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Artistas do Século XXI: Miguel Mejía

Pulicado em 01 agosto 2010 por Raphaella Quarterone

Continuando a Série Artistas do Século XXI, hoje trouxe a vocês um preview encantador dos trabalhos de Miguel Mejía =D

Miguel é formado em Design Gráfico pela Universidad del Valle de México, e começou a jugar con las artes grafitando pela Cidade do México. Logo de cara nota-se que, assim como diz, sua  inspiração vem da cultura trash, do underground e do grafitti, mas o thãrãn principal dos trabalhos de Miguel é a cultura mexicana trabalhada de forma contemporânea, ao mesclar elementos históricos e mitológicos na criação de seus personagens.

Com as cores quentes e contornos reforçados, Miguel passou a enfeitar os muros da cidade com imagens sobre um cotidiano surreal, onde todos usam as máscaras mexicanas, seja por mito, religião ou mesmo cultura.

Hoje o designer ilustra campanhas publicitárias mundo afora.  Além do México, suas artes são publicadas na Colômbia, Alemanha, Itália, Inglaterra, entre outros países, além, é claro, de ter suas mostras de Arte (que apresentam de telas a peças) viajando pelo mundo.

Eu particularmente adoro essa mistura de grafitti underground com a valorização da cultura do país =) E vocês, o que acham?

Vale a pena visitar: Flickr, TwitterFacebook e Blog =D

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Pascal Monaco 35MM

Pulicado em 24 julho 2010 por Cátia Andressa da Silva

Ele tem 23 anos e arrasa no motion design. A bola da vez é Pascal Monaco e o vídeo 35MM, em que imagens de filmes favoritos dele e de seu grupo de trabalho são apresentadas na animação em 2 minutos. O alemão, que vive na Itália, é ilustrador e design.

Conceito/Layout: Sarah Biermann, Torsten Strer, Felix Meyer, Pascal Monaco
Animação: Felix Meyer, Pascal Monaco
Som: Torsten Strer

Outros trabalhos bárbaros de Pascal são rules were made to be broken… e o fofo Benedict the Panda. Mas você pode conhecer mais um monte de outras invenções do geniozinho, clicando nos [não]lugares dele na web:

Blog
Portfólio
Vimeo

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Cores de Frida Kahlo*

Pulicado em 09 julho 2010 por Cátia Andressa da Silva

Na terça-feira, 6 de julho, foram comemorados os 103 anos do nascimento da pintora mexicana Frida Kahlo. Sua importância histórica é tamanha, que o Google a homenageou com um doodle na homepage.

Lembro de conhecer a artista por um pôster no escritório da casa da minha professora de artes, por volta dos meus 12 anos. Ficava olhando para aquelas multicores, para aquelas associações entre a mulher, as flores, os animais… era encantador! Ali eu, verdadeiramente, me apaixonei por Frida.

Frida Kahlo teve uma vida conturbada, marcada pela tragédia, que foi de uma poliomelite na infância a graves acidentes. Com isso, pés e coluna foram seriamente comprometidos, causando uma série de entraves. Sua vida foi um convívio constante com a dor. Aliás, uma leitura interessante sobre a dor e a sua relação com a arte e o prazer está no livro A Vontade de Poder, de Nietzsche. Há um capítulo inteiro dedicado ao tema.
A vida amorosa de Frida também merece atenção. Bissexual assumida, casou-se aos 21 anos anos com o muralista Diego Rivera, teve vários casos com mulheres que frequentavam as famosas festas na Casa Azul [que hoje abriga o seu museu] e, durante uma das inúmeras separações de Diego, teve um caso com Leon Trótski, quando este esteve refugiado por conta da sua expulsão da União Soviética. Trótski foi assassinado neste mesmo período. Diego também manteve uma vida amorosa bem agitada, tendo um caso, inclusive, com a irmã de Frida. Seu relacionamento era uma explosiva mistura de amor e ódio, bem retratada nas biografias da pintora, que serão referenciadas no final do post.

Há muito na vida de Frida Kahlo que merece destaque, mas preciso destacar algumas de suas obras. Vibrante, Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón foi classificada como parte do movimento surrealista, embora em algumas passagens tenha negado os rótulos, afirmando que sua pintura era “sua vida, sua dor”.
Uma das obras que mais me emocionam é “A Cama Voadora”, de 1932, que a retrata em uma cama de hospital, após a perda de um de seus filhos, frágil, doente, pequena… pela coluna quebrada, Frida tentou engravidar muitas vezes, mas todas elas, sem sucesso.

O auto-retrato “As duas Fridas”, de 1953, transmite a sua angústia pela amputação de uma de suas pernas e a dificuldade de querer viver. Naquele momento, seu coração, que pertencia a Diego, a mantinha viva.

As obras e a vida de Frida dariam muitos e longos textos, sob os mais diversos aspectos. Como o espaço de um blog limita o desenrolar, recomendo FORTEMENTE a leitura de duas obras fundamentais para conhecê-la:

1. O raríssimo e obrigatório O Diário de Frida Kahlo: um íntimo retrato. Obra envolvente, fortíssima. Sua leitura foi uma experiência muito significativa na minha formação.
2. De sua amiga Hayden Herrera, Frida: uma biografia de Frida Kahlo. Essa biografia é certamente a mais próxima de todas as que foram escritas, mais rica de detalhes e verossimilidade. Inclusive, foi ela a inspiradora do belo filme Frida, produzido e estrelado por Salma Hayeck, em 2002. A trilha sonora original do filme é INCRÍVEL!

E finalmente, um site completo sobre Frida Kahlo, onde estão detalhadas suas obras, os livros a seu respeito, filmes e outros links relevantes.

*O título desse post foi retirado de um trecho da música Esquadros, de Adriana Calcanhoto.

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Artistas do séc XXI: Ben Heine

Pulicado em 25 abril 2010 por Raphaella Quarterone

Da mesma forma que adoro estudar sobre a história da arte e saudosos artistas dos séculos passados,  devo admitir que vivo em busca de artistas contemporâneos, versáteis e que resgatem um pouco da verdadeira arte além da mesmice desse mundo em que todos se dizem “dizáineres”.

Sendo assim, inicio hoje aqui no GN esta série de posts – Artistas do séc XXI – onde trarei mais sobre o trabalho de nomes ainda não tão renomados quanto Botticelli, Da Vinci ou Picasso, mas que certamente – guardadas as proporções – são grandes aprendizes desse talento artístico que tanto admiramos, e, portanto, devem ser reconhecidos.

Hoje, vamos começar com Ben Heine, bélgico e artista quaaase completo: pintor, ilustrador e fotógrafo, mescla em suas criações elementos reais provenientes de suas fotografias (geralmente paisagens, animais e demais personagens que representem a natureza) com ilustrações, vetores, cores e formas que agregam um riquíssimo surrealismo à arte final,  que sempre finaliza por nos instigar e atrair por horas a fio com os olhos grudados nas imagens.

Eu particularmente AMO surrealismo, e encontrar um artista que saiba fazê-lo de uma forma tão pacífica e esclarecida, foi uma grande alegria. Nada de confusão ou dúvida, Ben sabe muito bem o que faz e conquista sem intrigar.  Sem mais babação-de-ovos (rsrs), selecionei uma série de criações em especial: Pencil vs Camera onde o artista desenha à lápis, em pequenos pedaços de papel, trechos de paisagens e a completa com esses desenhos em uma única fotografia, criando as composições criativas e divertidas que veremos adiante:

Estas imagens são só um aperitivo desta série de composições, e não representam nem 1/3 de tudo que o artista exibe em seu Flickr.

Visitem e se encantem!

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Shadow Art

Pulicado em 14 março 2010 por Raphaella Quarterone

Vocês se lembram das brincadeiras que fazíamos com as mãos para projetar animais e monstros na parede? Pois é. A brincadeira profissionalizou-se em mãos de artistas super criativos, que a partir de lixo (sim, lixo!), cacarecos e bugigangas, fazem imagens lindas!

Denomina-se Shadow Art trabalhos esculturais tridimensionais elaborados categoricamente com foco na projeção bidimensional – sombras – de imagens artísticas e/ou reproduções simples. Sem mais delongas (porque ainda tenho falado muito em posts sobre imagens, rs) podem babar agora:

Soma de elementos numéricos sólidos e ângulo de luz correto: Garota na Sacada

Cubo de vidro com elementos espalhados criam três imagens diferentes, em homenagem a Andy Warhol

Aglomerado de lixo dá vida a dois… boêmios.


Dá pra acreditar que papel com leves “amassadinhas” nas áreas corretas projeta rostos?


Cacarecos projetam … Os Pensadores? Os Emburrados? rs

Sabia que um ! pode se tornar um ? ?


E agora o gran finale pra qualquer nerdinho: Lego \o/

O que me impressionou além da perfeição das sombras projetadas, foi o fato de nenhuma escultura realmente formar a imagem da sombra. Conseguimos identificar, claro, alguns detalhes, porém podem ter certeza (e tomar cuidado) que se sua mãe entrar no quarto e ver um monte de bugig… digo, elementos artísticos, sua tentativa de shadow art será varrida.
De qualquer forma você pode buscar por “shadow art” no You Tube, e verá que grandes artistas plásticos não estão de brincadeira. Até softwares para elaboração de peças para projeção de sombras artísticas já foram criados!

E aí, quem se arrisca? ;)

Dica de post: @_vonnatur
Créditos: Beautiful Decay

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As nerdices de Monalisa

Pulicado em 28 fevereiro 2010 por Raphaella Quarterone

Por trás da obra há … thãrãrãrãmm: matemática.

Por ser muito observadora, desde a infância aprecio obras de arte, mesmo que, pra todos nós este conceito seja relativo. A princípio não compreendia o encanto que as pessoas tinham por determinada tela ou escultura, mas sempre busquei entender o porquê de tanta fama em alguns casos. Por que Van Gogh é tão aclamado, se nem trabalha traços e pinceladas uniformes e perfeitas, e como consegue, mesmo assim, deixar suas telas magníficamente legíveis? Por que Monet é tão venerado, sendo que artesãos da Pça da República trabalham o Impressionismo otimizado daquilo que ele apenas foi até o fim do alfabeto? Aprecio as obras destes artistas, mas buscar entender o contexto histório, social, indivisual e até emocional sempre foi parte de mim.

Vocês devem estar surpresas por eu não ser do tipo que somente aprecia e se ofende quando há questionamento sobre alguma obra. Mas tenho certeza que também já pararam pra pensar nisso. Somos nerds, e ser nerd é questionar, não é mesmo? Também aprecio o incompreensível – como Picasso, que muitas vezes trabalhou propositalmente para que fosse questionado, mas talvez seja devido a ele que minha sede por esclarecimentos pondera.

Sobre grandes e famosas obras, a maior questão dos meus 21 anos de vida é: Por que Monalisa é tão popstar? A tela é perfeita? Sim. As pinceladas são uniformes e o jogo de luz e sombra em volume é perfeito? É. As bases do Renascimento estão sendo seguidas? Sim. Mas cá entre nós … pintura fotográfica – por mais que seja dificílimo de se trabalhar – é tão perfeitinho que aos meus olhos é entediante. Na época não era comum, mas na época não foi tão aclamado quanto em tempos posteriores, então nem isso justifica. A fama que seria, tecnicamente, decrescente devido aos avanços da própria tecnologia, seguiu o caminho inverso e me deixou com este ponto de interrogação em minha mente. Teorias sobre seus olhos onipresentes viajaram entre pactos satânicos até estudos sobre cores, mas nada muito convincente e concreto

Até que, recentemente, foi publicado o cálculo da tela de Monalisa, seguindo os conceitos dos cálculos de Fibonacci e a Razão Áurea, trabalhada em Retângulos Ouro, por Leonardo da Vinci. Agora vocês vão entender direitinho:

Leonardo de Pisa, também conhecido como Fibonacci, desenvolveu cálculos para compreender a sequência numérica da reprodução de coelhos, e este estudo rendeu muito conhecimento útil para diversas áreas. Nas artes, os retângulos formados pelo cálculo onde somam-se dois números anteriores para formar o subsequente deram origem aos Números de Ouro, que formam os Retângulos de Ouro. Estes retângulos foram encontrados em vários elementos naturais, comprovação que também deu origem ao nome Razao Áurea ou Secção Áurea, pois passaram a acreditar que o cálculo que dava origem à retângulos perfeitos presentes até na natureza, só podia ser presente de Deus.

Estudos comprovaram que, onde a Razão Áurea é encontrada, há beleza, harmonia e perfeição. Por isso, pintores renascentistas passaram a trabalhar incessantemente na busca pela perfeição de suas telas desta forma. Porém, a que mais se destaca é de Leonardo da Vinci, matemático genial que também colaborou nos estudos sobre a Secção Áurea. Tanto que alguns amantes das Artes defendem a tese de que o Retângulo de Ouro foi desenvolvido pelo artista. Equívoco? Teimosia mesmo. A imagem acima mostra o miolo de uma folha de bromélia, que se enquadra perfeitamente dentro da espiral de Fibonacci, que forma retângulos de ouro.

Tá explicado. Monalisa foi desenhada sobre a espiral de Fibonacci, enquadrada em retângulos de ouro. Por isso a partir de seu punho direito todo o seu corpo está em evidência. A linha do olhar está localizada exatamente no resultado da primeira soma de áreas e isso explica a evidência de seus olhos. Lembrem-se: Ela não “olha” pra todos os lados. Matematicamente os olhos de Monalisa estão localizados em ponto de evidência independente do ângulo de posicionamento onde o admirador encontra-se. Isso sem citar a Trigonometria empregada, na qual a forma da mulher é basicamente um triângulo, chamando nossos olhos sempre ao rosto da mesma.

Sobre o 1:1.618 da primeira imagem deste post, trata-se do número da beleza. Razão entre os retângulos a partir da espiral. Mas isso é assunto pra outro post!

Então nerds acabaram de desvendar mais um mistério do mundo das artes: toda beleza tem como alicerces um perfeito cálculo matemático. Lembrem-se disso ;)

“Seccionar um segmento de recta de tal forma que a parte menor esteja para a maior como este está para o todo”.
Leonardo de Pisa

Créditos:  The Fibonacci Series
www.educ.fc.ul.pt
Michael Paukner
Mandarino, Denis.  Desenho Geométrico, Construções com Régua e Compasso. São Paulo: Ed. Plêiade, 2009

Leia mais:  Número de Ouro na Astronomia
Fibonnaci na Programação

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Cow Parade São Paulo 2010

Pulicado em 06 fevereiro 2010 por Raphaella Quarterone

Há poucos dias, mais precisamente no dia 22 de Janeiro de 2010, foi inaugurada mais uma mostra da exposição Cow Parade, a maior expo ao ar livre do mundo, que conta – em São Paulo – com 90 vacas fofas, divertidas e criativas, espalhadas por pontos estratégicos (não necessariamente bem localizados) da maior metrópole do país, encantando à todos os paulistanos, independente da faixa etária, preferências ou classe social. Todavia, não há quem não tenha questionado: por que vacas?

Segundo os fundadores da exposição, a vaca é o único animal que, para todas as culturas, representa algo bom, positivo, trás alegria. E a alegação é verídica, pois sabemos que no oriente o animal é visto como sagrado, enquanto no ocidente, o bovino é criado e tratado para fornecer alimento às populações. Além é claro, do comportamento quase sempre pacífico e tranquilo.
Além disso, para os mais de 5.000 artistas que já customizaram as vacas pelo mundo, a forma do animal é a única que fornece as métricas necessárias para que uma infinidade de artes possam ser criadas em cada “tela”. E esta teoria se reflete no que vemos pelas ruas: desde vacas “simplesmente” (como se fosse pouco) pintadas com elementos que remetem à São Paulo e seus habitantes, como pequenas esculturas feitas em seu interior – exibidas através do corpo transparente de algumas – até monitores que exibem mensagens de texto e twits enviados para a vaca digital do evento.

Nunca vi alguém que não aprecie tais vaquinhas, e vale ressaltar que em mostras anteriores foram listados pouquíssimos ‘ataques’ às peças, que, por ficarem expostas nas principais ruas, estações e avenidas da cidade, correm certos riscos de vida, sim. Isso só é mais uma prova que não há quem não se agrade em ver uma bovina charmosa por aí.

Após o evento as vacas são leiloadas e a arrecadação é revertida para várias ONGs. Afinal, ogar fora não vale, né?

Vale a pena:

- Visitar o Site Oficial da Cow Parade!
- Visitar o Flickr do Paulo Eduardo, de onde tirei algumas fotos e você pode ver muito mais por lá. Imagens lindas que me fizeram desistir de postar as fotos que eu ando tirando por SP! =D
- Navegar, e quiçá comprar, as vaquinhas vendidas no Submarino (L)
- Seguir a @cowparade no Twitter! Eles fazem várias gincanas bacanas!
- Checar aqui o mapa de localização das vaquinhas em SP!

Resumindo: a gente vê na rua, a gente segue na internet, a gente não enjoa dessas Vacas! xD

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