Três anos antes de tornar-se cofundador da Intel, em 1965, o engenheiro norte americano Gordon Moore observou que o número de transistores – estruturas fundamentais do microprocessador e da era digital – em um chip dobraria a cada 18 meses, de forma a aumentar a capacidade de processamento em 100%, o que afetaria diretamente no crescimento exponencial de desempenho e na redução sistemática de custos.

Mal sabia ele na época que havia apresentado uma ideia capaz de mudar o mundo. A então “Lei de Moore” estimularia o próximo meio século com mudanças tecnológicas essenciais. A propósito, ela acabou de completar 50 anos! (Abril de 2015)!

Mas o que esses avanços representariam se aplicados em outras situações e dispositivos além dos computadores e dispositivos eletrônicos?

  • Se a eficiência no consumo de combustível dos automóveis melhorasse da mesma forma do que prevê a Lei de Moore, uma pessoa poderia facilmente dirigir um carro por toda a sua vida com um único tanque de gasolina. Carro novo, com 40 anos? Talvez você precise de apenas um quarto de tanque.
  • Com o ritmo com os quais os transistores encolheram, o seu carro seria do tamanho de uma formiga. Você poderia guardar um monte de pneus de reserva no bolso da sua camisa.
  • Se um arranha-céu tivesse seu preço reduzido no ritmo da Lei de Moore, uma pessoa poderia comprar um por menos do que o custo de um PC atualmente. Supercomputador na cobertura para alguém? E se um arranha-céu aumentasse de altura no ritmo da Lei de Moore, teria 35 vezes a altura do Monte Everest.
  • A viagem para a lua em 1969 durou três dias. Se a Lei de Moore fosse aplicada à viagem espacial, aquela viagem levaria agora um minuto.
  • Se o preço das casas caísse no mesmo ritmo dos transistores, uma pessoa poderia comprar uma casa pelo preço de um doce. Delícia!
  • O programa espacial Apollo teve um custo de US$ 25 bilhões para pousar o homem na Lua. Se o preço fosse reduzido no ritmo da Lei de Moore, atualmente o programa custaria praticamente o mesmo de um pequeno avião particular.
  • Uma viagem da Nova Zelândia a Nova York demoraria o tempo necessário para colocar o cinto de segurança. Nem um amendoim neste voo?
  • Se um telefone Android* com processador Intel fosse construído com a tecnologia de 1971, apenas o microprocessador do telefone ocuparia a vaga de um carro. Tente tirar um selfie com isso!

Muitos dispositivos que as pessoas usam diariamente são equipados por microprocessadores formados por transistores. À medida que esses dispositivos passaram por uma drástica redução de preço e aumento no desempenho e na eficiência no consumo de energia, graças à Lei de Moore, eles tornaram-se uma parte indispensável de nossas vidas. Telefones e relógios tornaram-se inteligentes, e os carros transformaram-se em computadores itinerantes.

  • Comparado ao primeiro microprocessador da Intel, o Intel® 4004, o atual processador de 14nm fornece 3500 vezes o desempenho e 90.000 vezes a eficiência, por 1/60.000 do custo.
  • Os primeiros transistores semicondutores tinham o tamanho da borracha que fica na ponta do lápis. Como resultado da Lei de Moore, mais de seis milhões dos atuais transistores tri-gate caberiam no ponto ao final desta sentença.
  • Os transistores de hoje são invisíveis a olho nu. Para ver um único transistor, você teria que aumentar o tamanho normal do chip para o tamanho de uma casa.

É importante frisar que a Lei de Moore é uma inspiração, não uma lei da natureza. Ela tornou-se possível graças a um exército de pessoas estendendo as leis fundamentais da física. Hoje, as fábricas da Intel produzem mais de 10 bilhões de transistores por segundo, que equipam dispositivos incríveis que atendem as necessidades de bilhões de pessoas em todo o mundo.

Conteúdo publicado em parceia com Intel

Carolina Turck

Carolina Turck

Gaúcha apaixonada por São Paulo, Coca Zero e chocolate com menta. Anti-social por opção e nerd por condição.
Carolina Turck

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