantagem e não no realismo dos gráficos, que não eram importantes para a proposta. No entanto, Miyamoto também defende que os gráficos devem ser aproveitados, como nos lançamentos para Wii, nos quais, claro, ele teve participação:

O sistema em si é tecnicamente muito poderoso. Ele consegue gerar gráficos em HD lindos e muto muito detalhados. Nós realmente queríamos pegar o que já havia sido um mundo retratado com um senso de realismo nos games originais e criar um mundo em HD, elevando o poder do que esse sistema poderia fazer.

 

Para ler mais sobre a entrevista, acesse o site da Rolling Stone.

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