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Artifact: saiba mais sobre o jogo de cartas digitais inspirado em Dota 2

  Isis Duarte    sexta-feira, 30 de março de 2018

Todo mundo sabe que quando a Valve resolve colocar um novo jogo no forno é porque vem coisa boa por aí. A última novidade da empresa responsável por clássicos como Left 4 Dead, Half-Life, Portal e Counter-Strike é Artifact (em português, “Artefato”) foi anunciada durante o The International do ano passado: o jogo de cartas digitais é inspirado em Dota 2, um dos MOBA mais jogados do mundo.

E, se você já achava o MOBA complexo, prepare-se para uma experiência tática ainda mais desafiadora. Contando com o design de Richard Garfield, a mente por trás de Magic: The Gathering, Artifact manterá a estrutura de três “lanes” (rotas que os heróis podem percorrer em direção às torres inimigas), as quais serão representadas em três tabuleiros distintos, manipulados sucessivamente por cada jogador.

Artifact: saiba mais sobre o jogo de cartas digitais inspirado em Dota 2

Ao contrário de Dota 2, porém, o jogo não será cooperativo. Um único jogador de cada lado dos tabuleiros distribuirá seu deck de cartas (uma espécie de baralho) nas três “lanes” durante seu turno. Há cartas de heróis, feitiços e habilidades. Como explica o site PCGamesN, as cartas são classificadas em quatro conjuntos, determinados por um traço característico em comum: vermelho para tanques; preto para assassinos; verde para suporte e azul para conjuradores.

Às cartas de herói são atribuídos três tipos de valores: pontuação de ataque (a quantidade de dano que ele causará), de vida (resistência a um ataque), e de armadura (para os personagens que adquirirem uma resistência extra). A maioria dos heróis tem também uma habilidade passiva. Essas cartas contam, além disso, com espaços para equipamentos, isto é, aprimoramentos às suas categorias de pontuação, para incrementar e formar novas habilidades que permitam acirrar ainda mais a competição.

Artifact: saiba mais sobre o jogo de cartas digitais inspirado em Dota 2

Os decks, que devem ser formados por qualquer combinação de duas destas cores, são compostos por cinco heróis, em semelhança às equipes de Dota 2. O número de cartas em cada deck pode variar, não tendo um número mínimo, nem máximo. Ao contrário de jogos como Hearthstone, as cartas usadas são embaralhadas de volta no deck, de maneira que a mão nunca acabe. Com isso, a quantidade de cartas passa a ser parte da estratégia: se você utilizar um número menor de cartas, poderá repetir mais vezes o mesmo tipo de jogada. Se será prudente usar essa tática, é cedo para dizer.




A lógica do turno consiste em distribuir, em cada tabuleiro, os personagens, na sequência obrigatória “top” (rota de cima), “middle” (rota do meio) e “bottom” (rota de baixo). Em seguida, será possível lançar feitiços e habilidades, que só podem ser usados em heróis que compartilhem de sua cor (feitiços vermelhos para heróis vermelhos, por exemplo). Os heróis não poderão transitar entre os tabuleiros, contudo, alguns feitiços e habilidades, felizmente, permitem a troca de posição. Para manter a similaridade com o MOBA, os “creeps” (criaturas) serão gerados aleatoriamente em cada um dos tabuleiros, sem limite máximo em jogo.

As cartas não são lançadas livremente. Assim como em Magic: The Gathering, a energia das cartas é o mana. É necessário pagar o custo em mana daquela carta para que ela possa ser conjurada. Cada um dos tabuleiros possui uma fonte independente de mana, com valores variáveis em função das habilidades de seus heróis naquele momento.

Detalhe importante: os turnos não são restritos ao jogador da vez. Dentro de uma mesma “lane”, se assim escolher (e tiver mana suficiente), o oponente poderá responder a uma movimentação do jogador, que, então, poderá desencadear outra ação do jogador da vez, e, assim, sucessivamente, até acabar mana, jogadas possíveis, ou a vontade de fazer outra jogada. E mais, cada fase da “lane” é dividida em diversas etapas, sendo que algumas cartas de habilidades só poderão ser usadas em etapas específicas.

Em cada extremidade de cada um dos tabuleiros há uma torre, com 40 pontos de vida, a qual, se destruída, dá lugar a um Ancião, que terá 80 pontos de vida. O objetivo dos jogadores será atacar e destruir as torres do oponente. Porém, não pense que será fácil atacá-las! A torre inimiga daquele tabuleiro só será o alvo das cartas se não houver criaturas ou heróis do oponente no caminho.




E a forma de ataque é bem peculiar. Diferentemente dos outros jogos de cartas digitais, em Artifact, as cartas atacam inimigos automaticamente, selecionando os alvos a cada turno de acordo com o posicionamento das cartas nos tabuleiros e os algoritmos do jogo. O ataque será feito imediatamente à frente, ou na primeira casa diagonal à esquerda ou à direita, lembrando tabuleiros de Damas ou Xadrez.

Artifact: saiba mais sobre o jogo de cartas digitais inspirado em Dota 2

Para cada criatura que matar, o jogador receberá 1 moeda de ouro, e, para cada herói, 5 moedas. O ouro poderá ser utilizado na fase final do turno, que tem lugar após as ações nas três “lanes”, para comprar os itens a serem equipados em seus heróis. Os itens são computados em um deck à parte, com até 9 cartas.  

Depois de tudo isso, ganha o jogo quem primeiro destruir duas das três torres “normais”, ou uma torre e o Ancião.

Ufa! Achou complicado? Nós também. Afinal, Artifact será composto por 280 cartas, 44 heróis possíveis, e diversos outros itens. Entenda um pouco melhor com o vídeo do primeiro gameplay:

A Valve informou, ainda, que o jogo não será gratuito, mas as cartas poderão ser trocadas, vendidas e compradas. E, como não rotacionarão, podemos esperar estratégias cada vez mais elaboradas para a mesma coleção.

Se, assim como nós, você ficou curioso e empolgado com o lançamento, vai precisar de um pouco de paciência. Por enquanto, a versão beta está fechada para profissionais de jogos de cartas negociáveis, mas a Valve prevê que o lançamento oficial ocorra até o fim de 2018. Até porque, a empresa já antecipou que no primeiro quadrimestre de 2019 haverá um campeonato com premiação mínima de 1 milhão de dólares! E aí, vai encarar?

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Isis Duarte

Isis Duarte

Paulistana, advogada e nerd. Cinéfila em tempo integral e gamer nas horas vagas. Além de escrever para o Garotas Nerds, escreve para o Guik e é coapresentadora no canal de YouTube "Fazendo Nerdice".

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