Star Wars ou Guerra nas Estrelas como é conhecido pelo público mais antigo aqui no Brasil teve seu primeiro lançamento em 1977 então teoricamente, quem tem mais de 30 anos aí na casa deve conhecer ou pelo menos saber da existência da franquia.

Eu cresci em um mundo nerd sem saber a nomenclatura ou me dar conta do vasto universo ao que pequenas coisas como HQ’s pertenciam. Meu pai sempre assistiu a filmes de super heróis e coisas diferentes que a maioria dos pais dos meus colegas não tinham tido contato ou não haviam se interessado e, aqui no Brasil, antigamente as coisas eram bem diferentes do que é hoje. Para você assistir a um filme tinha que esperar sair na televisão porque cinema era caro e os lançamentos não eram feitos na mesma época então para acompanhar a saga, ele assistia e usava um gravador (para quem não faz ideia do que eu estou falando, aqui vai uma foto: clique aqui) para escutar as falas depois.

Com a segunda leva de filmes que foram lançados entre 1999 e 2005, eu e mais alguns colegas que já estão na casa dos 20 já éramos grandinhos (mas não tanto) e uma nova leva de crianças estava se apaixonando por esse mundo incrível. E não imaginam a decepção ao acharmos que essa saga não teria mais continuação. Assim como “De volta para o futuro” e “Harry Potter” foi uma saga que marcou muito a juventude que nasceu na década de 90.

Em 2008, todas as crianças ficaram frenéticas com A Guerra dos Clones e quem poderia julgar? Tinha ação, sabre de luz e era em desenho. Tudo que uma criança gosta.

E aí, a grande notícia, em 2015 teríamos uma nova leva de filmes. O que esperar? Será que a Disney ia tirar a magia de tudo?

Mais do que tudo, a grande decisão de produzir novos filmes da saga faz com que essa nova geração de crianças possa conhecer e sentir a magia de acompanhar o lançamento de cada filme. E nada aquece mais meu coração do que saber que o filho de uma amiga começou a se interessar aos poucos porque vê a mãe fazer cosplay de Stormtrooper. Saber que o filho de um colega conhece mais da saga do que qualquer adulto que tenho contado e já se interessa por linguagem de programação. Star Wars é ligação de família, interesse em exatas, saber distinguir o lado bom do lado ruim. É não se deixar levar pelo lado negro da força. É saber que o futuro pode ser melhor por causa disso tudo que está acontecendo.

E agora quero dar destaque a esse novo Star Wars em que colocaram uma protagonista mulher. Que foi lançado em uma época tão importante em que discutíamos tanto o machismo, o feminismo, como ser forte e como se posicionar nesse mundo ainda tão patriarcal.

Star Wars e o Despertar da força se tornou um símbolo para que as mulheres continuassem seguindo seus sonhos e participando mais ativamente do mundo nerd sem se sentirem julgadas. Da forma correta, ombro a ombro, como uma igual.

Padmé, Leia, Jyn Esro e tantas personagens que tiveram seus destaques mas, a Rey veio para nos lembrar de que podemos e devemos fazer parte disso. Podemos e devemos nos interessar por exatas. Podemos e devemos jogar videogame. Nós podemos ser quem a gente quiser e fazer o que a gente quiser. 

Porque somos únicas e nada pode tirar a nossa FORÇA.

Um grande abraço e May the 4th be with you.

 

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Barbara Ellen

Digital sem influência. 23 anos. Brasiliense. Quase programadora. Apaixonada pelo mundo da tecnologia e da escrita. Viciada em chocolate e doces no geral. De menina em menina nós mudamos o mundo.
Instagram: @babecastro
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