Pulicado em 17 junho 2009 por Carolina Türck

Faço parte do grupo “dinossauros do fotolog.net” e acredito que muitos leitores também. Hoje em dia o fotolog não é mais o mesmo (assim como vários serviços da época), além de virar .com.br a inclusão digital tomou conta antes mesmo do Orkut permitir que cada usuário publicasse 92735282 fotos.
Mas quem fez parte da época áurea de fotolog lembra o quanto foi gostoso conhecer e fazer amizades que duram até hoje (ok, algumas). Conheci pessoas inteligentes, queridas, talentosas…
E a Lívia faz parte delas.
Essa mineira chegou aos poucos e nos conhecemos exatamente da mesma forma. Eu viciada em fotografia p&b e ela amante do meu vício. Crescemos e nos aperfeiçoamos ao mesmo tempo. Trocando elogios, criticas, sugestões…
E nada melhor que acompanhar o crescimento de pessoas talentosas.
Com ela não foi diferente. Depois de anos no fotolog.net, no Flickr ela encontrou meninas (Nika Fadul e Larissa Lali) tão talentosas quanto e resolveram fotografar a imaginação.
Se você não é capaz de imaginar um lampião, um pé de pato e um laço de árvore de natal na mesma foto, elas são! E assim nasceu essa trindade. As edições não ficam para trás e são tão boas quanto as produções que essas três sonhadoras criam como ninguém.
O resultado de todo esse trabalho vocês podem ver na exposição (sim! as meninas estão expondo!) Contos 100 Fadas que está exposta no pátio do Nacional Pré-vestibulares – Av. Araguari, 100 – Bairro Bom Jesus – Uberlândia – MG.
Caso você não seja de Minas Gerais, pode dar uma olhada aqui na exposição virtual.
Corre lá para ver fadas, princesas, castelos, óculos de sol, príncipes, magia, pés de pato, sonhos, histórias, coelhos, bóias e um chá.
Pulicado em 03 junho 2009 por Leonardo R.
Aqui em São Paulo, depois da polêmica lei Cidade Limpa, a estética – ou “sujidade” – da metrópole diminui bastante, incluindo os conhecidos graffitis. Até mesmo espaços autorizados pela própria prefeitura passaram pela borracha – ou melhor dizendo, tinta cinza horrenda, como no conhecido caso de uma obra d’Os Gêmeos + Nina + Nunca na 23 de Maio.
Quem anda pelo centro, por exemplo, tem a oportunidade de se distrair com o colorido dos desenhos em diversos locais, como no Vale do Anhangabaú e até mesmo acompanhar sua evolução, já que de alguns muros de tempos em tempos são renovados pela prefeitura ou os próprios artistas.

Me refiro a eles, grafiteiros, como artistas porque o são. Há desenhos de um colorido e personalidade únicos, mostrando que o tempo daqueles garranchos impossíveis de ser ler parece que está passando, ainda bem!
Além do Street Art, como é conhecido internet a fora, outra intervenção urbana que ganhou força nos últimos tempos são os stickers: adesivos diversos colados em vários locais, como placas, postes, muros… Existem grupos de Flickr dedicados a isso, e o Street Art brasileiro é muito comentado por lá. Eu mesma costumava andar pela cidade registrando os muros no meu Flickr, mas por estar sem câmera tive de parar. Inclusive lembro de uma vez em que meninas grafiteiras de todo o país se juntaram no Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de SP e fizeram um debate antes de soltarem a imaginação em muros do cemitério do bairro, dando vida a um lugar tão sombrio.
Saiu ontem no Estadão uma matéria sobre o assunto, dizendo que existem algumas agências de turismo que têm pacotes que incluem tours pelo centro de São Paulo com o objetivo de ver o Street Art brasileiro, muito procurado por estrangeiros. E além do Street Art convencional em muros autorizados ou não, diversos comércios estão adotando a estética para embelezar seus estabelecimentos – mas sem o nome do comércio, senão a Prefeitura não deixa.
Pulicado em 27 maio 2009 por Carolina Türck
Na terceira e última parte dos posts sobre a Índia eu não poderia deixar de fora o assunto: cinema. E engana-se quem pensa que a Índia é feita apenas de Bollywood. A industria cinematográfica vai muito além, mas isso é assunto para outro post. O de hoje se resume em uma dica que obviamente para não fugir da série consegue unir fotografia, Índia e um projeto social.
Vencedor dos prêmios de Melhor Documentário do Festival de Sundance 2004 e do Oscar 2005 na categoria “Documentário – Longa Metragem”, Nascidos em Bordéis (Born Into Brothels: Calcutta’s Red Light Kids) mostra o dia-a-dia de crianças filhas de prostitutas e moradoras do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá. Carentes de educação, mas principalmente: atenção.
De 2000 até 2003 a fotógrafa Zana Briski ficou encantada com a diversidade e ao mesmo tempo a forma que os moradores do bairro da Luz Vermelha são tratados. Por lá tudo é ilegal, desde a venda de bebidas alcoólicas nos pequenos cômodos até a própria prostituição. O que obviamente dificulta a entrada de qualquer fotógrafo.
O que mais chamou atenção de Zana foram às crianças que vivem diante desse “mundo a parte” em relação ao resto da cidade. E apostando que poderia melhorar a vida de cada uma, Zana resolve dar aulas de fotografia e tentar achar alguma escola que aceite moradores do bairro da Luz Vermelha.
Em 2002 Zana fundou a “Crianças com Câmeras” para angariar fundos através da impressão/venda das fotos, exposições, festivais e um livro com todo trabalho. Depois dessa resposta positiva, ela apostou em outros países desenvolvendo a mesma oficina para crianças do Haiti, Jerusalém e Cairo.
É surpreendentemente lindo o resultado que cada criança consegue com uma simples câmera em punho, caminhando pelas ruas, bordéis e registrando momentos que para qualquer outra pessoa seriam inacessíveis e para eles faz parte da rotina. Alguns tem um talento enorme e conseguem composições belíssimas.
O trabalho é ótimo, a trilha sonora maravilhosa e a forma como essas crianças renascem e mostram o potencial que as mães desconhecem com simplesmente um pouco de afeto é emocionante.
Pulicado em 20 maio 2009 por Carolina Türck
Continuando a série Realidade Indiana e como escrevi no primeiro post, não conseguindo abstrair minha paixão por fotografia…
Entre o material que achei para tentar expor a verdadeira Índia estão fotos do profissional Vikas Malhotra, que me fizeram babar com os retratos.
Eu que não sou muito fã de cores fiquei encantada com esse contraste nas “cores indianas” (todos sabem que indianos amam cores e misturam todas de um estilo só deles) e a forma que elas dão vida a pessoas com olhares nem sempre tão cheios de alegria.
As p&b já estão salvas por aqui e definitivamente dispensam comentários e almejam a parede do meu quarto. ;P
Abaixo seguem algumas ou talvez minhas preferidas. Quem quiser ver mais (ao todo 59!) basta entrar aqui.



Se gostou e ficou interessado na cultura indiana o Flickr possui um acervo enorme com ótimas fotos, e o mais legal: a grande maioria com a visão de “turista-ocidental”.
Pulicado em 29 abril 2009 por Carolina Türck
Para quem sonha em conhecer a Índia desde os nove anos, esse “clima” que tomou conta do país com início da novela Caminho das Índias é no mínimo deprimente. Ligar a televisão e dar de cara com costumes totalmente deturpados e banalizados é algo que nem audiência/IBOPE justifica.
Tentando resgatar informações da “verdadeira” Índia fui atrás de vídeos, textos ou qualquer material que pudesse mostrar de forma rápida e clara a realidade de um povo que Gloria Perez resolveu “criar”. Em meio a tantos resultados não consegui abstrair minha paixão por fotografia.
A fotografa Mary Ellen Mark, nascida em 1940 no subúrbio da Filadélfia encantada pela cultura indiana ficou o período de Outubro de 1978/Janeiro de 1979 em Bombaim (hoje conhecida como Mumbai) e focou seu trabalho especialmente nas “famosas” zonas de prostituição. O que no início era apenas uma forma curiosa de exercer o hobby (e profissão) e ter mais contato com esse submundo indiano (que poucos conhecem e muitos acreditam não existir baseados na falsa idéia que toda mulher indiana é virtuosa) virou um projeto maior obtendo como resultado o livro Falkland Road: prostitutas de Bombaim.
Nele Mary conseguiu retratar o cotidiano de todas mulheres que vivem esse círculo de prostituição, enraizado por anos e anos dentro dessas famílias indianas.




Para ver mais o resultado do trabalho de Mary (que me faz babar e só aumenta minha paixão pelo lugar) vocês podem acessar a galeria de fotos do livro.
Caso tenha gostado, fique atento que ainda vai rolar por aqui mais duas dicas relacionadas à fotografia, cinema e Índia.