Você sabia que a fabricação dos processadores da Intel é “livre de conflitos”? Isso significa que os produtos não contêm minerais provenientes de regiões com conflitos que, direta ou indiretamente, financiam ou beneficiam grupos armados da República Popular do Congo ou países vizinhos.

É uma realidade que desde muito tempo existe a extração ilegal de recursos naturais de países menos desenvolvidos. Os chamados “minerais de conflito”, como o ouro, o estanho, o cobalto e o cobre são explorados principalmente na República Democrática do Congo, onde ocorre violência, genocídio e outros crimes contra a humanidade. O que não é de conhecimento geral é que esses minerais são componentes essenciais para a indústria eletrônica, na fabricação de dispositivos que a maioria das pessoas não vive sem, como celulares, vídeo games, computadores e tablets.

Os principais beneficiados com a extração dos minérios são os grupos armados, que fazem negócios com companhias multinacionais e usam os rendimentos para alimentar guerras civis, o trabalho escravo e o medo da população, sendo o conflito no leste do Congo o que mais matou desde a Segunda Guerra Mundial. Além de explorarem os recursos naturais do país para além do nível considerado sustentável, existe a violação dos direitos humanos, trabalho infantil, estupros, tortura e recrutamento de soldados infantis para lutar em suas fileiras. Com o boom dos dispositivos móveis, esse cenário foi mais constante principalmente no período entre 1996 e 2009. Somente em 2010 foi aprovada uma lei pelo Congresso Norte-americano para ajudar a acabar com a prolongada guerra civil na República Democrática do Congo. Como referência em responsabilidade corporativa e sustentabilidade, a Intel está liderando esforços para eliminar os minerais de conflitos da sua cadeia de abastecimento. Desde 2008, a Intel co-presidiu a EICC e o Extractives Working Group da GeSI, que lidera a criação da Conflict Free Sourcing Initiative (CFSI), um iniciativa conjunta de mais de 120 empresas de sete diferentes setores. A CFSI fornece ferramentas e recursos que suportam o abastecimento responsável de minerais, incluindo a auditoria de validação de fundições da CFSP.

Em 2009, a empresa liderou a primeira reunião da cadeia de fornecimento da indústria de eletrônicos para o estanho em Vancouver, Canadá. Desde então, patrocina uma “reunião de chamada para a ação” em São Francisco; um encontro sobre o tântalo em suas instalações de Chandler, Arizona; uma reunião com a indústria do ouro em Denver, Colorado; e um encontro multissetorial na Filadélfia, Pensilvânia. Além disso, a EICC, a GeSI e a CFSI sediaram oficinas para a cadeia de fornecimento de minerais de conflito para educar sobre o tema.

Liderando rumo à indústria livre de conflitos

Em janeiro de 2014 a Intel anunciou os primeiros microprocessadores fabricados com matéria prima livre de conflito no mundo, representando um grande passo no processo contra as milícias armadas e os grupos rebeldes que exploram trabalhadores no Congo.

“Há alguns anos a Intel está comprometida a dispor de uma cadeia de fornecimento completa para enfrentar o uso desses minerais de conflito na fabricação de seus produtos. A simples proibição dos minerais provenientes da RDC não era a resposta, já que privaria a sua população de uma de suas poucas fontes de renda. Ao invés disso, a Intel desenvolveu e implantou sistemas e processos para garantir que o ouro, o tântalo, o estanho e a tungstênio utilizado em nossos produtos não estejam apoiando de forma inadvertida os conflitos na RDC”, disse Rosangela Melatto, Gerente de Responsabilidade Corporativa da Intel para a América Latina.

Além do compromisso de não colaborar com essa prática a Intel também co-presidiu grupos de trabalho da indústria no tema dos metais de conflito, reconhecendo que o amplo esforço colaborativo é necessário para resolver este problema que afeta a todos. Além de um chamado para o setor de eletrônicos, a empresa encabeçou uma ação para toda a indústria – chamando o setor de joias, automóveis, instrumentação médica e outros fabricantes para adotar o sistema e eliminar os metais de conflitos de suas cadeias de fornecimento e, por fim, de seus produtos.

“A Intel acredita que uma solução eficaz para o complexo problema dos minerais de conflitos requer esforços coordenados do governo, da indústria e das organizações não governamentais (ONGs).”, complementou Rosangela. “Estamos comprometidos a concentrar energias e esforços em implantar sistemas e medidas que permitirão assegurar de forma razoável, que os produtos e componentes fornecidos sejam livres dos conflitos da República Democrática do Congo (RDC).” afirma.

Como uma maneira de auditar os aliados da indústria, a Intel lidera o sistema de verificação de fundições, onde o mineral bruto é refinado. Até hoje, a Intel visitou mais de 86 fundições em 21 países para educar sobre os minerais de conflito e estimular a participação no Programa de Fundições Livres de Conflitos e outras auditorias de validação de fundições independentes, de terceiros. A empresa visitou Bolívia, Canadá, Chile, China, Alemanha, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, Noruega, Peru, Polônia, África do Sul, Coreia do Sul, Suíça, Taiwan, Tailândia e Estados Unidos.

Conteúdo publicado em parceia com Intel

Carolina Turck

Carolina Turck

Gaúcha apaixonada por São Paulo, Coca Zero e chocolate com menta. Anti-social por opção e nerd por condição.
Carolina Turck

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