Arquivos de Comportamento

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www.solidariedade

Pulicado em 05 março 2010 por Cátia Andressa da Silva

A  idéia deste post veio há algum tempo, quando eu ouvi falar pela primeira vez sobre a Veia Social, uma rede social de doadores e receptores de sangue, que será lançada na próxima segunda-feira, dia 8 de março. A idéia dessa rede é promover, junto com as doações, a troca de idéias sobre os benefícios de ser doador e o quanto isso é importante pra salvar vidas.

Buscando mais informações a respeito da Veia Social, encontrei o portal Voluntarios Online, projeto do Instituto Voluntários em Ação, de SC. No portal são disponibilizados os espaços que necessitam dessa forma de trabalho, bem como você pode se cadastrar se sua consciência e coração decidirem que você pode fazer um pouquinho mais. ;) O diferencial, nesse espaço, é que além dos locais que necessitam de voluntários presenciais, também tem espaço para o voluntariado online. É isso mesmo, aquele em que você pode usar suas aptidões para ajudar, sem nem sair de casa. Por comodidade ou por impossibilidade de deslocamento. O Voluntários Online funciona como um elo, entre os que querem colocar suas habilidades e seu tempo à disposição e aquelas ONGs que precisam dessas pessoas para atender melhor seu público alvo, precisam dessa qualidade.

No mesmo formato, mas enquadrada no âmbito internacional tem a Avaaz, que se propõe a ser uma rede de mobilização global, atingindo milhões [isso mesmo] de pessoas no mundo em apenas um ano de serviço. Já foram reconhecidos por governos e meios de comunicação do mundo inteiro e usam do poder de mobilização das mídias sociais em suas campanhas.

Quando eu lancei a questão sobre solidariedade online no meu twitter, recebi vários replies destacando ações como o Twestival [do qual eu participei em 11 de setembro de 2009, no encontro de Florianópolis, que a galera da Zerotrack promoveu, juntamente com o Kommbo ], e o caso do processo contra a blogueira Claudia Belhassof, movido por um médico do qual reclamou no próprio blog, pelo descaso no atendimento [ver aqui e ali]. Se tornou conhecido quando ela soltou o seu desabafo acerca da sentença no twitter. Seus amigos se solidarizaram com a situação e imediatamente propuseram uma ‘vakinha’, que, felizmente, teve sua meta alcançada em menos de 24h, graças à solidariedade do “povo web”.

Estes são alguns exemplos de como a expressão “revolucionários de sofá” se aplica… positivamente! Existem muitas outras formas de colaboração, solidariedade e cooperação rolando pela web, principalmente pelas redes sociais das quais fazemos parte. Quando um amigo pede uma informação e você lhe dá um retorno, você está sendo solidário. E eu acredito nessa web, colaborativa e humana. Em alguns momentos, nossas timelines se enchem de piadinhas, lol, wtf, trollagens e afins, mas em outros vemos esses exemplos de comportamento solidário.

Obrigada ao Marcelo Militão, à Cláudia Belhassof, à Cláudia Simas e ao Renato pela contribuição via twitter. Ah, e ao Guto, que me contou que uma vez ganhou ingresso pro show do Kiss chorando as pitangas no twitter.

E vocês, lembram de ações solidárias que tenham dado certo nas redes sociais? Compartilhem conosco. :)

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Estrangeiros na conexão urbana

Pulicado em 26 fevereiro 2010 por Cátia Andressa da Silva

Quem circula pelos transportes urbanos [vans, ônibus e metrôs] nas grandes cidades, já deve ter percebido o número cada vez maior de indivíduos entretidos com seus laptops, smartphones, ipods, mp3s e-readers e afins… ou não deve ter percebido porque também estava mergulhado na sua própria conexão multimídia. Eu mesma já saio de casa com meus fones no ouvido, meu livro e meu celular e, muitas vezes, sequer vejo se a casa do vizinho está aberta, quem estava na parada de ônibus, muito menos quem embarca durante o meu trajeto.

Se por um lado é ótimo que as tecnologias estejam cada vez mais acessíveis e a tal inclusão digital se torne realidade, por outro, esse mergulho no poço urbano torna a todos “solitários” no meio da multidão. Deixo claro que este não é um texto maledicente à tecnologia, com aquele blá blá blá saudosista e vazio de que ela afasta as pessoas. Seria completamente incompatível com esse espaço, nesse blog com esse nome, com a forma com a qual me conecto. São apenas reflexões sobre a tecnologia e a sua importância na inerente solidão das grandes cidades.

Existe um autor que eu considero um dos clássicos mais relevantes, George Simmel, que aponta os indivíduos nas grandes metrópoles como estrangeiros, acuados com a multidão. Simmel diz que cada vez mais nos tornamos anímicos e intelectualistas, guardando pouco do sentido coletivo e racionalizando nossas condutas de forma sistemática. Todos nós já encerramos uma discussão argumentativa com uma pesquisa rápida pelo Google ou pela Wikipédia, não permitindo assim contestações e abalos à nossa ordem psíquica.

Cada vez mais assumimos posturas que não permitem envolvimento propriamente dito com a cidade, com os micro-sistemas dos quais fazemos parte, porque assumimos, de certa maneira, um caráter blasé, mais centrado no “autoprazer”, mais distante dos ambientes menos intensos e acelerados. O ritmo frenético das cidades nos força a acompanhá-la, ainda que à distância. Nossas ferramentas tecnológicas, essas mesmas supracitadas, nos fornecem a informação, a distração e a companhia que supostamente precisamos.

Hoje em dia, não nos tornamos clientes habituais de um café se ele não nos oferecer um wifi livre, para que possamos mergulhar nas nossas pesquisas e relatórios ao mesmo tempo em que saboreamos um cappuccino ou um espresso. Quando vamos comprar um novo aparelho de celular, ao pesquisar sobre planos, os serviços de dados, tanto ou mais quanto minutos ou sms, se tornam imprescindíveis para a efetivação da compra.

Você neste momento pode dizer “Eu não deixo de viver por causa de tecnologia, por causa do meu computador, isso é papo furado”. Ok, mas pense em quanto das suas horas de lazer você ocupa com algum tipo de eletrônico. Pense também em quantas horas do seu dia de trabalho você está envolvido com algum gráfico ou texto ou projeto, enfim, no seu computador… agora pense em quantas horas do seu dia você passa conversando com seus familiares, com seus colegas e amigos em um bar, sem se preocupar, minimamente, com algum e-mail que você espera. Quanto tempo do seu dia você passa de pernas pro ar, sem produzir nada? Como eu falei anteriormente, esse post não pretende criticar essa forma de viver nas grandes cidades e o uso da tecnologia, mas apontar exemplos e situações que podem ser refletidas, olhar para momentos em que a tecnologia passou a ser protagonista de nossas condutas e perceber se isso não nos afasta mesmo dos prazeres da vida analógica.

Quando você se apaixona por um autor, você costuma fazer analogias com a obra desse e as situações com as quais você se depara. Esse é um esboço inicial de apenas uma das analogias que eu faço com Simmel, assim como faço seguidamente com Foucault, ou Sartre…

Enfim, essa reflexão não se encerra aqui, ao contrário, devo retomá-la em breve. Mas antes, me digam se compartilham de alguma maneira desse olhar ou se discordam totalmente dele. Pode ser uma boa maneira de uma boa discussão se iniciar, transformando em boteco ou café ou universidade, as páginas desse blog. ;)

Beijocas.

Quando o post já estava supostamente pronto, o Fly me mandou esse vídeo, e parece que o sujeito traduz uma parte dessa reflexão:

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And the Oscar goes to…

Pulicado em 19 fevereiro 2010 por Amanda Magalhães

tcharararaaaaan…

Ok. Não tem Oscar nenhum. :(

Mas o fato é que sim! A campanha deu certo! A Barbie engenheira da computação foi uma das vencedoras da votação da Mattel (votação a qual eu falei a respeito aqui)!

E veja bem, a nossa vencedora:

Engenheira da computação - Barbie

Na minha opinião, ela está bem marmotinha. Bem acertei ao apostar nos acessórios cor de rosa. Mas vindo da Barbie, isso é mais do que normal, certo?

E assim… posso até estar enganada mesmo (me corrijam caso eu esteja), mas não tem engenheira da computação nenhuma que trabalhe assim! hahaha! Não digo que vamos trabalhar todas mal arrumadas (o que também não é verdade), mas brilhinhos e paetês? Exagerou né?

Mas de qualquer maneira, continuo achando muito interessante a iniciativa da Mattel de tentar inspirar mais as garotas. E eu espero mesmo que isso traga mais mocinhas pra nossa profissão.

Só espero, de verdade, que elas não venham vestidas assim. E quem é de TI vai entender por que. Né? ;)

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Happy Valentine’s Day

Pulicado em 14 fevereiro 2010 por Raphaella Quarterone

Por que até hoje os caras podem achar que a mulher perfeita é aquela que brincava de Barbie, que lia Cinderela e que hoje, arruma-se o dia todo, é vaidosa ao extremo, e que é até engraçadinha por preferir novelinhas à futebol e por ter como suas próximas metas um sapato novo, uma bolsa nova, uma festa nova e onde os degraus de sua vitória resumem-se à popularidade, status, e beleza crescente proporcional ao avanço de sua idade. Podem achar que esta é a mulher que mais pode amá-los, pois de certa forma os aceitam como são, e assim, não irão contestá-los em nenhum ponto quanto aos seus gostos e preferências. Ficará sempre ali, como um ornamento, enfeitando sua vida feliz.

LEDO ENGANO.

Caros leitores, não há amor maior que o amor nerd. Primeiro porque, devido ao insucesso na vida amorosa obtido na adolescência, nerds aprenderam a valorizar pessoas de caráter, de conteúdo e de honra. Desta forma, se você foi o sortudo pelo qual determinada garota nerd se apaixonou, dê graças e valor a isso. Pois além de hoje sermos vaidosas, simpáticas e bonitas, somos a melhor companheira que você pode ter. Conhecemos muito bem a moça que perdeu um sapatinho de cristal à 00:00, mas assim como você, acreditamos que problema mesmo seria perder o joystick do seu Xbox. Conhecemos a boneca que passava o dia trocando de roupas e penteando os cabelos, mas assim como você, ainda preferimos acompanhar o dia-a-dia de Chun-Li derrotando seus adversários um a um.
Além de manter nossa feminilidade em nível suficiente para conquistá-los, também sabemos debater sobre Marvel x DC, DS x PSP, Nintendo x SEGA, e não há nada mais empolgante do que conversar sobre o que gosta e com alguém que conheça o suficiente para sustentar uma discussão além da velha e maledeta DR.
Somos companheiras, cuidadosas, inteligentes. Defendemos nossos ideais e nossas cadeias carbônicas como Copérnico defendeu a rotação da Terra em torno do Sol. E é assim que defendemos nosso amor, nossa relação e defendemos a quem amamos. Com lealdade, fidelidade e conhecimento suficiente pra bater com o punho na mesa e dizer: Eu ainda acredito que há um Superman em você!

Neste Valentine’s Day, não desmereça sua nerd, pois esse amor é incalculável. ;)

Pra quem não entendeu onde entra “Design” neste meu post, trouxe pra vocês um presentinho de Nerd Valentine’s Day:

Clique e faça o download do tema Nerd Love pro Twitter ou mesmo pro seu Desktop ^_^

Ame sua nerd!

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Todo mundo junto e misturado

Pulicado em 11 fevereiro 2010 por Camila

De férias, mas sem deixar a disciplina de lado, to aqui, escrevendo meu post em uma conexão mega lenta…

Faz horas que queria falar disso pois tive a dica do @tiagomx sobre uma tendência para o ambiente de trabalho: todo-mundo-junto-e-misturado [não, não to falando de nenhuma bagunça].
Isso mesmo, em vez de baias e paredes, toda a galera em único lugar – os “espaços ágeis”.

Na hora isso me fez lembrar das metodologias ágeis para a gerência de projetos, onde os times são formados por pessoas de áreas diferentes, multidisciplinares e trabalham lado a lado no projeto, cada uma conhecendo bem o que a outra faz. Bacana, não?

Somando-se a isso aquela idéia de dupla de criação também deve ir por água abaixo, o négocio é todos que fazem parte do projeto participarem desde o início. Dêem uma olhada no slide 38 – Os 47 mandamentos das pequenas agências digitais.

Sou a maior defensora que todos do projeto devem participar desde o início, assim com certeza as informações necessárias para o bom andamento do projeto fluem naturalmente.

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Do Twitter como potencializador de afetos

Pulicado em 27 janeiro 2010 por Cátia Andressa da Silva

Peço licença pra falar de uma experiência pessoal nesse meu primeiro post para o Garotas Nerds. Quero falar sobre o Twitter como potencializador de afetos.

Além de todas as infinitas possibilidades comerciais e profissionais do Twitter, como ferramenta de divulgação, compartilhamento de conceitos, instrumento de comunicação, etc., a ferramenta tem o poder também de aproximar pessoas e dali surgirem belas amizades, paixões, amores… a Carol e eu nos conhecemos mesmo pelo Twitter e a partir dali descobrimos afinidades, passamos madrugadas papeando no GTalk e foi através disso que ela me convidou pra escrever aqui.

Criei meu perfil na rede em março de 2009 e cerca de um mês depois, ‘conheci’ o Tiago. Não sei como passamos a seguir um ao outro, mas lembro que nossa primeira discussão que começou no Twitter e se estendeu ao MSN foi sobre cinema, mais especificamente sobre Woody Allen. A partir desta, vieram outras sobre nossas áreas de atuação profissional, nossos cotidianos, nossos gostos musicais e literários, nossos estudos, enfim. Nasceu ali uma amizade “virtual”. E ela foi potencializadora e permitiu que uma série de outros afetos e amizades entrassem na minha vida.

Pelo Twitter do Tiago, aos poucos passei a me relacionar virtualmente com outras pessoas, com quem trocava links interessantes, com quem dava boas gargalhadas, com quem travei algumas interessantes discussões virtuais. O círculo foi se ampliando até que em setembro, o Fabrício, meu melhor amigo, e eu resolvemos ir para Florianópolis, participar do Kommbo, evento sobre mídias sociais e web 2.0 que a start-up da qual o Tiago é sócio organizou. Nesse evento, conhecemos muitas pessoas com que já travávamos contato à distância, ou seja, muitas @s se materializaram. Ali descobrimos mais afinidades e empatias incríveis. Dentre essas pessoas, estavam a Neide, a Lu e o Alexandre. Esses três, junto com o Tiago, nos receberam no evento, na empresa e em suas vidas. Não esquecemos do café e do jantar no dia seguinte, movido a bons papos e conhecimento. A partir do momento em que estivemos juntos, os elos foram se fortalecendo e nos tornamos mais próximos, mais amigos, no sentido bonito da palavra.

Em novembro, a Neide veio pro Rio Grande do Sul, na Bienal e na Feira do Livro e nós tivemos o prazer de recebê-la num churrasco [também de amigos que se conheceram pelo Twitter], num domingão delicioso, regado a cervejas, caipiras e banho de piscina na casa da Sara. Ali ficou combinado que iríamos logo passar uns dias com ela em Floripa. Pois bem, os planos do Fabrício e eu eram de irmos no réveillon, mas por motivos pessoais e profissionais, acabamos não indo.

Mas eis que na semana passada, decidi tirar uns dias pra espairecer e escolhi justamente Floripa. A Neide ofereceu sua casa e segunda à noite embarquei no ônibus e fui, com planos de descansar, espairecer, pensar na vida e especialmente, encontrar com ela e com outras pessoas queridas do Twitter, que agora já faziam parte da minha vida. E ela me recebeu. E aqueles amigos que eu havia conhecido no kommbo me receberam. E outras pessoas próximas à Neide, ao Tiago, à Lu e ao Alexandre me receberam. Me acolheram. Logo na primeira noite, tive uma noite sensacional numa temakeria, onde tive o prazer também de conhecer o Galeno, a Dessine e o Maurício Serafim, além de reencontrar o sempre divertido, ligado e boa gente Jorge Campos.

A partir daquela noite, foi uma semana muito prazerosa, de novos encontros e reencontros. De pouco sol, mas iluminada. E eu cheguei de volta à minha casa hoje de manhã muito mais leve, com a cabeça renovada, como quando voltamos de uma semana de férias felizes.

Então… esse breve relato pessoal foi pra enfatizar que num momento em que, inegavelmente, vivemos mais sozinhos, isolados, seja por causa de nossos trabalhos e vidas corridas, seja por medo da violência urbana que nos aprisiona [aliás, o post da Camila relatando seu assalto faz refletir sobre isso], a internet e suas vias de comunicação podem ser também interessantes maneiras de conhecer gente, de fazer amigos, naquele sentido essencial da expressão. O Twitter tem esse efeito aglutinador de afinidades e, felizmente, isso extrapola o viés “comercial” e adentra nossas vivências.

Agradecimentos pelo bem estar em Floripa, além dos supracitados, ao amado @EduBaldan, ao @frankmaia, à @libidibi, à @cibeleggodoy, ao @cambalhota, à @necagamarra [mesmo que não tenhamos conseguido nem tomar um café], à @lauanaghiorzi, ao @delcastanher e a todas as outras @s e não-@s que me garantiram sorrisos.

[Na foto, da esquerda para a direita: @JorgeCampos, @tiagomx, @mauricioserafim, @sininho115, @trektrek, @ascatia [eu], @neiducca e @OneLag]

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Surpresa! Isso é um assalto…

Pulicado em 25 janeiro 2010 por Camila

Surpresa! Isso é um assalto...Sexta passada, dia 23 de janeiro, um colega de trabalho reuniu um pessoal para a sua despedida, ele vai começar vida nova em outra cidade e em outra agência. Resolvi ir, tranquilo assim. E estando lá, chamei uma amiga minha, que mora perto do bar onde estavamos para me encontrar lá. Blz né?
Aí ela me diz para passar na casa dela depois que de lá iriamos sair para uma alguma festa….Não cheguei a confirmar que iria, mas os meus planos eram de sair do bar e ir na casa dela.

Bom, era umas 23h15 quando resolvi ir embora, me despedi do pessoal, tranquilo assim, meio com sono, mas com vontade de sair…Eu sai do bar pensando em me localizar melhor para saber se poderia ir a pé ou pegar um táxi..afinal a minha amiga morava muito perto dali, eu só não sabia direito pra que lado..enfim resolvi ir até a esquina (no caso eu estava na Rua Sarmento Leite, bairro Cidade Baixa em POA e fui até a Perimetral).

Chegando na Perimetral, eu vi uma mulher (da qual lembro bem) e mais duas pessoas na parada de ônibus, e a rua estava bem iluminada..logo conclui que poderia ir mais um pouco adiante, assim verifiquei que seria perigoso continuar sozinha, o caminho até a casa da minha amiga tava muito vazio e daria umas duas quadras da onde eu tava, então comecei a voltar, até avistei um táxi passando ali, e ainda pensei “vou pegar um táxi por aqui mesmo”, mas não deu tempo, foi eu dar uns dois passos e dois caras me abordaram, um deles tinha uma faca, realmente não consigo lembrar do rosto deles, nem do que eles me disseram..Um deles puxou a minha bolsa, enquanto o outro me segurou, e em reação eu acabei segurando a bolsa, aí o segundo me segurou pelo pescoço, com a mão que estava com a faca e o outro pegou a bolsa, aí ele me derrubou no chão. Na hora, a única coisa que me passou pela cabeça, foi em voltar para o bar e falar com os meus amigos, dali eles me levaram para a fazer o boletim de ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento (Av. Ipiranga, 1805) e depois para o hospital, pois eu tinha batido a cabeça e o cotovelo.

Bom aí vocês me dizem, “puxa vida, você saiu sozinha aquela hora!”, sim eu saí, como sempre faço, sempre fui pão-dura demais para pegar um táxi e andar uma quadra e nunca fui medrosa o suficiente para não sair assim, se expondo. Logo, deu no que deu. Um dia aconteceu. Quando a gente menos espera.
É uma sensação muito estranha, um susto muito estranho. Podia ter sido pior, se eu tivesse continuado caminhando até o viaduto e resolvido atravessar por baixo…

O sentimento é uma mistura de medo e de raiva, de mim mesma, por não ter me cuidado, e raiva de quem fez isso. Também me sinto estranha ao sair na rua, sensação esquisita de medo. E é claro, até o momento, essa historia está em loop na minha cabeça, mas aos poucos vai diminuindo…
E ainda, só para ajudar, no local onde fiz o registro da ocorrência, a má vontade de quem me atendeu era gritante. Foi foda. Aí você vê, quem está cuidando de você. Acho que ninguém.

No sábado, um senhor me ligou dizendo que tinha encontrado os meus documentos, morri de medo. Segundo a minha roomatte, que conhece quem já passou por isso, poderia ser o próprio assaltante, ainda tentando extorquir alguma grana. Então, antes de ir buscar meus documentos resolvi ir na delegacia, pedir alguma instrução, ou ajuda. Preciso mencionar a má vontade no atendimento? Durante as férias, nos finais de semana não tem policias de plantão na 1ª Delegacia de Polícia Civil, logo não tinha quem me acompanhasse. Então ligaram para a delegacia onde fiz o registro da ocorrência, mas não tinha viatura…Assim, me disseram para procurar a Brigada Militar. Cheguei a ir em um posto, no Centro de POA, e me instruiram que ao chegar no local onde eu ia pegar meus documentos, eu deveria ligar para o 190. Mas no final, foi tudo muito tranquilo, não era um dos assaltantes (não lembro do rosto, mas eram guris novos) e nem pediu dinheiro por isso.

Talvez tenha sido exagero meu falar com a polícia para ir buscar meus documentos, mas foi difícil não sentir medo. Várias vezes ao lembrar do fato, eu chorava, e juro que não tava pensando no celular, nem no mp3 que eu perdi…nem na minha agenda, nem no chaveiro que eu “compartilho” com a minha melhor amiga, a quase 10 anos, simplesmente vem aquele aperto…

De fato, nunca pensei que isso fosse acontecer, e com certeza já aconteceu de maneira muito pior com outras pessoas. Eu podia ter agido diferente, é o que eu mais penso, mas aconteceu e não tem como voltar atrás. E como já disse, se foi ruim desse jeito para mim, que na verdade saí inteira da história, imagine o que não sente quem é torturado, estuprada…assim….de graça? Não é nada boa a sensação de ser segurado a força por uma pessoa com uma faca na mão…

E é engraçado como as vezes leva tempo para conseguirmos alguma coisa…e podemos perder assim tão fácil e tão rápido. Tem uma frase, que eu sempre levei comigo: “tudo o que nós temos, pode ser tirado, mas tudo o que nós sabemos, ninguém nos tira”, é mais ou menos isso…Logo, vale mais todas as experiências que passamos, boas ou ruins, todos os momentos com amigos, todas as viagens, livros que lemos…do que qualquer outra coisa. Coisas podemos perder e depois adquirir mais e outras, mas conhecimento, experiências…só aumentam.

Eu espero a ter aprendido a ser mais cuidadosa e que a minha vida vale mais do que qualquer coisa que cabe dentro de uma bolsa ou uma corrida de táxi de 5 pila…

E eu havia pensado em outros temas para esse post (talvez o mais sincero que já escrevi), mas esse foi o único assunto em que consegui pensar o final de semana todo. Acho que não preciso dizer o porquê.

#bjosmetwitta pois ainda to sem celular.

E a quem possa interessar: quando se encontra objetos nas ruas ou em qualquer local, roubados ou perdidos, deve levá-los aos Correios, na sede Central (pelo menos aqui em POA) e quando a Polícia encontra algo nas investigações, essas ficam na 1ª Delegacia de Polícia, localizada na Rua Riachuelo 613, no Centro (talvez se encontre também em outra delegacia, mas você tem que correr atrás, não te dão retorno sobre nada).  E é claro que ninguém na Delegacia de Pronto Atendimento (nesse local é só se faz o registro da ocorrência e algumas prisões) fez questão de me explicar isso, eu tive que perguntar várias vezes.

p.s: pelo menos a imagem que ilustra o post tinha que ser engraçada neh?

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Barbie engenheira da computação: WTF?

Pulicado em 19 janeiro 2010 por Amanda Magalhães

Então que ontem, uma manhã de segunda muito produtiva (eeer, ou não) eu recebo um link de um amigo de um site bem, digamos, bobinho.

Ele me manda o site da Barbie e me diz: “vota aí. engenheira da computação”. Eu pensei a princípio que fosse alguma zoação. Mas não minha gente. A Mattel se vangloria pelas mais de 120 carreiras da boneca e pede nossa ajuda para escolher a próxima.

Entre as opções, está lá: “Engenheira da Computação”. E a descrição da profissão: “Engenheiros de Computação possuem várias habilidades. Eles podem fazer tudo, desde construir computadores a fazer video-games!”

Que gracinha né? De todas as opções, a que eu fiquei mais curiosa para ver como seria a Barbie é essa (por que será, né?). Primeiro por que deram a entender que os(as) Engenheiros(as) da Computação são SuperPessoas que fazem tudo. E eu fico tentando imaginar também, qual será a roupinha dela. Uma camisa de botões e óculos de aro preto? E os acessórios? Será somente um computadorzinho rosa? Um laptop rosa? Ou ferramentas, já que eles podem fazer tudo?

Eu sei que já sou bem grandinha e nem gosto mais de Barbie, mas eu votei. Votei por que quero ver qual será o estilinho engenheira da computação de ser da dona Barbie. Quero ver qual é o estereótipo que temos perante a indústria. Principalmente quando esta indústria é a Mattel e já possui seus próprios estereótipos de mulher perfeita, loira, linda e que tem tudo cor de rosa. E isso é só meu fator curiosidade agindo.

E outra, você já pensou, a Barbie engenheira ganha? A quantidade de garotinhas falando “Mamãe eu quero ser engenheira da computação quando crescer!”. Tomara que pelo menos, traga boas profissionais para nossa área. ;)

Ficou curioso para saber qual poderia ser o resultado dessa bizarrice? Vote também: http://www.barbie.com/vote/!

E valeu , pelo link! =*

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Uma salva de palmas para Yvonne Maggie!

Pulicado em 13 dezembro 2009 por Amanda Magalhães

Fotografia no Garotas Nerds.

Eu estou mesmo bem afastada do blog, assumo. Tenho passado por um monte de coisas, inclusive uma reforma em casa que tem, literalmente, me tirado o sono. Sem contar no trabalho, freelas, fim de ano e etc. Então me falta um pouco de tempo para atualizar e principalmente pra pensar num assunto interessante a publicar. Mas anyway…

Hoje, conversando com meu amigo Diego, ele me enviou este link.

Depois de ler, me senti uma alienada, por não conhecer ainda a Yvonne e comecei a procurar coisas sobre ela. Li alguns artigos e, de verdade, me deu vontade de bater palmas para ela.

Mulher, antropóloga e professora, extremamente inteligente que defende suas idéias com uma coerência impressionante e faz com que você enxergue seus argumentos com uma clareza tão grande, que fica tentador acreditar nela. Tá bom, sou suspeita pra falar, já que para os artigos que li, minha opinião era a mesma dela, mas com certeza, agora meus argumentos a respeito estão bem mais ricos.

Pra quem não clicou no link, ou sei lá, resumo: a Yvonne foi considerada pela Veja uma das pessoas mais influentes, no quesito formadora de opinião, do Brasil.

Eu concordo efusivamente com a Veja e sei que a Yvonne já ganhou uma – ou mais uma, melhor dizendo – fã. ;)

Como leitura complementar, segue o primeiro artigo que li dela, hoje um pouco mais cedo. É um pouco antigo (2005), mas é incrivelmente atual.

Termino então, com uma citação do blog No Race BR, que diz:

Yvonne é um exemplar estímulo para a luta sofisticada das idéias embasadas em conhecimento que na prática personifica a máxima guevariana que deve nos orientar contra os defensores da ´raça´ estatal: ser firme, duros, se e quando necessário, sem perder a ternura, jamais!

e claro, com uma salva de palmas para a Yvonne! Certamente hoje eu ganhei mais uma pessoa em quem eu posso me espelhar.
clap, clap, clap, clap, clap! :)

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A vida imita a arte, a arte imita a vida?

Pulicado em 01 dezembro 2009 por Leonardo R.

Algo assim.

Minha mãe faleceu em setembro. Deixou aluguel da casa, contas mil e 5 ‘irmãs’ pra criar. Explico: 3 gatas e 2 cãs.

Às vezes realmente penso que estou vivendo coisas dignas de seriados e reality shows por aí. Dá até vontade de sair eliminando minhas companheiras: “Elimino a Belladonna, minha boxer mais nova, por ter arrancado as roupas brancas do varal e passeado com elas num dia de chuva” ou “Escolho a prateleira da sala, que resolveu cair às 3 da madrugada quando estávamos acabando de arrumar a sala”. Pensem em “A Fazenda”. É pior, com a diferença de que não estou com nenhuma celebridade (homem bonito tem meu namorado aos fins de semana!) muito menos ganhando carro e dinheiro. Nem piscina – até pouco tempo nem banho de mangueira podia porque a Belladonna tinha comido a única mangueira meses antes, realizem.

“No limite”? Vou te contar o que é isso de verdade: dar descarga no banheiro com balde e ficar com o chuveiro queimado, no mesmo dia. Já fazem umas 3 semanas que eu não sei o que é água morna, e faz diferença mesmo quando está muito calor, acredite. Também tem as trapaças das concorrentes, ou cenas praticamente saídas de “Friends”: namorado e eu tomando banho (quando o chuveiro ainda funcionava), gata mais nova entra, solta gases e vai embora. Sim. Gatos também têm gases, e resolvem empestear o banheiro com eles quando você está lá.

A net virou discada. Mas meu maior pesadelo vai ser se cortarem a luz, porque daí não poderei mais jogar Katamari e Kingdom Hearts. Porque banho frio eu já tomo, mesmo.

É o ’show da vida’, como disse algum apresentador por aí. Acho que eu deveria espalhar webcams pela casa e vender meu próprio programa, garanto que risada não ia faltar…

obs.: o chuveiro não está queimado, são os fios que estão com problema. Nerd que é nerd se vira de algum jeito pra arrumar, certo? ;)

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