Arquivos de Literatura

Vamos ler?

Pulicado em 02 julho 2009 por Leonardo R.

Não há mais desculpa para não ler os clássicos. Ou para não ler. Esses dois sites podem ajudar a atualizar a leitura e a manter informado. E sem desculpa de falta de tempo. :P

logo

O primeiro é o Leitura Diária. Esse site traz um sistema ótimo de entrega de trechos de livros por e-mail e tem uma boa base de livros. Entre as obras que ele entrega estão “O Fantasma da Ópera”, “Minha Luta”, “O Diário de Anne Frank”, “O Livro dos Espíritos” e “Revolução dos Bichos”.

O sistema funciona da seguinte forma. Você entra no site, procura o livro que quer ler, escolhe os dias da semana em que quer receber, o período do dia em que quer recebê-los, o tamanho do trecho que quer receber (varia entre para ler em 5 minutos a 30 minutos), o tipo de formatação (HTML ou texto puro), o formato de leitura (e-mail, RSS ou WAP) e o seu e-mail. No fim ele ainda fornece uma previsão de término de leitura.
Viu como não tem mais desculpa para adiar a leitura daquele clássico ou de qualquer outro livro? Afinal, 5 minutos e por e-mail é moleza.

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O segundo é o Indekx. Um site que reúne links para revistas e jornais na internet de vários países. Não há segredo. É só acessar, selecionar o país e escolher o jornal ou revista dentre os diversos que são apresentados.
A base não é tão grande, mas é suficiente para ocupar e informar qualquer pessoa. Por exemplo, ao selecionar o Brasil são apresentados, atualmente, 18 links entre revistas e jornais, incluindo a Gazenta Mercatil, Carta Capital, Folha de São Paulo e O Globo.
O site ainda é útil para aqueles que estão aprendendo novas línguas, pois é mais uma maneira para treinar a leitura e aperfeiçoar o aprendizado.

Prático, não?

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A vida como ela é

Pulicado em 16 junho 2009 por Leonardo R.

Eu já tinha ouvido falar de Persépolis, há alguns anos atrás, mas acabou caindo no esquecimento por “n” motivos. Eis que uma professora do meu namorado resolve pedir que eles leiam o primeiro volume como matéria de prova, algo assim. Voltou tudo à minha mente, e fiquei aguardando o término do trabalho deles para ter em minhas mãos esse ‘livrinho’.

Persépolis Completo

Persépolis é uma graphic novel (apesar da autora rejeitar este título), ou história em quadrinhos autobiográfica de Marjane Satrapi, nascida no Irã em 1969. Até aí, você diria, que diferença faz? Para começar, cara pálida, quantas mulheres cartunistas você conhece? E iranianas? E que retrata sem pudores o que ela viu, passou e fez durante a revolução iraniana, durante a guerra contra o Iraque? Pois é.

Mas calma que não é tudo violência, sangue e pedaços de corpos pelas páginas, pelo contrário. Os desenhos são em preto-e-branco, e vão contando em episódios – alguns engraçados, alguns tristes – a vida de Marjane desde pequena, quando o regime “religioso fanático” no Irã obrigou as mulheres a usarem véu e a estudarem em salas separadas por sexo, pra começar.

Marjane Satrapi por ela mesma

Ela participou de manifestações políticas com seus pais, e no colegial foi mandada para a Áustria, sozinha. Enfrenta o dilema de ser muito ocidental no Irã e muito oriental na Áustria. Conta as aventuras que ela enfrentava para conseguir uma fita k7 de uma banda de rock dos anos 80, ou como seus pais quando foram ao exterior tiveram que esconder um pôster do Iron Maiden para trazerem pra casa sem serem presos; ou as festas com as cortinas fechadas para continuarem se sentindo vivos num regime opressor de qualquer felicidade. Além da pressão para casar cedo e ter filhos, num lugar onde as mulheres não podem andar com outros homens que não sejam parentes ou o marido, sozinhas então…

Os livros foram publicados em 2000, e aqui no Brasil foram separados em 4 volumes ou num único contendo os quatro livros, chamado Persépolis Completo (que é o que eu, ahn, o meu namorado tem). Recomendo o completo pelo preço mais em conta (R$41,00 o volume completo contra cerca de R$32,00 por volume separado) e porque quando se começa a ler, não dá vontade de parar, e ter que esperar pra comprar o próximo não é legal!

Agora, vem a parte que eu te pergunto: viver numa cidade violenta, uso de drogas por adolescentes, se sentir fora do contexto em certos lugares, conflitos com a visão de casamento dos outros e a sua… isso só se aplica ao Irã? A história foi publicada em 2000, mas os episódios aconteceram há no mínimo 20 anos atrás. E continuam extremamente atuais.

Ps.: Foi feito um filme baseado no livro, na verdade uma animação, com o mesmo título. Ainda não assisti. Mas pretendo!

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O Dia Mundial da Toalha

Pulicado em 25 maio 2009 por Amanda Magalhães

eu e minha toalha personalizada

Uma das sagas literárias mais aclamada pelo público nerd, sem sombra de dúvidas é o Guia do Mochileiro das Galáxias.

Escritos por Douglas Adams, os livros contêm piadas simplesmente geniais. São rotulados de ficção científica, mas certamente se encaixam em diversos gêneros literários.

A saga relata as aventuras de dois amigos, Arthur Dent e Ford Prefect (um extraterrestre), e todas as histórias giram em torno de duas perguntas: “Qual a resposta para a Vida, o Universo e Tudo o mais?” e “Qual a pergunta para essa resposta?”.

O dia 25/05 é comemorado em vários países desde 2001, em homenagem à Douglas Adams que faleceu no dia 11/05 deste ano. O dia 25 é utilizado por ter sido o primeiro dia em que se prestou uma homenagem à ele depois de sua morte.

Se você não está entendendo o motivo do uso da toalha na homenagem, entenda agora lendo este trecho do primeiro livro da saga:

O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas.

Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: “Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha.” (Sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível.)

E sei que está um pouco tarde, mas ainda há tempo para você participar! É só pegar uma toalha e sair desfilando por aí com ela. E se você se deparar com alguém e uma toalha à tiracolo, não se assuste.

Fica registrada a minha participação e homenagem ao grande Douglas Adams. Feliz dia da Toalha para vocês e Don’t Panic!

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Biblioteca Digital Mundial

Pulicado em 23 abril 2009 por Leonardo R.

Livros

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO lançou na segunda-feira, dia 21, a Biblioteca Digital Mundial em conjunto com 32 instituições parceiras. Ela será um que agregará material único de diversas bibliotecas e arquivos de todo o mundo. Esse conteúdo inclui manuscritos, mapas, livros raros, filmes, gravações de som, pinturas e fotografias.
E o melhor? O acesso será livre, irrestrito e gratuito.

“Os objetivos da Biblioteca Digital Mundial são: promover o conhecimento e a conscientização internacionalmente e interculturalmente, expandir o volume e a variedade de conteúdos na Internet de forma a prover recursos a professores, pesquisadores e o público em geral além de capacitar as instituições parceiras de forma a reduzir a exclusão digital dentro e entre os países”. (Fonte: FBN)

A iniciativa foi da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos conjuntamente com a UNESCO e o protótipo foi lançado em outubro de 2007. Como parceiros foram reunidos a Biblioteca de Alexandria, a Biblioteca Nacional do Egito, a Biblioteca Nacional da Rússia e a Biblioteca Nacional do Brasil.

Isso mesmo.

A Biblioteca Nacional do Brasil, na primeira fase, enviou para Biblioteca Digital Mundial os seguintes documentos digitalizados: 1.500 mapas raros dos séculos XVI a XVIII e 42 álbuns com cerca de 1.200 fotografias pertencentes à Coleção Thereza Christina Maria, doada pelo Imperador D. Pedro II à Biblioteca Nacional. Esta coleção de fotografias foi registrada como Patrimônio da Humanidade no Programa Memória do Mundo da UNESCO. E você nem fazia idéia que ela possuia tudo isso, né?

O projeto será apresentado nas seis línguas oficiais da ONU (inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo) e mais o português e incluirá conteúdo em mais de 40 línguas. Isso, graças à participação do Brasil no projeto, por intermédio da Fundação Biblioteca Nacional.

Ficou curioso?
Então acesse a Biblioteca Digital Mundial pelo mundo (em Inglês) e no Brasil.

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