A franquia Star Wars de uma forma geral aborda temas como a resistência à opressão, o ataque às minorias e a importância da união, e isso só prova o quão importante é o aumento da participação das mulheres, não só no cinema, mas em todos os âmbitos.

A própria Carrie dizia que Star Wars é mais do que um filme, é um estilo de vida, é uma forma de encarar e ressignificar o mundo.

Representatividade feminina nas telas e atrás delas. Star Wars é uma das poucas produções que possuem mulheres em sua equipe. O Time de roteiristas da saga tem de longe a maior representatividade feminina de Hollywood.

Atualmente, o grupo da Lucasfilm é formado por quatro mulheres e sete homens, sendo que desses 11, cinco membros são negros. Isso ainda é uma raridade, pois segundo dados de 2017, as mulheres são apenas 13%, e as minorias, cinco, de todos os roteiristas responsáveis pelos filmes mais rentáveis do mercado.

A diversidade que choca Hollywood nos dias de hoje é o grande diferencial em Star Wars, que continua ganhando cada vez mais admiradores década após década.

Vamos conhecer agora um pouco mais sobre as principais personagens dos filmes e as mulheres que contribuem para que isso tudo transforme Star Wars em uma das maiores produções do cinema.

STAR WARS E A REPRESENTATIVIDADE FEMININA NAS TELAS

Princesa Leia

Interpretada pela saudosa Carrie Fisher, Leia é aquela amiga, tia, prima da qual muitas de nós, garotas nerds nos orgulhamos de ser e em quem nos espelhamos enquanto mulher. Uma princesa que luta por seus ideais, que dizia o que pensava, mandava na missão, desafiava a ordem e comandava e atuava pela Aliança Rebelde. Viu seu planeta ser destruído e não se conformou: Ela foi à luta!

Infelizmente, assim como diversas as mulheres do cinema ela também foi sexualizada. Durante anos quando se falava na princesa Leia a primeira imagem que vinha a memória era a dela de biquíni sendo escravizada. Uma cena desnecessária que a própria atriz, anos mais tarde admitiu que não se sentiu confortável em fazer.

Senadora Padmé Amidala

Em 1999 com a nova trilogia da saga, foi a Senadora Padmé Amidala, interpretada por Natalie Portman, a representante feminina na história. Os filmes que tinham como objetivo contar a história Darth Vader, acabou contando também a história de uma mulher apaixonada.

Mas não se engane. Ela não fazia o típico papel de mulher frágil e indefesa que sonhava com o príncipe encantado. Quando eu me refiro a “apaixonada”, quero dizer que em tudo que faz coloca garra e perseverança. Presente desde o início, em meio à guerra, lutando por sua vida (e tendo ela ameaçada o tempo todo), ela brigava para ser ouvida em um parlamento dominado por homens. Padmé foi uma mulher corajosa que não media esforços para restaurar a ordem e paz para seu povo.

Rey

A mais nova personagem dos filmes de Star Wars, Rey, que é interpretada por Daisy Ridley, entrou para a história sendo a primeira protagonista mulher da franquia.  É a Disney (agora detentora dos direitos da série) dando voz as mulheres através do discurso de empoderamento feminino.

Rey é a jedi que desperta a força na galáxia novamente. Teve uma vida sofrida o que a transformou em uma guerreira nata dona de um coração puro e bravo. Luta por sua própria vida e não precisa ser salva por nenhum barbado. Além disso, ela trabalha lado a lado com os seus amigos homens. Muito gente como a gente lutando no dia a dia pelo nosso próprio espaço, nossos sonhos e nossa liberdade em um mundo dominado pelo sexo masculino.

Jyn Erso

Todo o girl power da saga não ficou apenas para os filmes principais. Em 2016 foi lançado o primeiro spin off de Star Wars – Rogue One. Não temos os jedi aqui, mas a Jyn Erso, interpretada por Felicity Jones, compensa a falta dos sabres de luz.

A história se passa entre o último filme da segunda trilogia e o primeiro da primeira trilogia, então teoricamente são outros tempos e apesar de termos a principal como mulher, ainda faltam outras mulheres com tamanha representatividade e força no filme. Jyn desempenhou um papel importantíssimo na destruição da primeira Estrela da Morte e, além disso, virou uma forte referência para as mulheres fãs da saga por sua personalidade implacável, corajosa e inspiradora.

STAR WARS E A REPRESENTATIVIDADE FEMININA ATRÁS DAS TELAS

Kathleen Kennedy em 2012, substituiu George Lucas na presidência da Lucasfilm, deixando a ex-roteirista de cinema e TV Kiri Hart responsável pela unidade. A princípio, a intenção era incluir no grupo apenas membros femininos, começando com Rayne Roberts e Carrie Beck. As duas tinham experiência com o desenvolvimento de roteiros, mas também tinham trabalhado em áreas como publicação de revistas e o Instituto Sundance. Em comum: a paixão por Star Wars e muita vontade de mudar o universo feminino na saga.

Kathleen Kennedy criou núcleo responsável por garantir diversidade nos roteiros e produtos da saga.

Kiri Hart, hoje vice-presidente do estúdio, é a responsável pela unidade de histórias de Star Wars na Lucasfilm.

Rayne Roberts é membro do grupo desde a criação.

Carrie Beck ajuda a garantir a diversidade e a representatividade feminina nos produtos.

Ainda em Los Angeles, antes da empresa se mudar para a região de San Francisco, ao lado do produtor da Lucasfilm John Swartz, estas mulheres se reuniram com ele e falavam sobre seus planos e suas esperanças para o futuro da saga. Elas queriam contar belas histórias, atender às expectativas dos fãs mais fiéis e criar personagens femininas interessantes e empoderadas.

Acho que elas estão no caminho certo. E você? Go girls! <3

Arieta Pheula

Arieta Pheula

Gaúcha e nerd. Apaixonada por marketing, All Star, café, cerveja, livros, Audrey Hepburn, canecas, design, clássicos do cinema, fotografia, camisetas, Friends, "catioros", MPB, propagandas, baralhos, novelas mexicanas e lápis de cor.
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